Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo afunda mais de 5%. Fed "congela" investidores

Fecho dos mercados: Petróleo afunda mais de 5%. Fed "congela" investidores

As bolsas europeias fecharam em queda, com os investidores expectantes em relação ao que a Fed vai fazer. Os preços do petróleo estão a deslizar perante a perspectiva de que a Arábia Saudita reponha a produção da matéria-prima mais depressa do que estava a ser antecipado.
Fecho dos mercados: Petróleo afunda mais de 5%. Fed "congela" investidores
Reuters
Sara Antunes 17 de setembro de 2019 às 17:10

Os mercados em números

PSI-20 recuou 0,3% para os 5.056,37 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,05% para 389,33 pontos

S&P500 avança 0,06% para 2.999,80 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 4,3 pontos base para 0,305%

Euro sobe 0,48% para 1,1054 dólares

Petróleo em Londres cai 4,9% para 65,63 dólares por barril

 

Bolsas europeias caem 

As bolsas europeias fecharam em queda, numa altura em que os investidores estão de olhos postos na Reserva Federal (Fed), que iniciou esta terça-feira a sua reunião de política monetária, aguardando-se agora pelas decisões amanhã. A maioria dos economistas e dos analistas acredita que Jerome Powell vai anunciar um novo corte do preço do dinheiro de 25 pontos base para um intervalo entre 1,75% e 2%.

 

Ainda assim, há muita incerteza sobre o corte de juros nos EUA, o que está a levar os investidores a serem mais cautelosos nos seus investimentos.

 

A reduzir a pressão estão as notícias positivas sobre a Arábia Saudita, com a Reuters a avançar com o país vai conseguir normalizar a sua produção de petróleo no espaço de duas a três semanas, depois dos ataques realizados contra instalações da Saudi Aramco.

O Stoxx600, índice que agrupa as 600 maiores cotadas europeias, fechou a perder 0,05% para 389,33 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 recuou 0,3% para os 5.056,37 pontos, num dia em que o BCP cedeu quase 4%, ofuscando a subida superior a 2% da Jerónimo Martins. 

 

Juros sobem na Europa

As taxas de juro estão a subir na generalidade dos países europeus, anulando as quedas registadas na última sessão. A taxa implícita na dívida portuguesa a 10 anos avança 4,3 pontos para 0,305%. Já a taxa alemã está a subir 1,2 pontos para -0,472%. 

Euro ganha terreno

Com os investidores de olhos postos na Fed, o euro está a beneficiar, numa altura em que já são certas as medidas implementadas pelo BCE. O euro está a subir 0,48% para 1,1054 dólares.

 

Preços do petróleo afundam mais de 5%

O preço do ouro negro está a afundar nos mercados internacionais, depois da notícia que deu conta de que a Arábia Saudita deverá recuperar a sua produção de petróleo mais rapidamente do que o previsto.


Em causa estão os estragos provocados pelos ataques, através de drones, a instalações da Saudi Aramco. Estes ataques provocaram uma quebra de produção significativa da Arábia Saudita (50%), o que significou uma redução da oferta mundial de 5%. E as perspetivas de reposição da capacidade de produção não eram claras, com muitos a acreditarem que poderia demorar meses.

 

A notícia desta terça-feira aponta para duas a três semanas até se conseguir repor a produção, o que fez afundar os preços do petróleo, depois de ontem a matéria-prima ter disparado cerca de 14%.

 

O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a deslizar 4,9% para 65,63 dólares, tendo chegado a afundar mais de 6%. Já o West Texas Intermediate (WTI), transacionado em Nova Iorque, está a perder 5% para 59,75 dólares.

 

Ouro ganha com estatuto de valor-refúgio
Como tem sido habitual, a incerteza tem ditado a subida do ouro, com os investidores a refugiarem-se em ativos considerados mais seguros. A expectativa de novos cortes do preço do dinheiro por parte da Fed ajuda a este movimento.




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