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Fecho dos mercados: Bolsas sobem, petróleo cai e Euribor em mínimos

As principais praças europeias encerraram esta quinta-feira em alta, com o grego FTASE a liderar os ganhos. Uma sessão marcada pelas quedas acentuadas do petróleo, mas também pelos novos mínimos históricos das Euribor.

José Manuel Ribeiro/Reuters
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 15 de Outubro de 2015 às 17:22
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,57% para 5.370,92 pontos

Stoxx 600 avançou 1,46% para 360,99 pontos

S&P 500 valoriza 0,24% para 1.999,02 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal subiu 3,2 pontos base para 2,489%

Euro recua 0,57% para 1,1408 dólares

Petróleo perde 1,10% para 48,61 dólares por barril em Londres


Grécia lidera ganhos das bolsas europeias

As bolsas europeias encerraram a sessão desta quinta-feira em terreno positivo. Um dia marcado pelos dados menos positivos na economia norte-americana, levando a um reforço da expectativa dos investidores de que a Fed deverá adiar a subida dos juros. O Stoxx 600, índice europeu de referência, avançou 1,46% para 360,99 pontos. Mas foi o grego FTASE que liderou os ganhos, ao subir 3,30% para 207,50 pontos. Bons desempenhos também registos pelo holandês AEX e pelo italiano FTSE MIB, que valorizaram, respectivamente, 2,16% para 443,70 pontos e 1,74% para 22.217,69 pontos.

 

Já o principal índice da praça de Lisboa encerrou a ganhar 1,57% para 5.370,92 pontos. A impulsionar o PSI-20 esteve o desempenho do BCP, cujos títulos somaram 4,35% para 0,0576 euros. Já o BPI recuou 0,19% para 1,077 euros, enquanto o Banif ganhou 2,78% para 0,0037 euros. A outra estrela da sessão foi a Portucel, que valorizou 6,07% para 3,60 euros, depois de o CaixaBI ter elevado o preço-alvo para cotada na quarta-feira. Num dia de ganhos generalizados, destaque ainda para os CTT, que subiram 1,15% para 9,935 euros, mas também para a EDP e a EDP Renováveis, que valorizaram 1,66% para 3,375 euros e 2,02% para 6,176 euros, respectivamente.

 

Juros da dívida voltam a subir

As taxas de juro da dívida soberana portuguesa estão a negociar em alta esta quinta-feira. A taxa das obrigações a 10 anos subiu 3,2 pontos base para 2,489%, um dia depois de Portugal ter emitido 95 milhões de euros em nova dívida nesta maturidade. A acompanhar a tendência estão as "yields" de Espanha e Itália que avançaram, respectivamente, 1,4 pontos para 1,808% e 1,6 pontos para 1,645%. Apesar de também a taxa da dívida alemã ter subido na mesma maturidade – 0,9 pontos para 0,550% -, o "spread" de Portugal subiu para 193,9 pontos.

 

Euribor regista novos mínimos em todos os prazos

As taxas Euribor voltaram a recuar esta quinta-feira. No prazo a três meses, a taxa caiu de -0,049% para -0,052%, um novo mínimo histórico. O valor mais baixo de sempre foi também registado pela Euribor a seis meses, o indexante mais utilizado em Portugal no crédito à habitação, ao descer de 0,027% para 0,024%. Já as taxas a nove e 12 meses caíram, respectivamente, 0,071% para 0,068% e 0,137% para 0,134%. Em ambos os casos, estes valores também representam os novos mínimos históricos.

 

Corte de "rating" leva real às quedas

A Fitch reviu em baixa o "rating" do Brasil. Cortou a avaliação em um nível para "BBB-", deixando o país a apenas um nível da classificação de "lixo". A justificar a decisão estão os maiores encargos com a dívida e a economia em forte abrandamento. Esta decisão penalizou o real, chegando a desvalorizar um máximo de 1,64%. A moeda brasileira negocia actualmente a perder 0,80%, com cada dólar a valer 3,8411 reais.

 

Reservas nos EUA pressionam petróleo

O petróleo continua a perder valor nos mercados. A cotação da matéria-prima recua pela quarta sessão, com o Brent, negociado em Londres, a cair 1,10% para 48,61 dólares por barril. Já o WTI, em Nova Iorque, perde 1,80% para 45,80 dólares. A pressionar a matéria-prima estão as reservas nos EUA, que voltaram a aumentar na última semana. Desta feita em 9,3 milhões de barris, o que aumenta a especulação de que o excedente de petróleo a nível mundial deverá continuar.

 

Ouro avança pela quinta sessão
O ouro soma e segue nos mercados. O preço da matéria-prima avança esta quinta-feira 0,31% para 1.187,85 dólares por onça, o valor mais elevado desde Junho. Esta é já a quinta sessão consecutiva de ganhos, depois de o metal ter chegado a atingir mínimos de 2010.

 

Destaques do dia 

Moody’s melhora perspectiva da banca portuguesa para "estável". A recuperação "modesta" da economia portuguesa e a estimativa de regresso aos lucros levou a agência de "rating" a melhorar a perspectiva da banca portuguesa, que estava "negativa desde 2008".

 

Pagamento ao FMI? Portugal reembolsa hoje 5,4 mil milhões em obrigações. Lembra-se de Pedro Passos Coelho ter anunciado que Portugal iria reembolsar o FMI em 5,4 mil milhões de euros? Tudo não passou de um engano, já que o montante era de obrigações que serão pagas hoje. Um dia no qual o Tesouro terá de desembolsar mais de seis mil milhões.

 

IGCP em contra-relógio para nova emissão de dívida. "O leilão correu bem". Foi assim que Cristina Casalinho caracterizou a última operação do IGCP. Os juros baixos voltaram a marcar presença, mas a presidente do instituto admitiu a margem reduzida no calendário para a próxima emissão.

Portucel e REN são as novas "balas" do Haitong. O Haitong elegeu as acções da REN e da Portucel para o cabaz das seis melhores apostas ibéricas até ao final do ano. Altri, Semapa e Sonae saíram do grupo das "balas de prata" do banco de investimento.

"Vamos voltar ao mercado no arranque do ano", diz a REN. REN reconquistou o grau de investimento nas três maiores agências de "rating". Vai "ajudar quando formos ao mercado", diz.

Fundos reforçam aposta na banca em Setembro. Os gestores reforçaram a aposta nos títulos do sector financeiro, com oBCP e o BPI a passarem a integrar o "top 3" das apostas em Lisboa. A Sonae continua a liderar as preferências.

O que vai acontecer amanhã
INE. Rendimento e condições de vida, em 2014.

Espanha. Data agendada para possível revisão do "rating" de Espanha pela Moody’s.

Zona Euro. Balança comercial, em Agosto.

 

Zona Euro. Índice de preços no consumidor, em Setembro [anterior (homólogo): -0,1%; estimativa: -0,1%].

  1. EUA. Índice de confiança dos consumidores, em Outubro.
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