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Fecho dos mercados: Euro desvaloriza e impulsiona bolsas europeias

As principais bolsas europeias encerraram com ganhos ligeiros, numa sessão em que o euro inverteu a tendência dos últimos três dias e recuou. Os juros da dívida portuguesa sobem e o petróleo recua.

Bloomberg
Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 18 de Março de 2016 às 17:31
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,24% para 5.172,80 pontos

Stoxx 600 subiu 0,30% para 341,71 pontos

S&P 500 valoriza 0,38% para 2048,31 pontos

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos sobe 6,8 pontos base para 2,923%

Euro recua 0,40% para 1,1273 dólares

Petróleo desce 0,05% para 41,52 dólares por barril, em Londres

 

Euro fraco puxa pelas bolsas europeias

As acções europeias avançaram, beneficiando da desvalorização do euro, que impulsionou as exportadoras. Os sectores das empresas mineiras e das fabricantes automóveis destacaram-se nos ganhos no índice Stoxx 600, que subiu 0,3%. Interrompeu assim a série de quatro semanas de ganhos, perdendo 0,15%. Entre as principais praças europeias, o espanhol Ibex-35 foi o que mais subiu. Valorizou 0,81%.

Em Lisboa, o PSI-20 também subiu 0,24%, pela terceira sessão consecutiva. O BCP destacou-se com um ganho de 5,91% para 4,48 cêntimos. Destaque ainda para a queda da Teixeira Duarte, que perdeu 25,17% para 22 cêntimos na última sessão no PSI-20. A Impresa perdeu 6,75% para 35,9 cêntimos.

Juros portugueses sobem

Os juros da dívida portuguesa subiram, após a forte descida da sessão anterior. A "yield" das obrigações a 10 anos, considerada a maturidade de referência, sobe 6,8 pontos base para 2,923%. Isto depois de ter caído 10,6 pontos base para 2,855% na sessão desta quinta-feira. Numa sessão de tendência mista na Europa, a taxa da Alemanha caiu 1,8 pontos para 0,212%, aumentando o prémio de risco para 271,1 pontos.

 

Euribor fixa novo mínimo histórico

A Euribor a três meses recuou de -0,234% para -0,235%, fixando um novo mínimo histórico. A seis meses a taxa ficou inalterada em -0,131%. A Euribor a nove meses desceu de -0,068% para -0,069%. O indexante a 12 meses ficou inalterado em -0,003%, longe do mínimo histórico de -0,028%.

 

Praet pressiona euro

O euro desvaloriza 0,4% para 1,1273 dólares, após três sessões a apreciar. Peter Praet, economista-chefe do BCE, reconheceu esta sexta-feira, que o crescimento da Zona Euro continua fraco e que "um corte de juros continua no arsenal" do BCE. Declarações que pressionaram o euro, com a expectativa de mais medidas, após o banco central do outro lado do Atlântico ter motivado a subida da moeda única ao pressionar o dólar, com a redução das perspectivas para o ritmo da subida dos juros nos EUA. Assim, o euro reduziu o ganho semanal para 1% - o terceiro consecutivo.

Petróleo em queda ligeira

O petróleo está a alternar entre ganhos e perdas nos mercados internacionais, depois de encerrar com fortes ganhos na sessão anterior. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a recuar 0,42% para 40,03 dólares. Já caiu um máximo de 0,8% para 39,44 dólares e subiu 2,5% para 41,20 dólares, acima dos 41 dólares durante a sessão. Encaminha-se ainda assim para encerrar a quinta semana de ganhos, a série mais longa desde Maio. O Brent, negociado em Londres, está a perder 0,05% para 41,52 dólares, numa sessão em que alternou entre um ganho de 2,4% e uma perda de 1%. A matéria-prima avança pela quarta semana.

 

A perspectiva de que os maiores exportadores de petróleo realizem um encontro para discutir o excesso de oferta em Abril tem impulsionado os preços. A queda da produção nos EUA, revelada esta quarta-feira pela agência governamental, também contribuiu para os ganhos.

 

Ouro e prata recuam

O ouro está a recuar pela segunda sessão consecutiva. Perde 0,49% para 1251,74 dólares por onça. Ainda assim, sobe 0,2% na semana, devido aos fortes ganhos de quarta-feira, motivados pelo discurso mais cauteloso da Reserva Federal dos EUA que estimulou a procura do activo de "refúgio". A prata também recua 0,98% para 15,75 dólares por onça. 

 

Destaques do dia

 

S&P mantém "rating" e perspectiva para Portugal. A agência de notação financeira mostrou-se mais optimista do que a Fitch e reiterou a classificação da dívida soberana de Portugal, bem como o seu "outlook".

Portugal quer até mil milhões em leilão de obrigações do Tesouro. O IGCP vai voltar ao mercado com um novo leilão de dívida de longo prazo, isto numa altura em que as taxas estão em queda com as medidas anunciadas pelo BCE.

Praet: "Um corte de juros continua no arsenal" do BCE. O economista-chefe do BCE reconhece que o crescimento da Zona Euro continua fraco. E não põe de parte um corte de juros, "corrigindo" a frase de Draghi que "assustou" os mercados.

Santander defende que consolidação já está reflectida na cotação do BPI. Os analistas do banco espanhol baixaram a recomendação após a recuperação das acções nas últimas sessões. E dizem que o risco/recompensa para apostar na consolidação é agora "menos atractivo".

 

Só 12% da poupança tem como objectivo a reforma. A reforma continua a não estar no topo dos objectivos de poupança dos portugueses. Ainda assim, os aforradores nacionais mostram-se mais conscientes em relação à necessidade de constituir um complemento à pensão.

Economia continua em desaceleração. Os indicadores de actividade Banco de Portugal continuam a dar sinais de arrefecimento da actividade económica. Quer o indicador coincidente quer o do consumo privado mantiveram em Fevereiro a trajectória descendente.

Montepio agrava prejuízo em 2015 para 243 milhões de euros. A quebra da margem e a menor venda de dívida pública ditaram a descida do produto da Caixa Económica. As imparidades, apesar de descerem, ainda pesam, sobretudo devido aos grandes clientes. E vem aí aumento de capital.

 

O que vai acontecer segunda-feira

BCE. Instituição divulga investimento no âmbito do programa de compra de activos na última semana.

Petrobras. Divulgação de contas relativas ao último trimestre de 2015.

Zona Euro. BCE divulga números balança comercial no último trimestre de 2015.

Finlândia. Governador do Banco da Finlândia fala sobre política monetária no país.

Banco de Portugal. Boletim estatístico.

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