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Fecho dos mercados: Bolsas regressam aos ganhos. Petróleo dispara e juros afundam

As bolsas europeias estiveram a recuperar, após três sessões negativas, suportadas pelos ganhos das empresas do sector da energia. Já o petróleo segue a disparar perto de 3% e os juros de Portugal afundaram após as palavras de Centeno.

Reuters
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 10 de Outubro de 2016 às 17:11
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,15% para 4.546,49 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,69% para 341,98 pontos

S&P 500 avança 0,64% para 2.167,52 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 14,5 pontos base para 3,434%

Euro desce 0,45% para 1,1151 dólares

Petróleo valoriza 2,64% para 53,30 dólares por barril em Londres


Bolsas sobem pela primeira vez em quatro dias

As bolsas europeias regressaram aos ganhos esta segunda-feira, após três sessões negativas, sustentadas pelos ganhos das empresas do sector automóvel e da energia. O europeu Stoxx 600 avançou 0,69%, a corrigir das descidas nos últimos dias, depois de a Bloomberg ter avançado que o BCE estaria a preparar-se para retirar os estímulos do mercado. A recuperação surge numa sessão marcada pelos ganhos das petrolíferas e num dia em que o Deutsche Bank também esteve a ganhar, depois do ministro das Finanças austríaco ter adiantado que o banco alemão deverá ser capaz de "resolver os problemas com os EUA" e que uma multa de 10 mil milhões de dólares é demasiado elevada.

Já a bolsa lisboeta avançou 1,15%, suportada pela forte subida das acções da energia e da Jerónimo Martins. A EDP, que tem estado sob pressão nos últimos dias, valorizou 2,49% para 2,803 euros, enquanto a sua subsidiária EDP Renováveis avançou 1,04% para 6,776 euros. Já a Galp ganhou 0,90% para 12,37 euros. A sustentar esteve ainda a Jerónimo Martins. A retalhista subiu 1,91% para 16,02 euros. Em alta fecharam ainda os CTT. A empresa de correios, que chegou esta manhã a baixar os 5,52 euros (valor da OPV), terminou a apreciar 1,67% para 5,655 euros.

Declarações de Centeno patrocinam descida dos juros

Os juros da dívida pública portuguesa estiveram a registar quedas expressivas em todas as maturidades, depois de o ministro das Finanças Mário Centeno ter garantido, numa entrevista à Bloomberg, que a DBRS não deverá alterar o rating de Portugal. A ‘yield’ da taxa de referência a dez anos caiu 14,5 pontos para 3,434%, o maior alívio desde 28 de Junho (considerando os valores de fecho), a recuperar dos máximos de 24 de Junho registados na sessão anterior. Mário Centeno assegurou que a DBRS "sente-se muito confortável sobre a posição orçamental" portuguesa, que considerou "muito forte". Depois do encontro com a agência de "rating" canadiana, o ministro das Finanças referiu ainda que "a expectativa é que não irão mudar o ‘outlook’ ou a notação" na avaliação que será divulgada a 21 de Outubro. O prémio de risco face às "bunds" alemãs recuou para 337,74 pontos.

Euribor estreia-se em novos mínimos

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a seis meses e desceram a três, nove e 12 meses em relação a sexta-feira. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, foi fixada de novo em -0,203%, actual mínimo de sempre registado pela primeira vez em 5 de Outubro. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu hoje para -0,305%, novo mínimo de sempre e menos 0,001 pontos do que na sexta-feira.

Euro perde terreno

A moeda única da Zona Euro segue a desvalorizar face ao dólar, num momento em que aumenta a especulação em torno de uma subida de juros nos EUA na reunião de Dezembro. O euro desce 0,45% para 1,1151 dólares, com os investidores a aguardarem novas indicações em relação a política monetária nos EUA, na semana em que são divulgadas as minutas relativas ao encontro de Setembro. Além das minutas, a semana será ainda polvilhada com discursos de membros da Fed, que deverão deixar sinais sobre a próxima mexida na taxa de referência no país.

Petróleo em máximos de um ano

Os preços do petróleo seguem a valorizar perto de 3%, depois de a Rússia ter admitido a possibilidade de congelar ou cortar produção de petróleo e da Arábia Saudita ter adiantado que o petróleo nos 60 dólares "não é impensável" até ao final de 2016. O WTI, negociado no mercado nova-iorquino, dispara 2,97% para 51,29 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, sobe 2,64% para 53,30 dólares, máximos de um ano. A sustentar as cotações está a expectativa de um corte de produção depois de o presidente Putin disse esperar que a OPEP acorde limitar a produção já em Novembro, uma decisão que a Rússia apoiará. No mesmo evento, também o ministro saudita da Energia e Indústria, Khalid Al-Falih, se mostrou optimista em relação à possibilidade de a OPEP chegar a um entendimento com outros produtores, até porque muitos países já se mostraram disponíveis para trabalhar com o cartel. Segundo Khalid Al-Falih "não é impensável" que os preços do petróleo recuperem de forma a atingirem os 60 dólares por barril até ao final deste ano. 

Ouro recupera de pior semana em mais de três anos

O metal precioso arrancou a semana a valorizar. O ouro ganha 0,7% para 1.260,50 dólares por onça, depois de ter caído 5% nas últimas cinco sessões, naquela que foi a pior semana do metal em mais de três anos, perante as expectativas em torno de uma subida de juros por parte da Fed ainda este ano. A sustentar as cotações está uma nota do Goldman, que diz que se o preço do metal baixar os 1.250 dólares, isto iria representar "uma oportunidade de compra estratégica", com o ouro a oferecer protecção contra os riscos no crescimento global.

 

 

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