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Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo recuam. Prémio de risco acima dos 200 pontos

Num dia marcado pela alta dos juros da dívida entre os países que partilham a moeda única, as bolsas recuaram. O Stoxx 600 caiu 0,4%, já o PSI-20 desceu 1,43%, pressionado pela banca e os CTT. O petróleo voltou a perder valor, já a libra afundou.

Reuters
Paulo Moutinho 05 de Novembro de 2015 às 17:11
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Os mercados em números 

PSI-20 desceu 1,43% para 5.511,04 pontos

Stoxx 600 caiu 0,4% para 378,76 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,26% para 2.096,76 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu seis pontos base para 2,616%

Euro sobe 0,02% para 1,0868 dólares

Petróleo cai 1,01% para 45,85 dólares por barril

 

Bolsas recuam, com destaque para Lisboa 

Foi uma sessão negativa para as bolsas europeias, que acabaram por seguir o desempenho das pares norte-americanas após três dias marcados por ganhos acentuados. O Stoxx 600 recuou 0,4%, pressionado pelos títulos do sector energético, num dia de novas quedas nas cotações do petróleo, mas também do sector financeiro. A bolsa nacional destacou-se nas quedas, sendo a apenas superada pela queda de 3,72% da bolsa da Grécia, mas no caso português a pressão veio dos títulos do sector financeiro perante a subida dos juros da dívida nacional.

 

O índice de referência da praça portuguesa, que subiu nas últimas seis sessões, recuou 1,43% para 5.511,04 pontos. O BCP afundou 5,69% para 5,3 cêntimos ao passo que o BPI perdeu 3,17% para 1,10 euros. Já o Banif caiu 3,57% para 0,27 cêntimos. Pior registo foi apresentado pelos CTT que registou a maior descida deste 5 de Novembro, ao recuar 9,44% para 9,50 euros, depois de ter revelado que o resultado líquido caiu 3,8% para 50,6 milhões de euros nos primeiros noves meses do ano. Pela positiva, destaque para a Nos que somou 1,22% e a Pharol que ganhou 6,14% para 0,415 euros.

 

Prémio de risco acima dos 200 pontos 

Os juros da dívida dos países europeus subiram, acompanhando a tendência mundial numa altura em que os investidores revêem as suas apostas perante a antecipada subida da taxa de juro de referência nos EUA. A "yield" dos títulos a 10 anos da Alemanha subiu 0,8 pontos base para 0,607%, sendo que também em Espanha e Itália se registaram aumentos, até mais expressivos. Contudo, Portugal esteve na "linha da frente" das subidas, com a taxa a 10 anos a aumentar seis pontos para 2,616% depois de a DBRS admitir colocar o "rating" de Portugal em "lixo". O prémio de risco da dívida nacional face às "bunds" agravou-se para 200,8 pontos.

 

Euribor renova mínimo a três meses. Sobe a seis 

As Euribor desceram para novos mínimos a três e a 12 meses. Acentuaram a descida desde que na última reunião Mario Draghi deixou em aberto a possibilidade de avançar já em Dezembro com mais estímulos à economia tendo em conta a travagem na inflação, com a taxa a três meses a recuar para -0,071% e a de 12 meses a baixar para 0,098%. Já a Euribor a seis meses subiu. Depois de ter tocado em 0% na sessão anterior, avançou para 0,001%.

 

Mark Carney faz tombar a libra 

Num dia em que o euro permaneceu estável face ao dólar, a moeda que mais se destacou foi a libra. A moeda britânica caiu depois de Mark Carney, o governador do Banco de Inglaterra, ter concedido uma entrevista à Bloomberg em que pôs "água na fervura" nas expectativas quanto a uma subida da taxa de juro, acrescentando que a subida da divisa está a prejudicar a recuperação do Reino Unido. A libra caiu 1,01% face ao euro, com um euro a comprar 0,71347 libras. Recuou para 1,5233 dólares, um mínimo de Setembro.

 

Petróleo volta a perder valor. Cai quase 1% 

O petróleo voltou a cair, depois de ter perdido mais de 3% na sessão anterior quando foi revelado, pela Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, que as reservas de crude aumentaram em 2,85 milhões de barris na semana passada, a sexta semana consecutiva de subidas. As elevadas reservas levaram a matéria-prima a desvalorizar novamente tanto em Londres como em Nova Iorque. O Brent seguia a perder 0,51% para 48,33 dólares, já o West Texas Intermediate recuava 1,01% para cotar nos 45,85 dólares por barril.

 

Ouro toca mínimos de sete semanas 

O ouro prossegue as quedas. Recuou ligeiramente, apenas 0,14% para 1.106,34 dólares por onça, mas completou uma série de sete sessões consecutivas a desvalorizar, pressionado pela crescente perspectiva de que a Reserva Federal dos EUA vai avançar com uma subida da taxa de referência em Dezembro. Com esta descida, o metal precioso tocou no valor mais baixo das últimas sete semanas.

 

Destaques do dia

 

DBRS admite colocar "rating" de Portugal em "lixo" - A ameaça é real: o "rating" de Portugal pode regressar a "lixo" junto da DBRS. Em entrevista à RTP, a analista para Portugal diz que deve haver um claro compromisso político e que as reformas estruturais não podem ser revertidas.

 

Comissão espera que Portugal cresça mais este ano e menos em 2016 - A Comissão Europeia espera um crescimento económico de Portugal ligeiramente mais rápido em 2015, antecipando agora uma variação homóloga do PIB de 1,7% (a anterior perspectiva era 1,6%). Contudo, em 2016 ocorre o oposto: a estimativa anterior era 0,1 pontos percentuais mais optimista. Bruxelas revê também em baixa o saldo externo e deixa avisos sobre os riscos de uma situação de instabilidade política. Mas antecipa défice português de 3% para este ano.  

 

Banca portuguesa escapa aos testes de stress em 2016 - Não há nenhum banco português a ser analisado pelos testes de esforço financeiro da EBA no próximo ano. Poderá haver um exercício idêntico, feito pelo BCE, aos maiores bancos nacionais, mas tendo em conta a sua "menor complexidade".

 

França e Espanha pisam o risco do défice. Alemanha continua a dar o exemplo - Paris e Madrid vão furar as metas e continuarão em défice excessivo, assim como Helsínquia. Roma fará pior do que o previsto. Lisboa fica em cima do limite de 3%, o valor mais baixo desde 2007, mas ainda acima da previsão do Governo.

 

Subida dos juros nos EUA cada vez mais provável em Dezembro - A presidente da Reserva Federal norte-americana, Janet Yellen, admitiu que, se os dados económicos continuarem a apontar para o crescimento e o aumento dos preços, a subida dos juros em Dezembro "é uma possibilidade real".

 

Mota-Engil aumenta capital em mais de 44 milhões - A retirada da Mota-Engil África de bolsa vai determinar um aumento de capital superior a 44 milhões de euros por parte da Mota-Engil. Parte deste valor será subscrito pela família Mota.

 

Benfica quer passar ao lado dos accionistas na gestão da dívida - A SAD pretende deixar de levar a assembleias-gerais de accionistas a aprovação para emissões de obrigações. Bastará a administração decidir para acelerar a obtenção de novos financiamentos no mercado.

 

Facebook dispara para máximos históricos depois dos resultados trimestrais -
O Facebook disparou mais de 6% após apresentar lucros de 896 milhões de dólares no primeiro trimestre do ano. As acções da rede social já negociaram no valor mais elevado de sempre.

 

O que vai acontecer amanhã

 

"Rating" da UE – Está agendada para esta sexta-feira a possibilidade de a Moody’s rever a notação atribuída à União Europeia.

Desemprego nos EUA – Nos EUA, numa altura em que a Fed dá sinais de que poderá elevar a taxa de juro de referência em Dezembro, será revelado mais um importante indicador para Janet Yellen. Será revelada da taxa de desemprego, em Outubro. Deverá ter estabilizado em 5,1%, antecipam os economistas consultados pela Bloomberg.


Resultados da Berkshire Hathaway
– A "holding" liderada por Warren Buffett vai revelar as contas referentes ao terceiro trimestre. As estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg apontam para um crescimento dos lucros da Berkshire Hathaway para recorde.


Habitação em Portugal
– O Instituto Nacional de Estatística vai revelar o índice de custos de Construção de habitação nova e o índice de preços de manutenção e reparação regular das habitações. Ambos os indicadores são referentes ao mês de Setembro.

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