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Fecho dos mercados: China patrocina recuperação das bolsas europeias. Euro e petróleo caem

As bolsas do Velho Continente regressaram aos ganhos, a reagirem à notícia de que o ajustamento da moeda chinesa está concluído. Euro, dólar e petróleo estiveram a contrariar os ganhos das acções.

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Investors Less Concerned Over Yuan Devaluation
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 13 de Agosto de 2015 às 17:16
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 2,05% para 5.565,81 pontos

Stoxx 600 avançou 0,97% para 386,69 pontos

S&P 500 soma 0,04% para 2.086,97 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal avança 0,2 pontos base para 2,410%

Euro cai 0,19% para 1,1138 dólares

Petróleo desce 2,31%, para 42,30 dólares por barril, em Nova Iorque

Bolsas europeias recuperam de maior queda desde Outubro

As praças do Velho Continente regressaram aos ganhos, com os investidores mais tranquilos, após as autoridades chinesas darem por finalizada a desvalorização do yuan. O índice europeu Stoxx 600 subiu cerca de 1%, a reagir positivamente às notícias que chegaram da China. O Banco Popular da China (BPC) reviu em baixa a taxa de câmbio de referência do yuan face ao dólar em 1,1%, naquela que foi a terceira desvalorização diária consecutiva. Mas garantiu que o ajustamento está terminado, um anúncio bem recebido pelos investidores, que receavam uma travagem mais profunda da economia chinesa

A bolsa portuguesa seguiu o sentimento positivo que marcou a sessão na Europa. O PSI-20 liderou as subidas, ao avançar 2,05%, num dia em que a Jerónimo Martins e o BCP estiveram a suportar os ganhos. Subiram 2,53%, para 13,185 euros, e 3,83%, para 6,24 cêntimos, respectivamente. Ainda assim, o destaque foi para a Pharol. A antiga PT SGPS escalou mais de 17%, para 30,9 cêntimos por acção, depois da Oi ter apresentado resultados positivos.

Juros reduzem "spread" face à Alemanha

Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos terminaram a sessão de quinta-feira pouco alterados. No entanto, estiveram a reduzir o "spread" face à dívida alemã. Os juros portugueses a 10 anos fecharam praticamente inalterados em 2,410%, enquanto as "bunds" a 10 anos subiram 2,5 pontos base para 0,630%, com o diferencial entre a dívida nacional e germânica a recuar para 178 pontos base.

Euribor estabiliza em mínimos históricos

A Euribor a três meses permaneceu inalterada pela sexta sessão consecutiva. O indexante manteve-se estabilizado em mínimos históricos, em -0,024%. A taxa a três meses, um dos indexantes mais utilizados pelos portugueses nos seus créditos à habitação, tem vindo a fixar novos recordes em valores negativos ao longo dos últimos meses, um reflexo da política monetária na Zona Euro.

Menores receios na China sustentam dólar

A moeda única europeia está a desvalorizar. O euro recua pela primeira vez em sete dias face ao dólar, ao deslizar 0,19%, para 1,1138 dólares, com a divisa europeia a ser penalizada pela divulgação de indicadores económicos positivos nos EUA e pela diminuição dos receios em torno da China. A melhoria de dados na maior economia do mundo, a par da garantia de que não haverá novas desvalorizações cambiais na China estão a sustentar a expectativa que a Reserva Federal prossiga os seus planos para subir juros no país. Algo que poderá acontecer já na reunião de Setembro.

Petróleo próximo de mínimos de seis anos

Os preços do petróleo não acompanharam a recuperação dos mercados accionistas. A matéria-prima segue a transaccionar próxima de mínimos de seis anos, penalizada pelo aumento das reservas de crude. O WTI, negociado no mercado de Nova Iorque, cai 2,31%, para 42,30 dólares por barril, ao passo que o Brent, em Londres, desce mais de 1%, para negociar ligeiramente acima de 49 dólares por barril. As reservas de petróleo nos EUA permaneceram na última semana 90 milhões de barris acima da média dos últimos cinco anos, segundo dados divulgados pelos EUA.

Ouro regressa às quedas

O metal precioso regressou esta quinta-feira às descidas, depois de ter registado a maior série de ganhos em quase três meses, a beneficiar do seu estatuto de activo de refúgio. O ouro cai 0,8%, para 1.1114,20 dólares por onça, com o metal a corrigir, depois da China ter garantido que não vai desvalorizar mais a sua moeda. O ouro valorizou 3,5% nos últimos cinco dias, a beneficiar do clima de insegurança nos mercados, perante os receios de que a intervenção da China na sua moeda resulta de uma travagem mais acentuada na sua economia.

Destaques do dia

Governo espera venda do Novo Banco "o mais breve possível". "A expectativa do Governo é a de que o processo se possa concluir o mais brevemente possível. Quando mais breve for, menores serão os encargos para o sistema financeiro no seu todo", diz Luís Marques Guedes.

Banco central da China: Ajustamento do yuan está terminado. Após três dias de desvalorizações, altos responsáveis do banco central chinês garantiram que movimento não é para continuar. Mercados reagiram em alta.

Gestores de fundos desinvestem no BCP em Julho. O BCP deixou de ser a principal aposta dos gestores de fundos nacionais na bolsa de Lisboa. A Nos e a Sonae SGPS recolhem a preferência dos especialistas.

Pharol dispara mais de 20% após lucros da Oi. As acções da Pharol estão a ganhar em força. Seguiam com ganhos tímidos mas os resultados da Oi impulsionaram o desempenho da empresa liderada por Luís Palha da Silva. Os títulos já chegaram a subir mais de 30%.

Tsakalotos pede aprovação de resgate para evitar segundo empréstimo de emergência. Os deputados gregos já começaram a analisar a proposta de memorando de entendimento que servirá de base ao terceiro empréstimo externo à Grécia desde 2010. Dentro do Syriza, há um novo movimento contra o resgate. Eurogrupo avalia amanhã acordo e se há condições políticas para o implementar.

O que vai acontecer amanhã

Reditus. Divulgação dos resultados relativos ao segundo trimestre.

Portugal: Produto interno bruto (PIB), no segundo trimestre. 

Alemanha
. Produto interno bruto (PIB), no segundo trimestre  [anterior (homólogo): 1,0% ; estimativa: 1,5%].


Angola. Data agendada para possível revisão do "rating" pela Standard & Poor's .

Dinamarca. Data agendada para possível revisão do "rating" pela Fitch.

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