Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas em queda, com euro nos 1,13 dólares

Fecho dos mercados: Bolsas em queda, com euro nos 1,13 dólares

As bolsas europeias terminaram a sessão a desvalorizar, penalizadas pelas quedas das empresas exportadoras, que estiveram a ser pressionadas pela subida do euro. A moeda única esteve a negociar em máximos desde o Brexit.
Fecho dos mercados: Bolsas em queda, com euro nos 1,13 dólares
Reuters
Patrícia Abreu 16 de agosto de 2016 às 17:22

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,20% para 4.757,88 pontos

Stoxx 600 deslizou 0,79% para 343,32 pontos

S&P 500 cede 0,35% para 2.182,46 pontos

"Yield" da dívida a 10 anos de Portugal subiu 14,8 pontos base para 2,840%

Euro avança 0,86% para 1,1280 dólares

Petróleo valoriza 1,27% para 46,32 dólares por barril, em Nova Iorque

Exportadoras pressionam bolsas

As bolsas europeias fecharam a sessão com sinal de menos. O índice europeu Stoxx 600 perdeu 0,79%, numa sessão em que a valorização do euro esteve a penalizar as exportadoras. As empresas do sector automóvel destacaram-se nas quedas, com companhias como a Renault e a PSA Peugeot Citroën a descerem mais de 1,9%. Os principais índices europeus terminaram com descidas inferiores a 1%, à excepção das praças espanhola e portuguesa, que baixaram mais de 1%.


A bolsa lisboeta caiu 1,20%, a maior descida na Europa. A pressionar o índice PSI-20 esteve o BCP. O banco liderado por Nuno Amado caiu 2,09% para 0,0187 euros, arrastado pelo agravamento dos juros do País, depois de a DBRS ter alertado que o fraco crescimento e a dívida elevada pressionam o "rating" de Portugal. Uma nota negativa ainda para as empresas do grupo EDP: a eléctrica cedeu 1,13% para 3,066 euros, enquanto a EDP Renováveis caiu 1,19% para 7,071 euros. Ainda assim foi a Sonae que protagonizou a queda mais expressiva da sessão. Desceu 3,60% para 0,67 euros, na semana em que apresenta as contas do primeiro semestre. Os analistas do CaixaBI antecipam que a retalhista tenha terminado os primeiros seis meses do ano com um resultado líquido de 89 milhões de euros, menos 8% que no período homólogo.

Juros disparam com alerta de DBRS

A taxa de juro implícita na dívida de Portugal a 10 anos esteve a subir 14,8 pontos base para 2,840%, depois de esta manhã ter chegado a renovar o mínimo de Janeiro, ao negociar nos 2,673%. Esta subida surge depois de o responsável pela análise de ratings soberanos da DBRS ter dado uma entrevista à Reuters onde diz que o baixo crescimento económico de Portugal pressiona a notação financeira do país. Fergus McCormick afirma que "as pressões parecem aumentar", apesar de o rating de Portugal continuar com uma perspectiva "estável". As palavras do analista surgem depois de na sexta-feira, 12 de Agosto, ter sido revelado que o produto interno bruto (PIB) de Portugal cresceu 0,8% no segundo trimestre.

Euribor a três meses volta a mínimos

As taxas Euribor desceram a três e nove meses e mantiveram-se inalteradas nas taxas a seis e 12 meses em relação a segunda-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, foi hoje fixada em -0,299%, actual mínimo histórico. No prazo de nove meses, a Euribor também desceu para -0,120%. A Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em Novembro passado, manteve-se em -0,189%. No prazo de 12 meses, a taxa permaneceu em -0,050%.

Euro em máximos desde o Brexit

A moeda única europeia está a negociar em alta face ao dólar pela terceira sessão consecutiva, numa altura em que as perspectivas de uma subida lenta dos juros nos Estados Unidos estão a penalizar a divisa norte-americana. O euro valoriza 0,86% para 1,1280 dólares, depois de ter chegado a tocar em 1,13 dólares. Esta é a maior subida desde 3 de Junho, dia em que a moeda única valorizou 1,94%, depois de terem sido revelados indicadores negativos sobre a economia norte-americana que reduziram as perspectivas de uma subida dos juros no país e pressionaram fortemente o dólar. Desde 24 de Junho – um dia depois do referendo sobre o Brexit no Reino Unido – que o euro não tocava nos 1,13 dólares.

Petróleo sobe mais de 1%

Os preços do petróleo seguem a valorizar mais de 1% nos mercados internacionais, suportados pela especulação de que os grandes produtores de petróleo possam chegar a um acordo para congelar a produção no encontro de Setembro. O crude, negociado em Nova Iorque, sobe 1,27% para 46,32 dólares por barril. A impulsionar as cotações estão os rumores que os países-membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) possam alcançar um entendimento para manter a produção nos níveis actuais no próximo mês, de modo a estabilizar os preços, apesar das conversações no mesmo sentido já terem falhado em Abril e Junho passado.


Ouro em alta

O metal precioso segue a contrariar as quedas nos mercados accionistas. O ouro avança 0,73% para 1.349,20 dólares por onça, apesar de mais um membro da Reserva Federal dos EUA ter alertado para a possibilidade de uma subida de juros em Setembro. O ouro avança 27% em 2016, suportado pela expectativa que o banco central norte-americano será lento a subir os juros no país, um movimento que é favorável ao investimento no metal precioso. Ainda assim, são já dois os membros da Fed que apontam a possibilidade de uma mexida nos juros na próxima reunião.

Destaques do dia

DBRS: Fraco crescimento e elevada dívida pressionam rating de Portugal. O responsável pela análise de ratings soberanos da DBRS afirmou à Reuters que o baixo crescimento económico dificulta o problema relacionado com os elevados níveis de dívida pública e privada, o que está a reforçar a pressão sobre o rating da República portuguesa.

BPN custou aos cofres do Estado mais de 3.200 milhões até 2015. O custo acumulado da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) para o Estado ultrapassou os 3.200 milhões de euros até ao final de 2015, segundo um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas.

Dudley: Subida dos juros em Setembro "é possível". Oito meses depois da primeira subida dos juros numa década, a instituição monetária dos EUA continua sem actuar. Mas o presidente da Fed de Nova Iorque diz que isso poderá acontecer dentro de um mês e alerta que, actualmente, os mercados estão a ser "complacentes".

Concessão de crédito ao consumo cai em Junho. O valor concedido em crédito ao consumo caiu em Junho face ao mês anterior. Mas o montante continua a ser superior ao registado no mesmo período do ano anterior.

Grandes bancos de investimento querem apressar saída do Reino Unido. Segundo a Bloomberg, dado o número limitado de destinos adequados para realocar operações noutras cidades, os bancos estão numa corrida uns contra os outros para garantir os melhores espaços.

Detido estrangeiro por alegada burla qualificada no Porto com "euros negros". A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta terça-feira a detenção de um estrangeiro de 40 anos suspeito de um crime de burla qualificada de milhares de euros, ocorrido no Porto, com "euros negros".

O que vai acontecer amanhã

Norges Bank divulga contas. O fundo soberano na Noruega apresenta os resultados relativos ao segundo trimestre.

Minutas da Fed. O banco central dos EUA divulga as minutas da reunião de política monetária concluída a 27 de Julho.

Política em Espanha. O comité do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, votará as condições impostas pelo Ciudadanos, para que iniciem conversações com vista à formação do novo governo.




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