Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Fecho dos mercados: Brent acima de 52 dólares, metais preciosos brilham e dólar recua

As bolsas europeias tiveram a primeira descida da semana, prejudicadas pela subida do euro e pela pressão sobre o sector bancário. O BCP teve a maior queda do Stoxx 600. Já o petróleo continua a valorizar.

Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 08 de Junho de 2016 às 17:30
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Os mercados em números

PSI-20 perdeu 0,65% para 4.825,88 pontos

Stoxx 600 desceu 0,49% para 344,56 pontos

S&P 500 avança 0,22% para 2.116,75 pontos

"Yield" da dívida de Portugal a 10 anos caiu 4,3 pontos base para 3,076%

Euro avança 0,37% para 1,14 dólares

Petróleo ganha 1,61% para 52,27 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias em queda

O Stoxx 600 desvalorizou 0,49%. Foi a primeira descida esta semana, com o sector da banca a pesar. O índice que mede o desempenho das entidades financeiras europeias desceu 1,16%, arrastado principalmente pelas quedas de bancos do sul da Europa, como o Unicredit e o Banco Popular. No entanto, a maior desvalorização pertenceu ao BCP. O banco regressou às quedas e encerrou a sessão a desvalorizar 8,24%, o pior desempenho entre as cotadas do Stoxx 600.

Além da banca, a pressionar as bolsas europeias esteve ainda o sector automóvel, com o índice desta área a descer 1,11%. Apesar das medidas do BCE, que começou esta quarta-feira a comprar obrigações empresariais, a menor expectativa de subida de taxas de juro nos EUA levou o euro a valorizar, o que prejudica os sectores exportadores como o automóvel.

Dos 19 índices sectoriais do Stoxx 600, apenas quatro terminaram o dia no verde. As cotadas do sector mineiro tiveram os melhores desempenhos, beneficiadas pelas subidas da maior parte das matérias-primas. Também as petrolíferas resistiram à sessão negativa na Europa.

O PSI-20 não escapou às quedas, com o índice da bolsa nacional a perder 0,65%. Além das quedas do BCP, as descidas da Jerónimo Martins (-0,92%), da Nos (-0,67%) e da EDP Renováveis (-0,47%) também pressionaram. À semelhança do que ocorreu no resto da Europa, foi o sector petrolífero a impedir quedas de maior dimensão. No PSI-20, a maior subida da sessão pertenceu à Galp, que valorizou 0,63%. Além da petrolífera, apenas mais quatro cotadas fecharam no "verde" (EDP, Portucel, Semapa e CTT).

Taxa a dez anos desce em dia de emissão

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos baixou 4,3 pontos base para 3,076%, no dia em que Portugal regressou ao mercado para colocar dívida de médio e de longo prazo. O Estado encaixou mil milhões de euros em títulos a cinco e a nove anos, com uma taxa de 1,843% e 2,859%, respectivamente, obtendo o máximo previsto para esta operação. Já a taxa alemã a dez anos teve uma subida ligeira de 0,5 pontos base para 0,055%, o que permitiu que o prémio de risco da dívida nacional baixasse para 302 pontos base.  

Euribor

As taxas Euribor caíram esta quarta-feira para novos mínimos a três, seis e nove meses e mantiveram-se a 12 meses em relação a terça-feira, segundo a Lusa. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro passado, desceu para -0,160%, novo mínimo de sempre e menos 0,1 pontos base do que na terça-feira. A Euribor a três meses foi fixada em -0,264%, novo mínimo de sempre e menos 0,3 pontos base do que na véspera. No prazo de nove meses, a Euribor foi fixada em 0,090%, novo mínimo histórico e menos 0,1 pontos base do que na terça-feira.

Dólar em queda

A nota verde desce pela segunda sessão consecutiva, penalizada pelo corte das expectativas de que a Reserva Federal dos EUA venha a subir as taxas de juro na reunião da próxima semana. O mercado atribuiu agora uma probabilidade de 0% a um aumento das taxas este mês e não vê margem para grandes subidas no resto do ano. Isto depois de na passada sexta-feira os dados do mercado de trabalho terem saído abaixo do estimado e do discurso desta semana de Janet Yellen ter sido inconclusivo sobre o timing das subidas das taxas. O índice da Bloomberg que mede o desempenho do dólar face a um cabaz com as dez principais divisas mundiais perde 0,53%. Já o euro ganha 0,37% face à nota verde, subindo para 1,14 dólares.

Queda das reservas nos EUA impulsiona petróleo

O petróleo continua a recuperar. O Brent valoriza 1,61% para 52,27 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, avança 1,39% para 51,06 dólares. A impulsionar os preços estiveram os dados semanais das reservas nos EUA. Segundo a Administração de Informação de Energia o "stock" de petróleo baixou em 3,23 milhões de barris na semana terminada a 3 de Junho. Foi a terceira quebra semanal consecutiva. "Esperamos que a oferta e a procura fiquem mais perto do equilíbrio, o que resultará em preços do petróleo mais elevados até ao final do ano", referiu Cavan Yie, analista da Manulife Asset Management, citado pela Bloomberg.

Prata brilha à boleia dos bancos centrais

Os metais preciosos registam fortes valorizações. A prata tem um dos maiores ganhos da sessão, ao disparar 3,97% para 17,04 dólares. Já o ouro avança 1,38% para 1.261,02 dólares. Isto no dia em que o BCE começou a comprar obrigações de empresas. As políticas monetárias ultra-expansionistas do BCE e de outros bancos centrais e a relutância da Fed em subir juros têm alimentado o apetite dos investidores por metais preciosos, segundo analistas citados pela Bloomberg. Além disso, a prata e o ouro são também vistos como um refúgio para fazer face às incertezas com que os mercados se deparam devido à questão do Brexit.

 

Destaques do dia

Banco de Portugal volta a cortar previsões de crescimento para 2016. O banco central prevê que a economia portuguesa cresça este ano 1,3%. A nova previsão da instituição fica duas décimas abaixo da esperada em Março, afastando-se ainda mais dos números do Governo.

Tesouro emite mil milhões em leilão com forte procura. Esta é a sexta vez em 2016 que Portugal foi ao mercado de dívida de médio e longo prazo. Desta feita, colocou o montante máximo previsto para operação, sendo que a procura ultrapassou os dois mil milhões de euros. As taxas de juro ficaram abaixo do registado no mercado.

Governo aprova fim dos limites salariais à gestão da CGD. O Governo já aprovou o diploma que elimina os tectos salariais da nova equipa de gestão da Caixa Geral de Depósitos, liderada por António Domingues. A decisão visa ir ao encontro das exigências do BCE.

Deutsche Bank: BCE tornou-se maior ameaça à Zona Euro. O Deutsche Bank diz que a política de estímulos é errada e está a levar os países a abandonarem as reformas estruturais. Para o banco alemão, a instituição monetária tornou-se a principal ameaça para a Zona Euro.

BCE já colocou Engie e Telefónica no cesto de compras. O Banco Central Europeu já deu início às compras de dívida de empresas. No "cesto" colocou obrigações da francesa Engie e da espanhola Telefónica.

S&P ameaça tirar rating "AAA" ao Reino Unido por causa de Brexit. Caso o Reino Unido vote a saída da União Europeia poderá perder o seu rating de "AAA", avisa a S&P.

Limites na dívida soberana podem forçar bancos a levantar até 135 mil milhões. A Fitch antecipa novas necessidades de capital para a banca europeia, caso sejam implementadas as novas regras que limitam a exposição a dívida soberana local. Sector pode ser obrigado a levantar até 135 mil milhões de euros.

 

O que vai acontecer amanhã

União Europeia

Ministros da Administração Interna da União Europeia reúnem-se no Luxemburgo para discutir a crise de imigração

Mario Draghi discursa na abertura do Fórum Económico de Bruxelas

Portugal

O INE divulga as estatísticas do comércio internacional, relativas a Abril

O INE publica o índice de produção, emprego, remunerações e horas trabalhadas na construção e obras públicas, relativo a Abril

O INE revela o índice de preços no consumidor, relativo a Maio

EUA

São conhecidos os dados dos novos pedidos de subsídio de desemprego, na semana terminada a 4 de Junho

Divulgação dos pedidos de subsídio de desemprego continuados, na semana terminada a 28 de Maio 

Ver comentários
Saber mais Portugal Europa Banco Popular BCE EUA BCP Jerónimo Martins EDP Renováveis Galp EDP Portucel CTT Reserva Federal dos EUA Janet Yellen
Outras Notícias