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Fecho dos mercados: Petróleo ajuda bolsas a voltarem aos ganhos. Juros da dívida em alta

O petróleo avançou mais de 2% e ajudou as cotadas do sector a darem um contributo positivo para as bolsas europeias, que interromperam uma sequência de quatro descidas. O PSI-20 também subiu, mas os juros da dívida agravaram-se.

Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 05 de Maio de 2016 às 17:29
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,50% para 5.037,03 pontos

Stoxx 600 valorizou 0,32% para 332,86 pontos

S&P 500 ganha 0,31% para 2.057,47 pontos
Juros da dívida portuguesa a 10 anos aumentam 11,5 pontos base para 3,271%

Euro desce 0,72% para 1,1405 dólares

Petróleo escala 2,65% para 44,94 dólares por barril, em Nova Iorque

Bolsas europeias interrompem ciclo de quedas

O Stoxx 600 valorizou 0,32% e interrompeu uma sequência de quatro descidas. A ajudar no regresso às subidas estiveram as cotadas mineiras, petrolíferas e de telecomunicações, com os índices desses sectores a avançarem mais de 1%. Em sentido inverso, estiveram as seguradoras e os bancos com quedas de 1% e 0,5%, respectivamente.

Apesar da época de apresentação de resultados ter estado abaixo das expectativas dos investidores, esta sessão houve algumas surpresas positivas, como a britânica BT Group. As acções da telecom britânica valorizaram 2,63% e deram o mote aos ganhos no sector. Já as petrolíferas foram beneficiadas com a recuperação do preço da matéria-prima.

O PSI-20 acompanhou os ganhos, com uma valorização de 0,50%. A dar energia ao índice estiveram sobretudo os títulos da EDP, Nos e Galp.

Taxa a dez anos sobe 11,5 pontos base

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos subiu 11,5 pontos base para 3,271%, em véspera da Moody’s se poder pronunciar sobre o "rating" de Portugal. Já as "yields" de Espanha e de Itália tiveram descidas ligeiras, de dois pontos base e 0,8 pontos base, respectivamente, para 1,585% e 1,495%, respectivamente.

Apesar da estabilidade das taxas espanhola e italiana, os investidores têm mostrado alguma preocupação com riscos geopolíticos que se poderão concretizar no Verão, como as novas eleições em Espanha, o risco do Brexit e as preocupações sobre a recuperação da economia da Zona Euro. "Existem muitos riscos, por isso faz sentido haver alguma reavaliação à medida que nos aproximamos do Verão", disse Patrick O'Donnell, gestor de activos da Aberdeen Asset Management, citado pela Reuters.

Já a dívida alemã, vista como um refúgio por parte dos investidores, regista uma descida da taxa. A dez anos, a "yield" desce esta quinta-feira 4,3 pontos base para 0,161%. O diferencial das obrigações portuguesas face às alemãs, vistas como a referência na Zona Euro, agravou-se em 15,8 pontos base para 311 pontos base.

Euribor a três e seis meses em mínimos

As taxas Euribor desceram. No prazo a três e seis meses foram atingidos novos mínimos. O indexante a três meses desceu esta quinta-feira 0,002 pontos para -0,255%. Já a Euribor a seis meses também renovou o valor mais baixo de sempre, caindo 0,002 pontos percentuais para -0,144%, valor que já havia sito atingido a 25 de Abril. O indexante a 12 meses também desceu para -0,028%, menos 0,001 pontos percentuais.

Euro cai pela terceira sessão

O euro desvaloriza pela terceira sessão consecutiva face à divisa norte-americana. A moeda única desvaloriza 0,72% para 1,1405 dólares. A nota verde segue em alta na véspera de serem conhecidos mais dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, um indicador seguido pela Reserva Federal para decidir a trajectória das taxas de juro na maior economia do mundo. Além disso, o BCE alertou que a inflação não está a descolar, um factor que poderá criar a expectativa de que Mario Draghi tenha de reforçar a dose de estímulos na Zona Euro.  

Petróleo ganha

O preço da matéria-prima segue a valorizar impulsionado por uma queda da produção nos Estados Unidos, disrupções no Canadá e as declarações do Irão, que sinalizou disponibilidade para negociar um travão na oferta.

O Brent, negociado em Londres, valoriza 2,22% para 45,61 dólares, enquanto o West Texas Intermediate sobe 2,65% para 44,94 dólares, em Nova Iorque. Um incêndio em Alberta, no Canadá, uma região de produção de petróleo, poderá diminuir a produção do país em um milhão de barris por dia, calcula a Bloomberg.

Açúcar corrige após máximos de 18 meses

O açúcar tem alimentado a gula dos investidores, tendo atingido esta quarta-feira o valor mais elevado dos últimos 18 meses. Hoje, porém, a matéria-prima registou uma forte correcção ao descer 3,60% para 16,05 dólares por libra-peso. Isto depois da subida dos últimos meses ter levado a receios de que o potencial de valorização do açúcar estivesse praticamente esgotado.

"Estamos agora num ponto em que começamos a questionar, quanto mais poderá subir? Dada a oferta os compradores não terão dificuldades em comprar açúcar e, em última análise, isso limitará a subida dos preços no curto prazo", referiu Tobin Gorey, estratego do at Commonwealth Bank of Australia, citado pela Bloomberg.

 

Destaques do dia

BCE alerta: inflação e salários não estão a descolar. A inflação não descola e os salários crescem ao ritmo mais baixo da história do euro. Sinais preocupantes sobre o andamento da economia da Zona Euro que chegam numa análise do próprio BCE, que tem como missão aumentar os preços.

Carga fiscal atingiu novo máximo em 2015. A carga fiscal sobre a economia portuguesa atingiu novo máximo no ano passado, calcula o Conselho de Finanças Públicas, que nota que as receitas explicaram a totalidade da redução do défice público.

Krugman: Portugal "não é um desastre completo, é só muito mau". Paul Krugman, Nobel da Economia, fala em entrevista ao Negócios e Renascença do Governo português, da Europa e dos Estados Unidos. Veja o vídeo.

EDP prevê aumentar em 3% dividendo de 2016. A eléctrica prevê aumentar o dividendo relativo ao exercício de 2016 para os 19 cêntimos e compromete-se a manter uma política de dividendos estável nos próximos anos.

Analistas: EDP apresentou um "bom conjunto de resultados". Os analistas realçam o bom conjunto de resultados reportados pela EDP no primeiro trimestre, ainda que digam que não tenha havido nenhum evento surpreendente.

CaixaBank reforçou no BPI e detém agora 44,54% do capital do banco. Os catalães do CaixaBank compraram 6,48 milhões de acções do BPI entre 27 de Abril e 4 de Maio, passando a posição que detêm no banco liderado por Fernando Ulrich de 44,1% para 44,54%.

O que vai acontecer amanhã

Portugal

Data agendada para possível revisão do "rating" por parte da Moody’s

INE divulga o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova e Índice de Preços de Manutenção e Reparação Regular da Habitação, relativo a Março

EUA

São divulgados os dados relativos à taxa de desemprego

A Berkshire Hathaway apresenta os resultados do primeiro trimestre

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