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Fecho dos mercados: Acções europeias apagam perdas do Brexit. Juros descem pela quarta sessão

Os investidores continuam a mostrar propensão pelo risco, o que beneficias as bolsas. O Stoxx 600 voltou a subir e já conteve os danos sofridos após o referendo de 23 de Junho no Reino Unido.

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Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 11 de Agosto de 2016 às 17:28
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,64% para os 4.818,07 pontos

Stoxx 600 valorizou 0,78% para os 346,66 pontos

S&P 500 ganha 0,51% para 2.186,67 pontos

"Yield 10 anos de Portugal desceu 0,7 pontos base para 2,741%

Euro desliza 0,09% para 1,1166 dólares

Petróleo avança 3,70% para 45,68 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias recuperam do Brexit

O Stoxx 600 valorizou 0,64% para 346,66 pontos esta quinta-feira e negoceia no valor mais alto das últimas sete semanas. Com esta subida, o índice que agrupa as 600 empresas mais representativas do Velho Continente apagou as perdas que sofreu após o referendo do Reino Unido sobre a permanência na União Europeia, realizado a 23 de Junho. As bolsas continuam apoiadas na expectativa de que os bancos centrais reforcem a dose de estímulos e por dados positivos vindos da economia americana.

"Se não existir um fluxo de notícias negativo, o mercado continuará a subir. O velho problema de encontrar rentabilidade é positivo para as acções, e já tivemos o nosso choque anual na primeira metade do ano. Com a baixa volatilidade e os volumes de negociação mais reduzidos é mais difícil para haver apostas na descida do mercado", disse Guillermo Hernandez Sampere, responsável de negociação da MPMM EK, citado pela Bloomberg.

Esta quinta-feira, apenas um dos 19 sectores do Stoxx 600 não valorizou, com as cotadas do sector imobiliário a deslizarem 0,06%. No entanto, os índices que agrupam as construtoras, as cotadas que produzem bens de primeira necessidade, de empresas do sector da alimentação, de empresas de serviços de utilidade pública e as petrolíferas ganharam mais de 1%.

O PSI-20 também acompanhou os ganhos na Europa. Valorizou 0,64% para 4.818,07 pontos, naquela que foi a sexta sessão consecutiva de subidas. Na sessão desta quinta-feira, apenas duas cotadas perderam valor. A Mota-Engil e a Sonae Capital deslizaram 0,28% e 0,16%, respectivamente. As maiores subidas pertenceram à Pharol e à Semapa. Avançaram 4,07% e 2,25%. EDP Renováveis, Altri e BCP ganharam mais de 1%.

Taxa a dez anos desce há quatro sessões

As taxas das obrigações da periferia mantiveram a tendência descendente e a dívida portuguesa não foi excepção. A "yield" a dez anos baixou 0,7 pontos base para 2,741%, a quarta sessão consecutiva de descidas. O prémio de risco, que compara quanto os investidores exigem a mais para deter dívida portuguesa em vez de alemã, também voltou a cair. Baixou 2,3 pontos base para 283,4 pontos base. A taxa germânica subiu esta quinta-feira 1,6 pontos base para -0,093%, num cenário em que os investidores estão mais propensos ao risco.

Também as taxas de Espanha e de Itália baixaram. No caso da "yield" espanhola a descida foi de 2,2 pontos base para 0,925%. Já a taxa italiana desceu 1,6 pontos base para 1,060%. A descida das taxas dos periféricos nas últimas semanas tem sido explicada pelos analistas com a perspectiva de mais estímulos por parte dos bancos centrais.

 

Euribor descem em todos os prazos

As taxas Euribor desceram esta quinta-feira. O indexante a três meses baixou 0,2 pontos base para -0,299%, repetindo o mínimo histórico atingido a 3 de Agosto, segundo dados da Lusa. A taxa a seis meses também baixou. Caiu 0,1 pontos base para -0,189%, muito perto do mínimo histórico de -0,191%, registado pela primeira vez a 12 de Julho. A Euribor a 12 meses seguiu o mesmo guião, baixando 0,1 pontos base para -0,049%.

 

Real trava ganhos

O real desvaloriza 0,22% face à nota verde, transaccionando em 0,3190 dólares (cada dólar vale 3,13 reais). Isto depois de o banco central brasileiro ter intensificado as operações de mercado para controlar a apreciação da sua moeda. "O banco central sinalizou preocupação sobre o real subir acima de 3,10 dólares e da volatilidade que isso pode causar", explicou à Bloomberg Joao Paulo de Gracia Correa, responsável da área de mercado da corretora SLW.

Mesmo com a descida desta quinta-feira, a divisa leva ganhos de 26% desde o início do ano. A subida é explicada pela expectativa dos investidores sobre a mudança das políticas económicas no país, após o processo de destituição da presidente Dilma, e pela procura por retorno em mercados emergentes.

Brent acima dos 45 dólares

O petróleo está negociar em forte alta esta quinta-feira, impulsionado pelas previsões que constam no relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) e pelas declarações do ministro da Energia da Arábia Saudita. Khalid al-Falih sinalizou que na próxima reunião da OPEP, a organização poderia tomar medidas para estabilizar o mercado. Em Londres o Brent valoriza 3,70% para 45,68 dólares. Na bolsa de Nova Iorque o crude WTI soma 3,62% para 43,22 dólares.

Ouro sobe com corrida dos investidores

A compra de ouro para investimento atingiu um recorde histórico nos primeiros seis meses do ano. E a corrida dos investidores ao metal precioso, que tende a ter desempenhos positivos em cenários de incerteza e de políticas monetárias ultra-expansionistas aparenta continuar, com a maior parte dos analistas sondados pela Bloomberg a apostar na continuação das subidas. O metal amarelo sobe 0,11% esta sessão para 1.348,05 dólares e leva já um ganho de 27% desde o início do ano.

 

Destaques do dia

O que está a correr mal no mercado de trabalho em cinco gráficos. Os novos dados do emprego mostram um mercado de trabalho em recuperação. No entanto, nem tudo está a correr bem. Entre a floresta de números é possível detectar alguns focos de preocupação, que o próprio Governo reconhece.

PIB terá subido 0,4% em cadeia e 1% em termos homólogos no segundo trimestre. A economia portuguesa deverá ter crescido, no segundo trimestre, 0,4% em cadeia e 1% em termos homólogos, segundo a média de previsões dos analistas contactados pela agência Lusa.

Imparidades ditam perdas de 765 milhões na CGD, BCP e NB. Entre os cinco grandes, só o Santander Totta e o BPI tiveram lucros. Primeiro ganhou com Banif, segundo com recuperação doméstica.

Jerónimo Martins atinge máximos de 2013. As acções da Jerónimo Martins continuam a subir, atingindo máximos de Novembro de 2013. No acumulado do ano, a dona dos supermercados Pingo Doce soma mais de 27%.

Oi agrava prejuízos para 655 milhões de euros até Junho. A Oi, que tem a Pharol como maior accionista, teve prejuízos de 2,3 mil milhões de reais (655 milhões de euros), um aumento de 168,6% face ao semestre homólogo. A dívida subiu 19,5% para 41,3 mil milhões de reais.

Rússia regista menor contracção desde o início da recessão. A evolução da economia russa no segundo trimestre deste ano superou as estimativas dos economistas, que esperavam uma contracção mais acentuada. O banco central prevê crescimento lento nos próximos meses.

Egipto vai receber assistência financeira do FMI. As autoridades egípcias chegaram a um acordo com o Fundo Monetário Internacional para um programa de assistência financeira no valor de quase 11 mil milhões de euros.

 

 

O que vai acontecer amanhã

Portugal

INE divulga o Índice de Custo do Trabalho, no segundo trimestre.

INE publica as Contas Nacionais Trimestrais - Estimativa Rápida, no segundo trimestre.

China

Produção industrial, em Julho [anterior: 6,2%].

Zona Euro

Produto interno bruto, no segundo trimestre.

Alemanha

Índice harmonizado de preços no consumidor, em Julho [anterior: 0,2%].

PIB do segundo trimestre [anterior: 0,7% em cadeia e 1,6% homólogo].

EUA

Vendas a retalho, em Julho.

Índice de preços no produtor, em Julho.

Confiança dos consumidores, medida pela Universidade de Michigan, em Agosto.

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