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Fecho dos mercados: Bolsas, juros, dólar e petróleo sobem

As bolsas europeias avançaram esta terça-feira, após três sessões no "vermelho". O petróleo recuperou, os juros apreciaram-se e o dólar valorizou, numa altura em que os investidores aguardam a decisão da Fed.

Investidores reagem com alguma apreensão ao resultados das eleições na Grécia no início da sessão
Reuters
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,40% para 5.012,41 pontos

Stoxx 600 somou 0,79% para 356,43 pontos

S&P 500 valoriza 0,84% para 1969,44 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avança 4,6 pontos base para 2,707%

Euro recua 0,44% para 1,1267 dólares

Petróleo ganha 1,68% para 44,74 dólares por barril, em Nova Iorque

 

Bolsas europeias recuperam de início de sessão negativo

Após três sessões em queda, as acções europeias valorizaram esta terça-feira. O Stoxx 600 avançou 0,79% para 356,43 pontos, impulsionado pelos sectores automóvel e petrolífero, num dia em que chegou a recuar 0,6%. A liderar os ganhos esteve o italiano FTSE MIB, que valorizou 1,62% para 21.903,63 pontos. Um desempenho seguido pelo francês CAC40 e pelo grego FTASE que subiram, respectivamente, 1,13% para 4.569,37 pontos e 1,06% para 198,13 pontos. Já o espanhol IBEX ganhou 0,89% para 9.8782,50 pontos.

Por cá, o PSI-20 acompanhou a tendência positiva, valorizando 0,40% para 5.012,41 pontos. A impulsionar o índice lisboeta esteve a Galp Energia. A petrolífera nacional subiu 1,32% para 8,877 euros, sendo o título que mais contribuiu para os ganhos, numa sessão em que a Pharol disparou 12,75% para 0,283 euros. A acompanhar estiveram as subidas no sector da banca, depois de ter registado fortes quedas no início da sessão. O BPI valorizou 4,80% para 0,851 euros, enquanto o BCP e Banif subiram, respectivamente, 1,02% para 4,93 cêntimos e 2,56% para 0,4 cêntimos.

 

Juros da dívida sobem pela quinta sessão

As taxas de juro da dívida soberana portuguesa subiram novamente. A "yield" das obrigações a 10 anos avançou 4,6 pontos base para 2,707%, naquela que é a quinta sessão consecutiva de ganhos. Uma tendência seguida por Itália, com os juros a 10 anos a subirem 4,1 pontos para 1,894%, ao passo que os juros de Espanha caíram 0,2 pontos para 2,121%. Também em alta está a "yield" a 10 anos da Alemanha, que subiu 8,8 pontos para 0,742%, levando o "spread" de Portugal a cair de novo para menos de 200 pontos. Encerrou a sessão nos 196,4 pontos.

 

Euribor a seis, nove e 12 meses atinge novos mínimos

A Euribor a três meses subiu esta terça-feira. Passou do mínimo histórico de -0,038% para -0,036%, numa tendência contrária à registada nas restantes maturidades. A taxa a seis meses, a mais utilizada nos créditos à habitação em Portugal, registo um novo mínimo histórico, ao cair de 0,037% para 0,036%. Novos mínimos de sempre foram também registados pelas Euribor a nove e 12 meses que esta terça-feira recuaram, respectivamente, de 0,088% para 0,086% e de 0,157% para 0,155%.

 

Dólar em alta antes da reunião da Fed

Após três sessões em queda, o dólar valoriza esta terça-feira. O índice que mede o desempenho da moeda norte-americana face às 10 maiores congéneres mundiais avança 0,32% para 1.206,73 pontos, o maior ganho em duas semanas. Este desempenho surge na véspera do arranque de mais uma reunião de dois dias da Reserva Federal dos EUA. Um encontro que tem atraído a atenção dos investidores, uma vez que o banco central está a ponderar subir a taxa de juro de referência pela primeira vez em quase uma década.

 

Iraque impulsiona preços do petróleo

O petróleo está a subir mais de 1% em Nova Iorque, após as fortes quedas registadas na sessão anterior. O apelo do governo do Iraque, o segundo maior produtor da OPEP, para as petrolíferas reduzirem o investimento em 2016, impulsionou os preços, ao aliviar as perspectivas de um excedente da matéria-prima no mercado. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, segue a subir 1,68% para 44,74 dólares por barril, após ter já recuado um máximo de 1,98%, esta terça-feira. Em Londres, o Brent do Mar do Norte avança 0,11% para 46,42 dólares por barril.

 

Ouro desvaloriza

O ouro está a desvalorizar 0,41% para 1.104,54 dólares por onça, esta terça-feira, com os investidores a aguardarem o resultado da reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA esta semana. O volume de negociação do metal precioso está 47% abaixo da média dos últimos 100 dias, esta terça-feira, após ter atingido o valor mais baixo deste ano na sessão anterior, nota a Bloomberg. O baixo volume sugere que os investidores aguardam uma clarificação do banco central norte-americano relativamente à data da subida dos juros para transaccionarem o metal precioso, que perde atractividade com juros mais altos.

Destaques do dia

 

Investidores nacionais reforçam aposta nos fundos em Agosto. Os fundos de investimento nacionais captaram cerca de 52 milhões de euros, depois de três meses marcados por resgates. Os fundos de menor risco continuam a liderar as preferências.

 

Crude sobe após Iraque pedir às petrolíferas que reduzam planos de investimento. O Iraque pediu às empresas petrolíferas que reduzam os seus planos de investimento para 2016, devido à queda dos preços da matéria-prima e à consequente diminuição das receitas do governo.

Trichet diz a Yellen para ignorar apelos para não subir juros esta semanaO antigo presidente do BCE considera que o banco central norte-americano não deve ceder a pressões e deve manter todas as hipóteses em cima da mesa, inclusive uma subida de juros na reunião desta semana.
 

O que vai acontecer amanhã

Zona Euro. Estimativa final do índice de preços no consumidor, em Agosto.
 
EUA. Índice de preços no consumidor, em Agosto [anterior: 0,2% ; estimativa: 0,2%].

    1. IGCP. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) realiza um duplo leilão de bilhetes do Tesouro (BT).
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