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Fecho dos mercados: Atentado em França mancha bolsas de "vermelho". Petróleo em alta

As bolsas europeias fecharam a sessão em queda ligeira, pressionadas pelas acções do sector do turismo, num dia marcado por mais um acto terrorista na Europa. Já o petróleo segue a contrariar as quedas nas bolsas.

Miguel Baltazar
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Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,51% para 4.561,75 pontos

Stoxx 600 caiu 0,17% para 337,92 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,23% para 2.158,85 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal avançou 0,2 pontos base para 3,134%

Euro recua 0,52% para 1,1062 dólares

Petróleo sobe 0,70% para 47,70 dólares por barril em Londres

Terrorismo na Europa pressiona bolsas

As bolsas europeias encerraram a última sessão da semana em queda. O índice europeu Stoxx 600 fechou a deslizar 0,17%, num dia manchado por mais um ataque terrorista em França, que afundou as acções do sector das viagens e lazer. Empresas como a easyjet, Thomas Cook Group e a operadora de viagens Accor terminaram o dia com quedas superiores a 2%. A sessão ficou ainda marcada pela forte descida das acções da Swatch, que caíram mais de 7%, para mínimos de seis anos e meio, tudo graças à expressiva redução dos lucros que a própria empresa antevê para o primeiro semestre. Apesar da descida na sessão desta sexta-feira, 15 de Julho, o Stoxx 600 fechou a semana a valorizar mais de 3%.

A bolsa lisboeta seguiu as descidas na Europa. O PSI-20 cedeu 0,51%, pressionado pelas quedas do BCP e do sector do retalho. A contribuir para a descida esteve a Jerónimo Martins, ao perder 1,59% para 13,97 euros, enquanto a Sonae SGPS também esteve a recuar. Caiu 4,74% para 6,43 euros. Já o BCP desvalorizou 2,53% para 1,93 cêntimos, depois de ontem ter encerrado a recuperar das quedas expressivas da véspera.

Juros da dívida sobem, mas prémio de risco volta a cair

Os juros da dívida soberana portuguesa subiram pela segunda sessão consecutiva. A taxa das obrigações a dez anos avançou esta sexta-feira 0,2 pontos base para 3,134%. Mas a tendência foi também negativa no resto da periferia, com os juros de Espanha e Itália a subirem. Tendência semelhante à registada pela Alemanha, cuja "yield" a dez anos subiu 4,6 pontos para 0,006%. Ainda assim, o prémio de risco de Portugal voltou a cair, desta feita para 312,8 pontos.

Euribor sobem em todas as maturidades

Após cair para um mínimo histórico de -0,295%, a Euribor a três meses subiu esta sexta-feira. Passou para -0,293%, mais 0,2 pontos base que na sessão anterior. Já a Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal como indexante ao crédito à habitação, subiu -0,190% para -0,187%. Maior foi o salto da taxa a 12 meses, que passou de -0,061% para -0,057%.

Libra marca melhor semana desde Março

A moeda britânica está a acumular ganhos esta semana contra as 31 principais divisas, depois de o Banco de Inglaterra ter decidido na quinta-feira, 14 de Julho, manter a taxa de juro de referência do país em 0,50%, ao contrário do que estava a ser antecipado. Além disso, a especulação de que o Banco de Inglaterra vai implementar medidas menos agressivas esteve a ajudar à subida da moeda. A moeda esteve a subir grande parte do dia, mas inverteu a tendência. Desce 1,1% para 1,3194 dólares, colocando a valorização da semana em 1,9%, o que corresponde ainda assim à subida semanal mais elevada desde Março.

Problemas na Nigéria suportam petróleo

Os preços do petróleo inverteram a tendência negativa, sustentados pelos problemas nas exportações nigerianas. O Brent, negociado em Londres, sobe 0,70% para 47,70 dólares por barril, a reagir à notícia de que a Exxon Mobil recorreu a uma cláusula legal que lhe permite interromper as exportações sem quebrar contratos no oleoduto de Qua Iboe, na Nigéria. Esta decisão surge na sequência dos ataques de um grupo de militantes a esta instalação petrolífera no país, que está a provocar problemas nas exportações de crude nigeriano.

Ouro regista primeira semana negativa desde Maio

Há dois meses que o ouro não fechava uma semana com sinal menos. O metal precioso cede 0,4% para 1.327,50 dólares por onça, elevando para 2,3% a desvalorização registada nas últimas cinco sessões, a primeira semana negativa desde Maio. O ouro tem sido pressionado pelo maior apetite pelo risco nos últimos dias, que tem beneficiado as acções em detrimento de activos que oferecem maior segurança, como é o caso do metal.

Destaques do dia

Tesouro procura até 1.750 milhões com dívida a seis e 12 meses. Uma semana depois de emitir 1.155 milhões de euros em obrigações, o Tesouro pretende colocar dívida de curto prazo. Confirma, assim, a operação que estava já prevista no calendário de financiamento, sendo que estão em causa títulos a seis e 12 meses.

IGCP emite mais obrigações para o retalho com juros mais baixos. Depois do sucesso da primeira emissão de obrigações dirigidas aos pequenos aforradores, o IGCP decidiu avançar com uma nova, já em Agosto. O montante indicativo é de 500 milhões de euros, mas o juro é mais reduzido.

 

Accionista da Oi dá mais tempo para votar destituição de portugueses. A Societé Mondiale Fundo de Investimento em Acções, representada pela gestora Bridge Administradora de Recursos, deu até 22 de Julho para que a administração da Oi marque uma assembleia que vote o afastamento de Palha da Silva.

Atentado em França: Hollande fala em 50 feridos "entre a vida e a morte". Após novo ataque em solo gaulês, a França garante que não "cederá" ao terror e já prometeu o reforço do combate ao terrorismo, na Síria e no Iraque. Nesta altura já estão confirmados pelo menos 84 mortos. Há um português entre os feridos.

Se encontrar petróleo no Algarve, Sousa Cintra tem de ser autorizado a explorá-lo. O empresário vai procurar por petróleo mas se o encontrar vai ter que pedir autorizações ambientais, às autarquias locais e à entidade supervisora.

Crédito ao consumo dispara 22% em Maio. As famílias portuguesas continuam a aumentar o recurso a empréstimos junto de instituições financeiras para financiar a compra de bens de consumo. O crédito automóvel aproximou-se dos 200 milhões.

O que vai acontecer segunda-feira

Dados do INE. Divulga Estatísticas da Construção e Habitação, relativo a 2015.

Resultados nos EUA. O Bank of America, a Netflix e a Yahoo apresentam as contas relativas ao primeiro semestre.

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