Mercados num minuto Fecho dos mercados: Crise na China marca pior semana desde Agosto de 2011 nas bolsas europeias

Fecho dos mercados: Crise na China marca pior semana desde Agosto de 2011 nas bolsas europeias

As bolsas do Velho Continente ainda arrancaram a sessão a valorizar, sustentadas pela recuperação das acções chinesas, mas não resistiram à pressão das petrolíferas. Petróleo, ouro e euro também perdem valor.
Fecho dos mercados: Crise na China marca pior semana desde Agosto de 2011 nas bolsas europeias
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,30% para 5.125,59 pontos

Stoxx 600 caiu 1,49% para 341,35 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,22% para 1938,88 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avança 0,4 pontos base para 2,605%

Euro recua 0,40% para 1,0888 dólares

Petróleo cai 1,69% para 33,18 dólares por barril, em Londres

Bolsas não resistem à queda da energia

As praças do Velho Continente terminaram a sessão de sexta-feira, 8 de Janeiro, a desvalorizar. O europeu Stoxx 600 até começou o dia a subir, depois das bolsas chinesas terem encerrado a valorizar mais de 2%, mas inverteu a tendência, numa sessão marcada pela volatilidade. O Stoxx 600 cedeu 1,49%, arrastado pelas empresas de matérias-primas, que estão a ser pressionadas pela queda das cotações. As bolsas europeias terminam assim a semana com uma desvalorização de 6,5%, o pior desempenho desde Agosto de 2011, perante o agravamento das preocupações em torno da China.

A intervenção das autoridades chinesas no mercado cambial, com o banco central do país a reduzir por oito dias seguidos a taxa de referência da moeda, associada à implementação dos mecanismos de suspensão automática de negociação quando o índice cai mais de 7% acelerou o ambiente de desconfiança nos mercados. Perante a reacção fortemente negativa, a China anunciou já na sessão de ontem a suspensão destes mecanismos, uma decisão que se reflectiu positivamente nas bolsas chinesas.

Em Lisboa, o índice PSI-20 voltou a encerrar com uma desvalorização inferior à registada pelas congéneres europeias. A bolsa de Lisboa cedeu uns meros 0,3%, condicionada pelas quedas da energia. A Galp desceu 1,49% para 9,665 euros e prolongou as descidas da última sessão, apesar do JPMorgan ter eleito a empresa como uma das suas petrolíferas europeias preferidas. Em sentido contrário, a Jerónimo Martins acelerou 2,94% para 12,08 euros. A retalhista, que divulga os dados relativos às vendas preliminares em 2015 na próxima semana, recebeu uma recomendação positiva por parte do CaixaBI, que passou a recomendar "comprar" acções da empresa.

Prémio de risco volta a subir

O juro cobrado pelos investidores para comprar dívida portuguesa voltou a aumentar, com a dívida nacional a aumentar o seu prémio de risco face às "bunds" alemãs. A "yield" a 10 anos de Portugal avançou 0,4 pontos base para 2,605%, numa sessão em que as obrigações alemãs voltaram a ser beneficiadas pelo clima de instabilidade nos mercados. O juro alemão a 10 anos recuou 2,5 pontos base para 0,514%, com os investidores a procurarem refúgio nas obrigações da Alemanha. O "spread" entre a dívida portuguesa e alemã aumentou para 209,1 pontos.

Euribor a três meses fixa novo mínimo

A Euribor a três meses voltou a recuar esta sexta-feira, atingindo um novo mínimo histórico. O indexante caiu de -0,142% para -0,143%. Já a taxa a seis meses, a mais utilizada pelos portugueses nos seus créditos à habitação regressou a mínimos. Baixou para -0,051%, o anterior recorde registado pelo indexante.

Dados do emprego nos EUA impulsionam dólar

O euro está a recuar 0,4% para 1,0888 dólares, após a publicação de um relatório governamental nos EUA sobre o mercado laboral. O aumento dos postos de trabalho, em Dezembro, foi superior ao esperado, reforçando a perspectiva de uma nova subida dos juros pela Reserva Federal dos EUA, o que impulsiona a moeda norte-americana. O dólar regista a mesma tendência de subida face a outras divisas de referência mundiais, levando o índice da Bloomberg, que segue o dólar face às 10 maiores congéneres, a tocar no valor mais elevado desde 2005 durante a sessão.

Petróleo nos 33 dólares

Os preços do petróleo estão a recuar, transaccionando em mínimos da década. A perspectiva de uma menor procura de petróleo na China, o maior importador líquido de petróleo a nível mundial, tem pressionado os preços da matéria-prima. O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres, que serve de referência para Portugal, está a cair 1,69% para 33,18 dólares por barril, o valor mais baixo desde 2004. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) recua 0,78% para 33,01 dólares, após ter tocado no valor mais baixo desde Dezembro de 2003 durante a sessão anterior.

 

Ouro regressa às perdas

O ouro está a desvalorizar esta sexta-feira, após quatro sessões a avançar, beneficiando do estatuto de activo de refúgio. A bolsa chinesa fechou a ganhar 2%, após as autoridades terem suspendido a regra que interrompe a negociação quando é registada uma queda de 7%. Por outro lado, o dólar está a valorizar, após a divulgação de um relatório com indicadores positivos sobre o mercado laboral nos EUA, diminuindo a atractividade do investimento em ouro. O metal precioso recua 0,49% para 1103,54 dólares por onça.

Destaques do dia

 

Bolsas da China fecham a ganhar 2% após semana negra. O final da semana foi positivo para as bolsas chinesas. O fim da regra de cancelamento automático com quedas acima de 7%, as compras de acções por fundos estatais e a estabilidade cambial justificam a valorização.

Petróleo afunda mas combustíveis não mexem na bomba. Apesar das desvalorizações acentuadas do petróleo, o preço do gasóleo e da gasolina deverá ficar praticamente inalterado na próxima semana.

JP Morgan elege Galp como uma das petrolíferas europeias preferidas. O JP Morgan subiu a recomendação da Galp Energia para "overweight" (comprar) e a avaliação para 11,20 euros. Para o banco, a Galp está menos exposta à queda dos preços do petróleo do que a generalidade do sector.

CaixaBI recomenda "comprar" Jerónimo Martins e prevê aumento das vendas. A maior retalhista nacional terá continuado a crescer no último trimestre, mas impulsionada pelo negócio na Polónia. Uma tendência positiva que deverá continuar, estima o CaixaBI. A recomendação foi revista revista para "comprar".

 

Commerzbank tem dúvidas sobre "tratamento desigual" da dívida do Novo Banco. O banco de investimento alemão critica a decisão do Banco de Portugal de dar um tratamento diferenciado à mesma classe de dívida do Novo Banco. Vêm aí acções legais, antecipa o Commerzbank.

PCP quer que Governo explique contornos da venda do Banif ao Santander. Havia ofertas privadas que implicassem um menor esforço do Estado na venda do Banif? A transição foi feita com a entrega ao Santander de um futuro desconto em impostos? São questões do PCP ao Ministério das Finanças.

 

Exportações crescem 4,5% em Novembro. As exportações portuguesas de bens avançaram 4,5% em Novembro de 2015, face ao mesmo período de 2014. Os dados são do Instituto nacional de Estatística (INE) e mostram que as importações cresceram a um ritmo mais lento: 1,2%.

 

O que vai acontecer na segunda-feira

Dados do INE. O Instituto Nacional de Estatística (INE) publica os índices de produção, emprego, remunerações e horas trabalhadas, na indústria, na construção e obras públicas e nos serviços, referentes a Novembro.

Resultados da Alcoa. A mineira Alcoa apresenta os resultados do quarto trimestre de 2015. 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI