Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo soma quase 4,5% e dá força às bolsas europeias

Fecho dos mercados: Petróleo soma quase 4,5% e dá força às bolsas europeias

As praças europeias fecharam no verde, num dia em que as cotadas do setor das matérias-primas estiveram em destaque. O barril em Londres chegou a valorizar perto de 4,5%.
Fecho dos mercados: Petróleo soma quase 4,5% e dá força às bolsas europeias
Bloomberg
Ana Batalha Oliveira 13 de junho de 2019 às 17:35

Os mercados em números
PSI-20 valorizou 0,29% para 5.194,08 pontos

Stoxx600 somou 0,16% para os 380,33 pontos
S&P500 sobe 0,31% para os 2.894 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,3 pontos base para os 0,639%
Euro perde 0,10% para os 1,1276 dólares

Barril em Londres avança 2,45% para os 61,44 dólares


Bolsas europeias de mãos dadas no verde
O principal agregador europeu, o Stoxx600, fechou com uma valorização de 0,16% para os 380,33 pontos, num dia em que os ganhos nas praças europeias foram modestos mas generalizados. As cotadas do setor das matérias-primas estiveram em destaque e contribuíram para o desempenho do índice com uma subida agregada de 1,65%. A matéria-prima está hoje em forte alta, recuperando do tombo da véspera, depois de terem sido noticiados ataques, no Golfo de Omã, a dois navios petroleiros.

Por cá, o PSI-20 valorizou 0,29% para 5.194,08 pontos, com a Altri a destacar-se ao atingir ganhos de mais de 5%.

Juros portugueses abaixo de 1% há 15 sessões
Os juros das obrigações do Tesouro na maturidade de referência - a 10 anos - aliviaram 1,3 pontos base para os 0,639% nesta sessão. Este desempenho dita que as obrigações nacionais a 10 anos se mantenham abaixo da fasquia de 1% há 15 sessões consecutivas. A tendência descendente também se verificou na Alemanha, onde a remuneração da dívida com o mesmo horizonte temporal se cifrou nos 0,242% negativos, um alívio de 0,4 pontos base.

Euro perde terreno face ao dólar
A moeda única europeia segue a perder 0,10% para os 1,1276 dólares. A evolução negativa do euro face à divisa norte-americana acontece numa altura em que os investidores esperam que existam dois cortes na taxa de juro diretora, ao invés de apenas um, de acordo com a Bloomberg. A próxima reunião do banco central é já a 18 e 19 de junho.

Petróleo dispara quase 5%
O barril de West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a subir 1,97% para os 52,15 dólares. Já o barril de Brent, negociado em Londres e que serve de referência para o mercado português, ganha 2,45% para os 61,44 dólares. Contudo, durante a sessão, o Brent do Mar do Norte chegou a ascender aos 62,64 dólares, na sequência de uma valorização de 4,45%. 

As cotações no mercado de petróleo dispararam depois de, esta manhã, terem sido reportados ataques, no Golfo de Omã, a dois navios petroleiros, que já receberam assistência das forças navais norte-americanas. Isto, quando na última sessão os barris de petróleo, em ambos os lados do oceano, terem deslizado em torno dos 4%, depois de os Estados Unidos terem revelado uma subida dos seus inventários de crude.

Minério de ferro dispara acima dos 100 dólares

Os contratos do minério de ferro dispararam 4,1% para os 106,50 dólares a tonelada, em Singapura. Esta valorização que surge após o banco Goldman Sachs prever que a oferta se mantenha escassa. A "tempestade" perfeita está a formar-se: o número de embarcações a quererem descarregar minério de ferro na China está perto de um mínimo histórico, diz o Goldman, ao mesmo tempo que a produção de aço – metal que contém ferro na sua composição – deverá aumentar 4% este ano.




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