Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias no vermelho e juros portugueses acima dos 3%

Fecho dos mercados: Bolsas europeias no vermelho e juros portugueses acima dos 3%

As bolsas europeias encerraram com perdas em torno de 2%, penalizadas pelos receios do crescimento da economia. Os juros da dívida portuguesa cresceram mais de 20 pontos, quebrando novamente a fasquia dos 3%.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias no vermelho e juros portugueses acima dos 3%
Bloomberg
Vera Ramalhete 05 de abril de 2016 às 17:19

Os mercados em números

PSI-20 caiu 2,07% para 4.874,24 pontos

Stoxx 600 caiu 1,90% para 328,15 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,83% para 2.049,00 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 21,3 pontos base para 3,149%

Euro recua 0,06% para 1,1384 dólares

Petróleo sobe 4,22% para 38,63 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias perdem 2%

As principais bolsas europeias encerraram com perdas em torno de 2%, penalizadas pelos dados da economia alemã. As encomendas industriais na Alemanha caíram inesperadamente em Fevereiro. E a OCDE revelou esta terça-feira que estima que o PIB alemão deve crescer 1,3% neste ano, uma décima abaixo do registado em 2015 e quatro décimas aquém da previsão de Berlim.

O Dax alemão está entre os índices que mais caíram, ao recuar 2,63%. A bolsa italiana perdeu 3,00%. O Stoxx 600 recuou 1,90%, penalizado principalmente pelas fabricantes de automóveis e as produtoras de matérias-primas lideraram as perdas no índice de referência europeu. Em Lisboa, o PSI-20 caiu 2,07%, pela quarta sessão consecutiva, penalizado principalmente pelo grupo EDP e pelo BCP. A EDP recuou 3,24% para 2,983 euros, a EDP Renováveis caiu 2,34% para 6,436 euros e o banco liderado por Nuno Amado perdeu 3,38% para 0,0343 euros.

Juros portugueses superam fasquia dos 3%

Os juros da dívida portuguesa aumentaram mais de 20 pontos base, acompanhando a tendência de subida na Zona Euro, mas com uma amplitude superior à maioria das pares. A taxa das obrigações a dez anos, considerada a maturidade de referência, avançou 21,3 pontos base para 3,149%. Os juros da dívida espanhola cresceram 3,1 pontos para 1,493%. Pelo contrário, a procura pelas obrigações alemãs subiu, fazendo cair os juros das "bunds", para o valor mais baixo num ano. Recuaram 3,3 pontos para 0,098%. Assim, o prémio de risco aumentou para 305,05 pontos.

 

Euribor a três meses renova mínimo

A Euribor a três meses recuou de -0,246%, o anterior valor mais baixo de sempre, para -0,248%. Este importante indexante no crédito à habitação em Portugal, que está em valores negativos desde Abril, tem renovado mínimos históricos, no seguimento da política monetária do Banco Central Europeu. A taxa a seis meses ficou inalterada em -0,132%, acima do actual mínimo de -0,141%. A Euribor a nove meses caiu para -0,069%, também acima do mínimo histórico de -0,084%. No prazo a 12 meses, o indexante caiu para -0,004%.

 

Real do Brasil recua pela segunda sessão

O real brasileiro desvaloriza pela segunda sessão consecutiva, acompanhando a tendência de queda das divisas dos mercados emergentes. Após a forte subida nas últimas sessões, impulsionada pela expectativa de uma mudança política, com o aumento da contestação à liderança de Dilma Rousseff, o real segue agora a depreciar: recua 1,34% para 0,2723 dólares. Ou seja, um dólar equivale a 3,6724 reais. Ainda assim, a moeda avança 8% este ano, a segunda maior valorização anual em 150 divisas.

Petróleo em mínimos de um mês

O petróleo está a oscilar nos mercados internacionais, transaccionando próximo de mínimos de um mês, com a expectativa de um aumento do excedente de oferta. A Administração de Informação de Energia dos EUA deverá revelar um aumento dos inventários, no relatório que será publicado esta quarta-feira, estimam os especialistas consultados pela Bloomberg. Além disso, um acordo para congelar a oferta de petróleo é cada vez mais improvável, após a Arábia Saudita esclarecer que será necessária a participação do Irão nesse esforço.

 

O Brent, negociado em Londres, está a subir 0,21% para 37,77 dólares por barril, após ter tocado nos 37,27 dólares, o valor mais baixo desde 4 de Março. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI), também transaccionou nos 35,24 dólares, um mínimo de um mês, durante a sessão. Segue a valorizar 0,34% para 35,82 dólares por barril.

 

Ouro brilha em sessão de aversão ao risco

O ouro está a valorizar mais de 1%, numa sessão marcada pelo "vermelho" nos mercados accionistas. A procura pelo activo de refúgio levou o metal amarelo a avançar um máximo de 1,76% para 1.237 dólares por onça, a maior subida numa semana, após duas sessões em queda. O metal precioso segue a apreciar 1,10% para 1.228,85 dólares.

 

Destaques do dia

 

Portugal prepara emissão sindicada de dívida a seis e 30 anos. Esta dupla operação do instituto liderado por Cristina Casalinho será a segunda este ano a contar com a ajuda de um sindicato bancário. São seis as instituições a gerir a emissão, que deverá avançar em breve.

Aplicar resolução ao Banif em 2016 teria "danos de alcance imprevisível". A entrada em vigor de novas regras de resolução em 2016 tornavam preferível uma resolução em 2015, de acordo com o Banco de Portugal.
 

Marcelo diz que "é bom" que Draghi "tenha a noção exacta daquilo que se passa em Portugal". O Presidente da República defendeu hoje que "é bom que o Presidente do Banco Central Europeu tenha a noção exacta daquilo que se passa em Portugal", justificando assim a presença de Mario Draghi no seu primeiro Conselho de Estado.

Todos os grandes bancos portugueses estão presentes em "offshores". A abertura de sucursais em "offshores" é a regra no sistema bancário internacional. Caimão e Bahamas são os preferidos dos bancos nacionais.

Lagarde: "A recuperação continua demasiado lenta e frágil". "Estamos em alerta, não em alarme", disse a líder do FMI, que aproveitou o convite para discursar na Universidade Goethe, em Frankfurt, para pedir aos governos que preparem planos de contingência e tenham um papel mais activo na promoção do crescimento económico.

 

OCDE: Motor da economia europeia perde velocidade com desaceleração global. O PIB alemão deve crescer 1,3% este ano, uma décima abaixo do registado em 2015 e bem aquém do previsto por Berlim. Mais investimento em infraestruturas e em programas de acolhimento dos refugiados é recomendado.

 

O que vai acontecer amanhã

Actas da Fed. A Reserva Federal dos EUA divulga as actas da reunião realizada a 16 de Março

Alemanha. Será conhecida a produção industrial, relativa a Fevereiro, na Alemanha

INE. O INE divulga o índice de custos de construção de habitação nova e o índice de preços de manutenção e reparação regular da habitação, relativos a Fevereiro




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