Mercados num minuto Fecho dos mercados: Lisboa e Londres contrariam tendência de quedas na bolsa. Juros, petróleo e ouro em alta

Fecho dos mercados: Lisboa e Londres contrariam tendência de quedas na bolsa. Juros, petróleo e ouro em alta

Num dia de quedas para a maior parte das bolsas europeias, o português PSI-20 e o britânico FTSE lideraram do lado dos ganhos. Os juros dos periféricos estiveram em alta, uma tendência de subida seguida também pelo petróleo e pelo ouro.
Fecho dos mercados: Lisboa e Londres contrariam tendência de quedas na bolsa. Juros, petróleo e ouro em alta
David Santiago 15 de dezembro de 2017 às 17:23

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,55% para 5.385,63 pontos

Stoxx 600 caiu 0,19% para 388,19 pontos

S&P 500 ganha 0,78% para 2.672,60 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 1,5 pontos base para 1,840%

Euro desvaloriza 0,12% para 1,1764 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,08% para 63,36 dólares por barril

Lisboa e Londres contrariam tendência de quedas nas bolsas

A generalidade das principais praças bolsistas da Europa negociaram em queda na sessão desta sexta-feira, 15 de Dezembro, com o índice de referência europeu Stoxx 600 a desvalorizar pelo terceiro dia consecutivo, especialmente penalizado pelas perdas verificadas pelo sector retalhista do Velho Continente.

 

O lisboeta PSI-20 e o londrino FTSE contrariaram o sentimento predominante na Europa. O principal índice bolsista nacional valorizou 0,55%, apoiado pelas subidas da Sonae (+3,29% para 1,163 euros), do BCP (+1,15% para 0,263 euros) e da Pharol (+4,26% para 0,269 euros).

 

Já a bolsa inglesa apreciou impulsionada pelo maior optimismo dos investidores depois de os líderes europeus terem formalizado um acordo que permite passar à segunda fase das negociações para o Brexit.

 

Juros de Portugal sobem em dia de anúncio da Fitch

Os juros das dívidas públicas dos países periféricos da Zona Euro seguem a negociar em alta no mercado secundário. A taxa de juro associada às obrigações de dívida soberana portuguesa caíram, sendo que a "yield" no prazo a 10 anos cresceu 1,5 pontos base para 1,840%, isto depois de ter estado a maior parte do dia a recuar, tendo mesmo, pela primeira vez desde 2010, negociado abaixo das "yields" da Itália.

 

Isto acontece no dia em que os analistas antecipam que a agência de notação financeira Fitch retire a avaliação feita à dívida soberana da República portuguesa de um nível considerado "lixo".

 

Os juros associados às obrigações de dívida da Itália e da Espanha estão a negociar em alta. A perspectiva de instabilidade política está a provocar o aumento dos juros, já que em Itália se antecipa como provável um novo período de indefinição.

 

Com eleições gerais previstas para Março, as sondagens antecipam que o resultado implicará um Parlamento ainda mais fragmentado e consequente dificuldade para a formação de um governo com apoio maioritário.   

 

A prejudicar as "yields" espanholas está o receio dos investidores relativamente às eleições que terão lugar no dia 21 de Dezembro na Catalunha. Teme-se o regresso a uma situação de confronto entre independentistas e constitucionalistas.


Dólar valoriza contra o euro e a libra

A divisa norte-americana está a valorizar contra as principais moedas mundiais, com o dólar a ser impulsionado pela convicção dos investidores de que a reforma fiscal de Donald Trump tem condições para ser aprovada até ao final do presente ano.

 

Assim, o euro está a desvalorizar pelo segundo dia seguido face ao dólar, verificando-se o mesmo relativamente à negociação da libra contra a divisa dos Estados Unidos. 

Petróleo prossegue valorizações

Os preços do petróleo voltaram esta sexta-feira a estar em alta nos mercados internacionais. Tanto em Londres como em Nova Iorque a matéria-prima está a valorizar. Na capital inglesa, o Brent do Mar do Norte aprecia 0,08% para 63,36 dólares por barril, enquanto em Nova Iorque o West Texas Intermediate (WTI) segue a subir 0,56% para 57,36 dólares. 

A valorização da matéria-prima justifica-se novamente com a perspectiva da Agência Internacional de Energia que prevê que o próximo ano voltará a não ser favorável para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

É que apesar de os cortes na produção implementados pelo cartel terem reduzido os inventários para o nível mais baixo em dois anos, a AIE acredita que, em 2018, a oferta por parte dos principais concorrentes, em especial os Estados Unidos, poderá crescer mais rapidamente do que a procura mundial.

Ouro a caminho de valorização semanal e paládio próximo de máximos de 2001
O metal dourado está a valorizar 0,19% para 1.255,31 dólares por onça, com a matéria-prima a encaminhar-se assim para fechar a semana com um saldo global positivo, a primeira subida semanal em quatro semanas. Esta valorização acontece depois de um início de semana marcado pela volatilidade na negociação do ouro, o que se ficou em grande medida a dever à decisão da Fed de aumentar os juros. 

Nota também para o paládio que está a negociar próximo dos máximos de Fevereiro de 2001 atingidos na última sessão, o que ficou a dever-se à divulgação de um relatório que mostrou que a venda de automóveis aumentou na Europa.