Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petrolíferas travam ganhos nas bolsas. Matérias-primas no "vermelho"

Fecho dos mercados: Petrolíferas travam ganhos nas bolsas. Matérias-primas no "vermelho"

As bolsas europeias terminaram a sessão sem tendência definida, num dia em que as empresas do sector energético estiveram a ser arrastadas pela desvalorização do petróleo.
Fecho dos mercados: Petrolíferas travam ganhos nas bolsas. Matérias-primas no "vermelho"
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,08% para 4.654,01 pontos

Stoxx 600 avançou 0,18% para 340,93 pontos

S&P 500 desce 0,54% para 2.163,24 pontos

"Yield" da dívida de Portugal a 10 anos recuou 2,4 pontos base para 3,027%

Euro sobe 0,05% para 1,0983 dólares

Petróleo cai 2,06% para 44,74 dólares por barril em Londres

Petrolíferas pressionam bolsas

As praças europeias encerraram a sessão mistas, num dia em que as petrolíferas estiveram a ser "castigadas" pela desvalorização do petróleo. O europeu Stoxx 50 avançou 0,18%, a travar a subida máxima de 0,8%, numa sessão em que o sector das petrolíferas caiu mais de 2%, a maior descida desde o dia 6 de Julho. Entre as várias praças europeias, a tendência foi, porém, mista: bolsas como a alemã e francesa terminaram com ganhos inferiores a 0,5%, enquanto os índices britânicos e inglês cederam terreno.

Já em Lisboa, o PSI-20 somou 0,08%, naquela que foi a sexta sessão consecutiva de ganhos da bolsa lisboeta. A sustentar a negociação esteve a Jerónimo Martins. A retalhista subiu 2,06% para 14,36 euros, com os investidores a aguardarem os resultados da empresa esta semana. A contribuir para os ganhos estiveram ainda as acções do grupo EDP. A eléctrica avança 1,33% para 3,04 euros, enquanto a EDPR ganhou 0,60% para 7,021 euros. uma nota positiva ainda para a Nos. Valorizou 1,05% para 5,78 euros, no dia em que o Berenberg emitiu uma nota para a empresa onde reduziu a avaliação da cotada, mas antevê um aumento significativo nos dividendos a partir de 2017.

Juros da dívida descem pela quinta sessão

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos voltou a descer esta segunda-feira, baixando 2,4 pontos base para 3,027%. Vai numa sequência de cinco quedas consecutivas. Também as taxas das obrigações espanholas e italianas baixaram. Mas as descidas tiveram uma redução mais moderada. A "yield" de Espanha baixou 0,4 pontos base para 1,11% e a italiana recuou 0,3 pontos base para 1,231%.

 

Já a "yield" das obrigações alemãs a dez anos ficou praticamente inalterada em -0,040%, o que permitiu que o prémio de risco das obrigações portuguesas baixasse para 306,7 pontos base. 

Euribor estabiliza em mínimos

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três meses, mas subiram a seis, nove e doze meses, face a sexta-feira. A Euribor a três meses, que está em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje no mínimo histórico de -0,297%, registado pela primeira vez na quarta-feira passada. A taxa a seis meses, que entrou em terreno negativo a 06 de Novembro do ano passado, fixou-se em -0,188%, mais 0,001 pontos do que na sexta-feira, depois de atingir o valor mais baixo de sempre (-0,191%) no dia 12 de Julho. A Euribor a nove meses, que desceu para níveis inferiores a zero a 7 de Janeiro de 2016, fixou-se hoje em -0,120%, mais 0,001 pontos do que na sexta-feira passada. No prazo de 12 meses, a Euribor avançou 0,001 pontos face aos valores de sexta-feira, mantendo-se, no entanto, em valores negativos, nos -0,049%.

Iene em queda

Apesar de esta semana ser marcada pela reunião de política monetária da Reserva Federal dos EUA e do Banco do Japão, o mercado cambial teve uma sessão relativamente tranquila. O euro negoceia estável face à nota verde, deslizando 0,02% para 1,0976 dólares. Isto apesar do mercado antecipar uma mensagem da entidade liderada por Janet Yellen a apontar para uma possível subida das taxas de juro ainda este ano o que, em teoria, deixaria o dólar mais atractivo. Já o iene avança 0,005% para 0,009429 dólares. A divisa nipónica recupera das descidas das últimas semanas, em que foi penalizada pelas perspectivas de que o Banco do Japão poderia apontar para mais estímulos monetários. 

Petróleo em mínimos de dois meses

Os preços do petróleo recuam na primeira sessão da semana. O Brent, negociado em Londres, desce 2,06% para 44,75 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, teve uma queda maior. Perde 2,17% para 43,16 dólares. O ouro negro negoceia no valor mais baixo dos últimos dois meses. A descida dos preços ocorreu após terem sido divulgados nos EUA a indicar um aumento da exploração pela quarta semana consecutiva. Isto numa altura em que o petróleo armazenado continua em valores historicamente elevados.

Ouro cai pela terceira vez em quatro sessões

Os preços do ouro estiveram a recuar pela terceira vez em quatro dias, penalizados pela especulação de que a Reserva Federal dos EUA possa subir juros ainda este ano. O ouro cai 0,8% para 1.320,90 dólares por onça, num momento em que a divulgação de indicadores nos EUA reforça o optimismo em torno do crescimento da maior economia do mundo. Face aos bons indicadores, as apostas dos economistas numa nova subida dos juros têm vindo a aumentar. Estão em 47% as apostas numa subida dos juros ainda este ano, contra 41% há uma semana.

Destaques do dia

Défice baixa mil milhões no primeiro semestre. O défice nos primeiros seis meses do ano ficou nos 2.867 milhões de euros, o que equivale a menos 971 milhões que há um ano e representa 52% da meta anual. A redução do défice está a ser conseguida com esmagamento da despesa para compensar a falta de receita.

 

Bloomberg: "Caso da Caixa ilustra o problema que os testes de stress ignoram". A Bloomberg fez uma análise sobre os testes de stress onde realça que a Caixa Geral de Depósitos é um bom exemplo sobre as falhas. O Financial Times também faz um balanço da banca nacional, apontando para necessidades que podem chegar aos 7,5 mil milhões.

 

Governo italiano pressiona fundos de pensões para apoiarem resgate à banca. A Reuters avança que o Executivo de Matteo Renzi pediu a membros da associação italiana de fundos de pensões do sector público para investirem no fundo Atlante, criado para recapitalizar a banca.

 

Berenberg aposta numa forte subida de dividendos da Nos. A Berenberg cortou as estimativas para o EBITDA da Nos, devido essencialmente aos direitos de transmissão de jogos de futebol da primeira liga. Reduziu também a avaliação da cotada, mas antevê um aumento significativo nos dividendos a partir de 2017.

 

Yahoo vende negócio de internet, mas vai continuar em bolsa. A Verizon fechou a compra do negócio de internet da Yahoo por 4,83 mil milhões de dólares. A empresa continuará cotada em bolsa, mas com um novo nome.

 

Caixa BI antecipa subida dos lucros da Impresa. Os analistas estimam que no primeiro semestre deste ano as receitas da dona da SIC recuaram 5,9% para 104,9 milhões de euros. No entanto, o lucro deverá aumentar para 1,3 milhões com a redução dos custos financeiros.



O que vai acontecer amanhã

Resultados nos EUA. Empresas como a Apple, Twitter, Verizon e BP divulgam as suas contas relativas o primeiro semestre do ano.

Arranque de resultados em Lisboa. EDP Renováveis, Navigator e BPI inauguram os resultados na praça portuguesa.

Números do Banco de Portugal. São divulgadas as estatísticas de empréstimos concedidos pelo sector financeiro, relativas a Junho.

Indicadores na Alemanha. É conhecido o índice Ifo, que mede a confiança dos empresários, em Junho [anterior: 108,7 pontos].

Dados nos EUA. Serão conhecidos o Índice S&P/Case-Shiller de preços na habitação, relativo a Maio, bem como a confiança dos consumidores em Julho.




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