Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bons indicadores nos EUA dão empurrão às bolsas. Ouro perde brilho

Fecho dos mercados: Bons indicadores nos EUA dão empurrão às bolsas. Ouro perde brilho

As bolsas do Velho Continente estiveram a recuperar pelo segundo dia, impulsionadas pelos bons indicadores divulgados nos EUA. Já as matérias-primas e o euro seguem a ceder terreno.
Fecho dos mercados: Bons indicadores nos EUA dão empurrão às bolsas. Ouro perde brilho
Miguel Baltazar

Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,55% para 4.455,87 pontos

Stoxx 600 avançou 1,62% para 327,35 pontos

S&P 500 avança 1,26% para 2.124,41 pontos

"Yields" da dívida de Portugal a dez anos subiram 0,4 pontos base para 3,079%

Euro cai 0,24% para 1,1036 dólares

Petróleo sobe 0,30% para 46,54 dólares por barril, em Londres


Bolsas marcam segunda sessão positiva

As bolsas europeias terminaram a última sessão da semana com valorizações expressivas. O europeu Stoxx 600 ganhou 1,62%, depois de ter sido divulgado um relatório hoje nos EUA que mostra uma revitalização do mercado do trabalho em Junho, depois de dois meses de pausa, o que fez diminuir os receios de mais cortes de empregos por parte das empresas. Os títulos da banca italiana, que têm estado sob forte pressão esta semana, lideraram os ganhos. O banco Popolare disparou depois de ter anunciado que os seus próprios testes de stress mostraram que a instituição está "resistente" a choques.

Já em Lisboa, o PSI-20 avançou 1,55%, num dia em que o BCP disparou. O banco, que tem acompanhado as quedas do sector europeu, destacou-se com uma valorização de 10,67% para 0,0197 euros. A impulsionar esteve ainda a Galp. A petrolífera somou 1,69% para 12,305 euros. Já a Jerónimo Martins somou 1,18% para 14,20 euros.

Juros voltam a agravar-se
Os juros portugueses voltaram a agravar na sessão desta sexta-feira, 8 de Julho. A "yield" a dez anos de Portugal avançou 0,4 pontos base para 3,079%, no dia em que o IGCP anunciou que vai emitir Obrigações do Tesouro a seis e a dez anos na próxima quarta-feira, 13 de Julho. O Estado pretende colocar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros. Será o primeiro leilão de dívida depois do Brexit. As "bunds" alemãs estiveram a recuar 1,9 pontos para -0,189%, aumentando o "spread" face à dívida portuguesa para 326,74 pontos.

Euribor inalteradas pela segunda sessão

As taxas Euribor mantiveram-se hoje inalteradas a três meses, desceram para novos mínimos históricos a seis meses e subiram a nove e 12 meses em relação a quinta-feira. A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro passado, caiu para -0,190%, novo mínimo de sempre e menos 0,001 pontos do que na quinta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, foi hoje fixada de novo em -0,293%, actual mínimo histórico.

Bons indicadores patrocinam subida do dólar

A moeda única europeia está a ceder terreno face à divisa dos EUA. O euro segue a desvalorizar 0,24% para 1,1036 dólares, penalizado pela divulgação de indicadores económicos robustos nos EUA, que poderão dar suporte a uma subida das taxas de juro no país. Uma das razões dada pela Reserva Federal dos EUA para não ter mexido nos juros é precisamente o mercado laboral, pelo que uma recuperação do emprego deverá ser determinante para o banco central decidir um agravamento da sua taxa de referência.

Petróleo inverte quedas

O "ouro negro" inverteu a tendência negativa da sessão, sustentado pela divulgação de indicadores económicos animadores nos EUA. O petróleo, negociado em Londres, avança 0,30% para 46,54 dólares por barril, depois de ontem ter afundado, arrastado pelas preocupações em torno da economia global. A recuperação do mercado laboral nos EUA está a suportar o maior optimismo dos investidores para a maior economia do mundo.

Acalmia nos mercados leva ouro a desvalorizar

Se nas últimas semanas o ouro beneficiou com a procura por activos de refúgio num contexto de elevada turbulência nos mercados, esta sexta-feira o metal perdeu valor. O ouro cede 0,47% para os 1.354,02 dólares por onça. Um desempenho negativo que não anula a subida de 0,96% acumulada pelo metal amarelo, esta semana. O ouro completou, aliás, a sexta semana de ganhos, a série mais longa de valorizações desde Julho de 2014.

 

Destaques do dia

BIC: Preço da OPA ao BPI é "muito baixo". Fernando Teles disse à Bloomberg que o BIC aguarda a decisão da CMVM sobre a nomeação de um auditor independente para definir o preço da OPA.


Portugal vai receber 423 milhões para projectos nos transportes
. Os 28 Estados-membros aprovaram esta sexta-feira o financiamento de 6,7 mil milhões de euros para um total de 195 projectos no âmbito do Mecanismo Interligar Europa.

 

Aumento das contratações nos EUA anima Wall Street. As principais bolsas norte-americanas abriram em alta, sustentadas pelo relatório do emprego, que mostra que as contratações aceleraram em Junho, aliviando os receios de que a dinâmica de desaceleração no mercado do trabalho pudesse pesar na economia.

FMI quer novo procedimento de Bruxelas contra Portugal. Portugal não está só a desrespeitar as orientações de Bruxelas no que toca ao défice. Segundo o FMI, também regista desequilíbrios na economia, pelo que deve ser aberto um Procedimento por Desequilíbrios Excessivos.

Barroso vai ajudar Goldman Sachs no Brexit: "Se o meu conselho for útil, estou pronto a contribuir". O antigo presidente da Comissão Europeia, que fez declarações ao Financial Times, vai ajudar o Goldman Sachs a lidar com as consequências da saída do Reino Unido da União Europeia.

Governador do Banco de Itália admite que o Estado poderá ter de intervir nos bancosIgnazio Visco afirma que os problemas da banca, a braços com grandes montantes de crédito malparado, poderão minar a confiança na indústria financeira do país.

Tusk não espera mais "exits" da União Europeia. Recorrendo à gíria cinematográfica, o presidente do Conselho Europeu garantiu que depois do Brexit não se verá nos ecrãs da União Europeia a frase "to be continued" habitualmente associada às sequelas.

Bruxelas aprova compra do Banif pelo Santander. A Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia autorizou o Santander Totta a comprar o Banif, foi anunciado esta sexta-feira, 8 de Julho.

Brexit atira confiança dos consumidores do Reino Unido para maior queda em 21 anos. O índice Gfk que mede o sentimento dos consumidores caiu para -9 nos dias após o referendo sobre o Brexit, a maior descida desde Dezembro de 1994.

Gurría: "Última coisa que precisamos" na Europa é de sanções. Gurría assinala que não faz sentido a Comissão Europeia estar a falar de sanções "porque houve um desvio de 0,2%" no défice orçamental.

Accionista da Oi pede destituição de administradores portugueses. Os elementos ligados a Portugal que integram o conselho de administração da Oi estão sob fogo cruzado na empresa brasileira. Há um accionista que pediu uma assembleia-geral extraordinária para os destituir.

 

O que vai acontecer segunda-feira

 

Resultados nos EUA. Arranca a época de apresentação de resultados do primeiro semestre pela mão da Alcoa.

  1. Os Ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se em Bruxelas. Em cima da mesa estarão temas como as sanções a Portugal e Espanha, a Grécia e a banca italiana.

Dados do INE. O Instituto Nacional de Estatística (INE) publica as estatísticas do comércio internacional, relativas a Maio, o índice de produção, emprego, remunerações e horas trabalhadas na construção e obras públicas, em Maio, e os índices de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas nos serviços, em Maio.




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