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Fecho dos mercados: Petróleo dispara com queda de "stocks". Diminuição de receios apoia Europa

A sessão de hoje terminou de forma positiva para os mercados europeus que foram apoiados pelo aliviar de receios externos. O petróleo disparou cerca de 4%, com uma previsão da Bloomberg a apontar para a terceira queda semanal seguida de "stocks" nos EUA.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 04 de Setembro de 2019 às 17:21
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,94% para 4.931,11 pontos

Stoxx 600 avançou 0,89% para 383,18 pontos

S&P500 ganha 0,93% para 2.933,29 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 3,8 pontos base para 0,152%

Euro aprecia-se em 0,46% para 1.102 dólares

Petróleo em Londres valoriza 4% para 60,59 dólares por barril

 

Alívio de receios impulsiona bolsas europeias

Os dados positivos do setor dos serviços da China, o voto parlamentar para impedir um Brexit sem acordo e o fim da lei da extradição em Hong Kong são os grandes impulsionadores dos mercados nesta quarta-feira, dia 4 de setembro.

O Stoxx 600, índice que agrupa as 600 maiores cotadas do Velho Continente, fechou o dia a ganhar 0,89% para 383,18 pontos.

Em agosto, o setor dos serviços chinês cresceu ao ritmo mais elevado dos últimos três meses, ofuscando os receios que ontem imperavam nos mercados, depois de a atividade industrial nos EUA ter contraído pela primeira vez em três anos.

Hoje, o parlamento britânico vai votar para impedir um Brexit sem acordo - e, em caso positivo, poderá haver um possível adiamento do Brexit de dia 31 de outubro para 31 de janeiro do próximo ano - e a expectativa de que isso venha mesmo a acontecer está a dar gás aos mercados. 

Por cá, o índice PSI-20 subiu 0,94% para 4.931,11 pontos, com 11 cotadas em alta, cinco em queda e duas inalteradas. 

A contribuir para esta subida da bolsa estiveram os ganhos do grupo EDP, que beneficiou de notas de análise. A elétrica liderada por António Mexia subiu 2,05% para 3,531 euros e a EDP Renováveis apreciou-se em 1,11% para 10 euros. A EDP chegou a tocar no valor mais alto desde julho de 2015 enquanto a empresa liderada por João Manso Neto renovou o máximo histórico ao transacionar nos 3,57 euros. 

 

Juros de Portugal e Alemanha sobem. Itália renova mínimos

Os juros da dívida soberana na Zona Euro subiram ligeiramente, com o clima nos mercados acionistas a melhorar. A taxa de juro a 10 anos na Alemanha, que ontem renovou mínimos históricos, segue hoje a subir cerca de 3,1 pontos base para -0,679. Em Portugal, a taxa de juro com a mesma maturidade, sobe 3,8 pontos base para os 0,152%.  

Em Itália, o cenário foi diferente. As taxas de juro transalpinas continuaram a renovar mínimos históricos e caíram 6,5 pontos base para os 0,805%, numa altura em que as bases para uma governação no país parecem estar mais firmes.  

 

Libra aprecia com votação no parlamento

A moeda britânica, que ontem chegou a cair abaixo da marca dos 1,20 dólares – mas que foi ganhando força com o início do debate na Câmara dos Comuns, segue hoje a valorizar 0,89% para os 1.218 dólares, com a expectativa de que se possa evitar um Brexit sem acordo.

Hoje, o euro também se apreciou ligeiramente, depois de ontem ter tocado em mínimos de 2017. A moeda única da Zona Euro avança 0,46% para os 1.1023 dólares.  

 

Preços do petróleo sobem com queda de "stocks" nos EUA

O Brent, negociado em Londres e referância para Portugal, segue a somar 4% para os 60,59 dólares por barril, depois de uma estimativa da Bloomberg que aponta para uma terceira queda semanal consecutiva dos inventários semanais de crude nos EUA, o que impulsiona os preços.

Do outro lado do Atlântico, o WTI sobe 4,04% para os 56,13 dólares por barril. 

Ouro estável com riscos a diminuírem

O metal precioso segue estável nos 1.547,11 dólares por onça, numa altura em que os riscos externos passaram para segundo plano. O ouro, considerado um ativo seguro, serve de refúgio para os investidores em períodos mais turbulentos. Hoje, com a turbulência a aliviar segue em queda ligeira, mas ainda assim perto de máximos de seis meses atingidos recentemente.

 

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