Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias recuam. Euro e petróleo disparam

Fecho dos mercados: Bolsas europeias recuam. Euro e petróleo disparam

As bolsas europeias recuaram pela terceira sessão, pressionadas principalmente pela banca. O petróleo está a disparar mais de 5%, apesar da subida das reservas, beneficiando da queda do dólar. O euro está acima dos 1,10 dólares pela primeira vez este ano.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias recuam. Euro e petróleo disparam
Bloomberg
Vera Ramalhete 03 de fevereiro de 2016 às 17:16

Os mercados em números

PSI-20 caiu 1,17% para 4.923,31 pontos

Stoxx 600 caiu 1,54% para 329,43 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,30% para 1897,35 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 5,4 pontos base para 2,930%

Euro avança 1,21% para 1,1052 dólares

Petróleo sobe 5,47% para 34,51 dólares por barril, em Londres

 

Banca pressiona bolsas europeias

As principais bolsas europeias recuaram, pela terceira sessão consecutiva. O Stoxx 600 caiu 1,54%, pressionado principalmente pela banca. Os resultados abaixo do esperado de bancos como a Novo Nordisk e o Royal KPN renovaram os receios dos investidores em torno do abrandamento da economia. A queda foi generalizada a todos os sectores, excepto as mineiras. Entre as principais praças europeias, a bolsa grega liderou as quedas, ao cair 5,21%. Foi seguida pela praça italiana que caiu 2,85%.

Em Lisboa, o PSI-20 acompanhou a tendência negativa das principais congéneres e recuou 1,17% para 4.923,31 pontos, com 14 cotadas em queda e três em alta, pela segunda sessão consecutiva. O BCP foi a cotada que mais pressionou ao deslizar 8,33% para 0,0341 euros. O BPI caiu 6,93% para 0,913 euros. As notícias que dão conta de que o Governo português deverá aumentar os impostos sobre o sector financeiro nacional pressionaram as cotações da banca.

Juros recuam na Europa

Os juros da dívida portuguesa recuaram, acompanhando a tendência de queda das obrigações na Europa. A "yield" da dívida nacional a 10 anos, que é considerada a maturidade de referência, caiu 5,4 pontos para 2,930%, invertendo a tendência da sessão anterior. A queda mais acentuada do que na Alemanha, onde os juros caíram apenas 3,2 pontos base para 0,275%, aliviou o prémio de risco. O "spread" caiu para 265,6 pontos.

Euribor recuam para mínimos históricos

As taxas Euribor recuaram nos prazos a três, seis, nove e 12 meses, renovando mínimos históricos. A Euribor a três meses caiu de -0,161% para -0,162%, o valor mais baixo de sempre, fixado pela primeira vez a 29 de Janeiro. A seis meses, o indexante recuou de -0,094% para -0,096%, fixando um novo mínimo histórico. A Euribor a nove meses caiu para -0,047% e o indexante a 12 meses desceu para 0,008%.

 

Euro acima da fasquia de 1,10 dólares

O euro valoriza mais de 1% face à divisa norte-americana, negociando acima dos 1,10 dólares, esta quarta-feira. É uma das maiores subidas de 2016 e levou o euro a ultrapassar esta fasquia pela primeira vez este ano. A valorização da moeda única na sessão acentuou-se após terem sido divulgados nos Estados Unidos os dados do sector dos serviços, que mostraram um abrandamento. A moeda única segue a valorizar 1,21% para 1,1052 dólares, um máximo de três meses.

 

Petróleo dispara apesar das reservas

O petróleo está a disparar 5%, apesar do forte aumento das reservas de matéria-prima nos EUA, na semana passada. A queda do dólar está a beneficiar a negociação do activo. O Brent, negociado em Londres, está a valorizar 5,47% para 34,51 dólares. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, dispara 6,06% para 31,69 dólares.

 

As reservas de petróleo norte-americanas aumentaram em 7,79 milhões de barris, na semana passada, pela quarta semana consecutiva, para o valor mais elevado desde 1930, superando largamente as estimativas dos analistas. A previsão recolhida pela Bloomberg apontava para um aumento de quatro milhões de barris. Na terça-feira, o Instituto Americano do Petróleo divulgou um aumento de 3,8 milhões de barris.

 

Zinco em máximos de três meses

O zinco para entrega em Maio está a avançar pela quarta sessão consecutiva, negociando em máximos de três meses. A expectativa de um corte da produção das mineiras, que inverta a situação de excesso de oferta e crie um défice no mercado, está a impulsionar as cotações. O metal segue a valorizar 1,58% para 1.674 dólares por tonelada métrica, após ter tocado nos 1.696 dólares, durante a sessão, o valor mais elevado desde Novembro.    

 

Destaques do dia

 

Bruxelas alerta para diferenças "significativas". Lisboa garante que negociações "estão a correr bem". O Governo mostrou-se hoje confiante de que o processo de negociação com Bruxelas sobre o Orçamento do Estado para 2016 esteja no bom caminho. A Comissão Europeia, por seu turno, lembra que as divergências ainda são "significativas".

 

Banca vai pagar imposto do Selo sobre comissões cobradas aos comerciantes. O imposto de Selo vai incidir sobre a taxa de serviço que os bancos cobram aos comerciantes com terminais de pagamento com cartões de débito e crédito, prevê a proposta de Orçamento do Estado.

 

BCP e BPI afundam mais de 4% com novos impostos. Os títulos do sector financeiro estão a cair mais de 4% em bolsa, a reagir às notícias que o Governo está a avaliar um aumento dos impostos sobre o sector para aumentar as receitas fiscais.

 

Clarificação na Polónia põe Jerónimo Martins a brilhar na Europa. As acções da dona do Pingo Doce recuperam quase 20% desde 18 de Janeiro, beneficiando do imposto menor que o esperado na Polónia. Registam um ganho acima de 7% este ano, um dos melhores desempenhos no Stoxx 600.

 

O que vai acontecer amanhã

Banco de Inglaterra. O banco central realiza a reunião de política monetária.

  1. Resultados. A Royal Dutch Shell e a ING estão entre as empresas que divulgam os resultados do quarto trimestre de 2015. O fundo soberano da Noruega também publica o relatório anual.
  2. FMI. A directora-geral do FMI, Christine Lagarde, faz um discurso sobre os mercados emergentes na Universidade de Maryland, nos EUA.
  3. Dados económicos nos EUA. Os EUA publicam os dados semanais referentes aos novos pedidos de subsídio de desemprego na semana terminada a 30 de Janeiro. Serão também conhecidas as encomendas na indústria, em Dezembro.



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