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Fecho dos mercados: Petróleo sobe há seis dias. O maior ciclo de subidas desde Agosto

As taxas de juro de Portugal caíram para mínimos de Janeiro. Já as francesas subiram e o prémio de risco atingiu máximos de Fevereiro. O petróleo continua em alta, registando mesmo o maior ciclo de subidas desde Agosto.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 10 de Abril de 2017 às 17:27
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Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,34% para 4.963,80 pontos

Stoxx 600 fechou inalterado nos 381,25 pontos

S&P 500 valoriza 0,01% para 2.355,87 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal recua 4,5 pontos base para 3,820%

Euro aprecia 0,14% para 1,0606 dólares

Petróleo sobe 1% para 55,79 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas oscilam em semana da Páscoa

Os principais índices bolsistas europeus terminaram a sessão sem um orientação definida. Algumas bolsas subiram outras caíram, sem variações acentuadas, numa semana que deverá ser marcada por uma liquidez baixa devido à ausência de muitos investidores por causa das comemorações de Páscoa. 

O Stoxx 600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, terminou o dia inalterado, uma evolução que é ilustrativa da sessão. Já o PSI-20 recuou 0,34%, num dia em que a REN foi o grande destaque, ao descer quase 5%, a reflectir o anúncio de aumento de capital, no montante de 250 milhões de euros para financiar parte da compra dos activos de gás da EDP.

Juros portugueses em mínimos
Os juros portugueses continuam em queda, mantendo-se abaixo da fasquia dos 4% e negociando em mínimos de Janeiro. A "yield" a 10 anos recuou 4,5 pontos base para 3,820%. As taxas alemãs desceram 2,1 pontos para 0,207%. Apesar dos juros alemães terem descido, a queda da taxa portuguesa foi superior, o que reduziu o prémio de risco português para 361 pontos base. 

Já as obrigações francesas subiram e elevaram o prémio de risco face à dívida alemã para máximos de Fevereiro, depois da taxa de juro ter subido 3,9 pontos para 0,931%.

 

Euribor estáveis a seis meses e renovam mínimos nos restantes prazos
As taxas Euribor voltaram a cair e a renovar mínimos históricos nos prazos a três, nove e 12 meses. Já a taxa a seis meses, a mais usada no crédito à habitação em Portugal, estabilizou nos -0,241%.

 

Euro sobe à boleia da Fed
O mercado cambial tem oscilado entre ganhos e quedas consoante a perspectiva em torno de mais subidas de juros nos EUA ou menos. As últimas previsões apontam para que a Reserva Federal (Fed) dos EUA mantenha o ritmo esperado de mais dois aumentos de juros este ano. Uma expectativa que acaba por aliviar a pressão, uma vez que houve indicadores económicos que chegaram a elevar as expectativas. Esta redução penaliza o dólar.

 

Petróleo sobe há seis sessões

O petróleo está a valorizar, a reflectir a interrupção de produção do maior campo petrolífero da Líbia. Isto ao mesmo tempo que a Rússia sinalizou que poderá prolongar os cortes de produção que efectivou no âmbito do acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). O petróleo está a subir há seis dias, o que corresponde à maior série de subidas desde Agosto. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, sobe 1% para 55,79 dólares. 

 

Ouro continua a subir 

O ouro continua a funcionar como activo de refúgio, numa altura em que a tensão geopolítica entre países como a Rússia e os EUA tem marcado o passo, depois do ataque americano à base aérea síria. 

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