Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias com ganhos ligeiros. Dólar sobe antes da Fed  

Fecho dos mercados: Bolsas europeias com ganhos ligeiros. Dólar sobe antes da Fed  

As bolsas europeias encerraram com ganhos ligeiros, impulsionadas pelo sector financeiro. O dólar aprecia antes da publicação das minutas da Reserva Federal. Os juros da dívida soberana subiram, após cinco sessões a cair.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias com ganhos ligeiros. Dólar sobe antes da Fed  
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,07% para 4.853,95 pontos

Stoxx 600 subiu 0,85% para 337,58 pontos

S&P 500 valoriza 0,36% para 2.054,64 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 1,9 pontos base para 3,091%

Euro recua 0,33% para 1,1276 dólares

Petróleo sobe 0,51% para 49,53 dólares por barril, em Londres

 

Banca impulsiona acções europeias

As principais bolsas europeias avançaram, com ganhos inferiores a 1%, na sessão antes da Reserva Federal dos EUA publicar as minutas da última reunião de política monetária. O Stoxx 600 subiu 0,85%, impulsionado principalmente pelas acções da banca. As mineiras travaram ganhos maiores no índice de referência europeu. A bolsa italiana destacou-se, com um ganho de 1,23%, seguida por Madrid, que avançou 0,88%.

A bolsa de Lisboa avançou ligeiros 0,07%, após três sessões em queda. A Nos e a Galp Energia foram as cotadas que mais impulsionaram. A Nos ganhou 1,89% para 6,296 euros depois de ter anunciado que chegou a acordo com a Vodafone para a partilha de conteúdos desportivos. A petrolífera avançou 1,10% para 11,995 euros.

Após cinco sessões, juros da dívida voltam às quedas

Os juros da dívida soberana portuguesa encerraram em alta esta quarta-feira. A taxa das obrigações a dez anos encerrou a subir 1,9 pontos base para 3,091%, depois de ter recuado por cinco sessões consecutivas. Uma tendência negativa que também foi registada pelos juros da dívida de Espanha e Itália. Em alta fechou ainda a "yield" a dez anos da Alemanha. Subiu 3,6 pontos para 0,168%, levando o prémio de risco de Portugal cair para 292,3 pontos.

Euribor a seis meses em mínimo histórico

A Euribor a três meses ficou inalterada esta quarta-feira. Manteve-se em -0,257%, ao passo que a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal enquanto indexante bancário no crédito à habitação, voltou a recuar. Passou de -0,143% para -0,144%, regressando assim para o actual mínimo histórico. Inalterada ficou ainda a Euribor a 12 meses, que se manteve em -0,011%.

 

Dólar sobe antes das minutas da Fed

O dólar está a valorizar esta quarta-feira antes da Fed publicar as minutas da última reunião, em que deixou os juros inalterados. Dois membros do banco central norte-americano indicaram esta terça-feira que a Fed ainda pode subir os juros duas vezes este ano, o que está a puxar pela divisa, que sobe face à maioria das pares. O índice da Bloomberg para a moeda norte-americana avança 0,24% para 1.189,42 pontos, o valor mais elevado desde 29 de Março. Assim, o euro segue a recuar 0,33% para 1,1276 dólares.  

Petróleo testa fasquia de 50 dólares

O Brent continua a testar a fasquia dos 50 dólares. O valor do barril aumenta 0,51% para 49,53 dólares, a terceira sessão de ganhos. Já o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, aprecia 0,77% para 48,68 dólares. "Os 50 dólares funcionam como um magneto, mas também como uma linha invisível que os "traders" têm cautela em cruzar porque o mercado pode não estar pronto para se mover acima dessa fasquia devido aos receios do que isso possa provocar no processo de reequilíbrio", disse Ole Sloth Hansen, analista do Saxo Bank, citado pela Bloomberg.

 

Um factor analisado à lupa no teste aos 50 dólares é o da evolução das reservas petrolíferas nos EUA. O relatório com esses dados será divulgado ainda esta quarta-feira. E o consenso do mercado aponta para uma queda do "stock" em 3,5 milhões de barris, segundo a Bloomberg. Isto devido ao impacto dos incêndios que afectaram a produção no Canadá.

 

Ouro quebra sequência de ganhos

As perspectivas de que afinal a Reserva Federal dos EUA possa fazer mais subidas das taxas de juro do que o anteriormente antecipado retiraram algum brilho ao ouro. O metal amarelo desvaloriza 0,51% para 1.272,46 dólares e interrompe uma sequência de três sessões seguidas de ganhos. "Vimos dois responsáveis da Fed dizer que não ficariam surpreendidos se tivéssemos dois ou mesmo mais subidas das taxas este ano. Se tal acontecer, veremos um fortalecimento do dólar e isso prejudica o ouro", referiu Phil Streible, estratego da RJO Futures, citado pela Bloomberg. 

 

Destaques do dia

 

Regulador da bolsa dos EUA premeia delator com 5 milhões de dólares. Um delator irá receber um prémio de 5 a 6 milhões de dólares do regulador norte-americano por ter denunciado violações das regras na bolsa, sem as quais dificilmente as infracções teriam sido descobertas.

 

Afinal, Portugal vai ou não antecipar os reembolsos ao FMI? Mourinho Félix disse que as novas previsões do Tesouro não são uma aceleração dos reembolsos ao FMI. E o secretário de Estado Adjunto do Tesouro e das Finanças acrescentou que está dentro da autorização dada por Bruxelas. O Negócios relembra todo o processo dos pagamentos ao FMI e faz a prova dos factos

 

Costa recusa medidas adicionais para cumprir exigências de Bruxelas. O primeiro-ministro recusou hoje que sejam necessárias "medidas adicionais" para cumprir o défice e manifestou-se convicto de que, em Julho, a Comissão Europeia dará "um novo passo de aproximação" às previsões do Governo. Já Bruxelas calcula "buraco" de 740 milhões de euros no Orçamento deste ano.

 

Nos soma mais de 3% após acordo no futebol com Vodafone. Os analistas consideram que o memorando de entendimento entre a Nos e a Vodafone para a partilha de conteúdos e custos com eventos desportivos coloca a pressão na Altice. As acções da Nos estão a reagir em alta.

Nos e Vodafone chegam a acordo para partilha de conteúdos desportivos. As operadoras assinaram um memorando de entendimento para a partilha de transmissão de eventos desportivos e comparticipação nos custos dos conteúdos. O acordo não fecha a porta à entrada da Meo.

 

Comissão quer mais 740 milhões de euros em consolidação em 2016. A Comissão Europeia adiou para Julho a eventual aplicação de sanções ao país, mas propõe ao Conselho que recomende mais medidas de consolidação este ano e em 2017. Os problemas da banca devem ser atacados até Outubro.

 

BPI sobe 4% para máximos desde a OPA. As acções do BPI estão a valorizar 4% esta quarta-feira após as declarações da administração sobre a OPA do CaixaBank. Tocaram nos 1,158 euros, acima do valor da OPA mas abaixo do preço indicado pelo banco.

 

Isabel dos Santos: avaliação do BFA é "profundamente desrespeitosa". Santoro diz não entender cenário de avaliação zero utilizado no relatório de reacção da gestão do BPI à OPA do Caixabank.

 

Bruxelas dá a António Costa dois meses para evitar sanções. A Comissão Europeia quer que Portugal tome mais medidas para corrigir o desequilíbrio das contas públicas. Dá dois meses para ver resultados. Em relação à consolidação realizada no passado, Bruxelas dá nota positiva. Evitar sanções está agora unicamente nas mãos de António Costa.

 

Portugal angaria 1.830 milhões com dívida de curto prazo. O IGCP colocou mais do que os 1.500 milhões de euros que pretendia, num leilão duplo em que não registou taxas de juro negativas. A procura dos investidores ascendeu a quase três mil milhões.

 

Presidente abandona Mitsubishi após escândalo. Aikawa será substituído temporariamente pelo CEO da fabricante automóvel, até que fique completa a venda de 34% do capital da Mitsubishi à Nissan.

 

Dívida pública em Espanha supera o PIB pela primeira vez desde 1909. No final de Março a dívida pública em Espanha atingiu 1,095 biliões de euros. Um valor que supera 100% do PIB, o acontece pela primeira vez desde 1909.

 

O que vai acontecer amanhã

 

Relatos do BCE. Um dia depois de terem sido publicadas as minutas relativas à última reunião de política monetária da Reserva Federal dos Estados Unidos, o BCE publica os relatos da última reunião, realizada a 21 de Abril.

 

Dados nos EUA. Do outro lado do Atlântico serão publicados indicadores económicos como os novos pedidos de subsídio de desemprego, na semana passada.




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