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Fecho dos mercados: Bolsas em queda e dólar em alta com possível subida dos juros

As principais praças europeias encerraram esta quinta-feira em queda, com os investidores a temerem os efeitos de mais uma subida de juros pela Fed. Também o ouro foi penalizado, enquanto o dólar beneficiou como reflexo da robustez da economia.

André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 19 de Maio de 2016 às 17:19
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Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,60% para 4.824,93 pontos

Stoxx 600 perdeu 1,09% para 333,91 pontos

S&P 500 desce 1,03% para 2.026,52 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avançou 0,1 pontos base para 3,092%

Euro desvaloriza 0,07% para 1,1209 dólares

Petróleo recua 2,23% para 47,84 dólares por barril, em Londres

Fed leva bolsas europeias ao "vermelho"

As principais praças europeias encerraram em queda esta quinta-feira. Pressionado pela expectativa de que uma subida dos juros pela Fed venha a causar turbulência nos mercados, o Stoxx 600, índice europeu de referência, recuou 1,09% para 333,91 pontos. Mas a liderar as quedas esteve o britânico FTSE ao cair 1,82% para 6.053,35 pontos. Em destaque estiveram ainda o alemão DAX e o holandês AEX ao perderem, respectivamente, 1,48% para 9.785,89 pontos e 1,42% para 428,27 pontos.

Por cá, a bolsa de Lisboa também encerrou em queda, embora menos acentuada. O PSI-20 perdeu 0,60% para 4.824,93 pontos. A pressionar esteve o desempenho da Galp Energia, cujas acções afundaram 2,46% para 11,70 euros. Ainda no sector energético, a EDP perdeu 0,95% para 2,93 euros, ao passo que a EDP Renováveis somou 0,48% para 6,659 euros. Nota negativa ainda para a Nos que cedeu 1,22% para 6,219 euros.

Prémio de risco recua pela sétima sessão

Os juros da dívida soberana portuguesa negociaram de novo em alta, embora apenas ligeiramente. A taxa das obrigações a dez anos subiu 0,1 pontos base para 3,092%. Uma tendência negativa também registada na dívida de Espanha e Itália. Em alta fechou ainda a "yield" a dez anos da Alemanha, desta feita 0,2 pontos para 0,170%. Um desempenho que levou o prémio de risco de Portugal a cair para 292,2 pontos, a sétima sessão consecutiva em queda.

 

Euribor a cai a três meses após três sessões

A Euribor a três meses voltou a cair esta quinta-feira. Após três sessões inalterada, a taxa caiu agora de -0,257% para -0,258%. Já a Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal como indexante ao crédito à habitação, subiu de -0,144% para -0,143%. Inalterada ficou, por outro lado, a taxa a 12 meses. Manteve-se nos -0,011%.

 

Dólar ganha em antevisão à subida dos juros

A Reserva Federal dos EUA divulgou na quarta-feira as minutas da última reunião de política monetária. Um documento no qual aponta, por diversas vezes, que em Junho poderá voltar a subir a taxa de juro de referência, actualmente entre 0,25% e 0,50%. Por isso, os investidores estão a ajustar bruscamente as expectativas para incorporar a possibilidade desta decisão. Algo que está a levar o dólar a beneficiar, enquanto reflexo da robustez da economia. O índice que segue a moeda norte-americana face às dez maiores congéneres avança 0,09% para 1.196.90 pontos, tendo chegado a subir 0,33%.

 

Maiores reservas levam petróleo às quedas

O petróleo tem estado sob pressão desde o final de quarta-feira. Altura em que foi revelada a evolução das reservas da matéria-prima na semana passada. E ao contrário da expectativa dos analistas, estas voltaram a aumentar e, assim, a adensar a perspectiva de excesso da matéria-prima no mercado. Por isso, o Brent, negociado em Londres, está a desvalorizar 2,23% para 47,84 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, segue a cair 2,18% para 47,14 dólares.

 

Subida dos juros em Junho pesa no ouro

O ouro está a desvalorizar pela segunda sessão consecutiva. O metal cai 0,43% para 1.253,03 dólares por onça, numa sessão em que já chegou a perder um máximo de 1,16%. A pesar no ouro estão as minutas da Reserva Federal dos EUA, divulgadas na quarta-feira. É que a instituição aponta que poderá voltar a subir os juros em Junho, um sinal de robustez da economia norte-americana que tira atractividade ao ouro enquanto activo de refúgio.

Destaques do dia

Dívida pública diminui no primeiro trimestre. Embora tenha aumentado quase dois mil milhões em termos nominais, em percentagem do PIB, a dívida pública portuguesa caiu ligeiramente entre Dezembro de 2015 e Março deste ano.

 

Certificados captam mais de 300 milhões no mês das OTRV. Os portugueses continuam a aplicar montantes avultados mensalmente nos produtos do Estado, especialmente nos Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) devido à taxa de 2,25%.

 

BCE: Europa desperdiça juros baixos sem implementação de reformas. O banco central está apostado em manter os estímulos na Zona Euro até que a inflação recupere. Mas critica os governos por não estarem a cumprir o seu papel com as reformas estruturais. E alerta que a inflação já não depende do petróleo.

 

Sporting prolonga contrato com Jorge Jesus até Junho de 2019. Clube de Alvalade confirmou a extensão do contrato com o treinador, em comunicado enviado à CMVM. O vínculo de Jorge Jesus é agora prolongado até Junho de 2019.

 

BPI volta a disparar 3% e afasta-se do preço da OPA. As acções do BPI seguem a negociar acima do preço da OPA do CaixaBank, após a administração do banco ter considerado que a proposta dos catalães é inferior ao valor do banco.

 

CMVM só decide se há auditor na OPA ao BPI em Setembro. Isabel dos Santos pediu um auditor independente para fixar preço da OPA, mas por lei, CMVM só pode decidir quando avaliar registo da oferta. Prazos do CaixaBank empurram decisão do supervisor para o final do Verão. Catalães querem BPI cotado.

 

Bruxelas dá folga orçamental a Costa. Bruxelas adiou decisão sobre sanções a Portugal e relaxou metas orçamentais. No entanto, a Comissão considera que o Governo está ainda longe dos novos objectivos. Nova pressão em Julho.

 

Maus créditos da casa podem dar sanções ao gestor de conta. Até ao próximo ano, entrarão em vigor novas regras relativas aos empréstimos à habitação. A venda dos créditos será alvo de maior escrutínio. Os gestores vão ter de estar registados.

 

Euribor negativa faz disparar dúvidas dos clientes. Os pedidos de esclarecimento solicitados ao Banco de Portugal sobre o indexante ao crédito à habitação em valores negativos mais do que triplicou, no ano passado.

 


O que vai acontecer amanhã


Dados da construção.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga o índice de novas encomendas na construção e obras públicas, relativo ao primeiro trimestre.

 

Banco de Portugal. O regulador bancário nacional apresenta os indicadores coincidentes, relativos a Abril.

 

"Ratings" para França e Holanda. A Moody’s tem agendada uma possível revisão à avaliação da capacidade creditícia de França. Já a Standard & Poor’s poderá rever o "rating" que atribui à Holanda.

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