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Fecho dos mercados: Resultados suportam fecho positivo nas bolsas. Euro e petróleo perdem

As bolsas europeias fecharam a sessão com sinal verde, sustentadas pela divulgação de resultados acima das expectativas. Já o euro e o petróleo seguem a desvalorizar, com os investidores atentos à reunião da Fed nos EUA.

Bloomberg
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 26 de Julho de 2016 às 17:23
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,43% para 4.674,00 pontos

Stoxx 600 avançou 0,10% para 341,26 pontos

S&P 500 desce 0,21% para 2.163,94 pontos

"Yield" da dívida de Portugal a 10 anos avançou 0,8 pontos base para 3,038%

Euro desce 0,11% para 1,0983 dólares

Petróleo cai 0,51% para 42,91 dólares por barril em Nova Iorque

Resultados sustentam bolsas

As principais praças europeias encerraram a sessão a negociar no verde, numa sessão morna, com os investidores atentos à divulgação de resultados nos dois lados do Atlântico e a aguardarem a conclusão da reunião de dois dias da Reserva Federal dos EUA, que começou esta terça-feira, 26 de Julho. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,10% para 341,26 pontos, num dia em que apenas a praça espanhola não conseguiu acompanhar os ganhos das congéneres europeias. Em destaque estiveram as acções do sector automóvel, depois de várias empresas do sector terem reportado resultados que superaram as estimativas do mercado.

Em Lisboa, o PSI-20 subiu 0,43%, marcando a sétima sessão consecutiva de ganhos. A bolsa lisboeta foi sustentada pelos ganhos do retalho e do BCP. A Jerónimo Martins, que divulga contas amanhã, valorizou 1,39% para 14,56 euros, enquanto a sua concorrente Sonae ganhou 1,34% para 0,681 euros. A contribuir para os ganhos esteve ainda o BCP. O banco, que também apresenta resultados esta quarta-feira, avançou 0,651% para 0,0196 euros. Já o BPI, que reportou um crescimento dos lucros de 39,1% no primeiro semestre após o fecho do mercado, cedeu 0,27% para 1,111 euros.

Juros seguem subida na Europa

Os juros portugueses estiveram a agravar-se esta terça-feira, 26 de Julho. A taxa de referência a dez anos subiu 0,8 pontos base para 3,038%, num momento em que continua a indefinição em torno da aplicação de sanções ao país. As "yields" nacionais estiveram a acompanhar o movimento de subida das taxas na Europa, com os juros de Itália e Espanha a subirem. Ainda assim, o diferencial face à dívida alemã diminuiu, numa sessão em que as "bunds" subiram mais que o juro português. Avançaram 1,4 pontos base para -0,027, colocando o "spread" face à dívida nacional em 306,56 pontos.

Euribor fixa novo mínimo

As taxas Euribor caíram hoje a três e nove meses e subiram a seis e 12 meses, face a segunda-feira. A Euribor a três meses, que está em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, caiu hoje para -0,298% batendo o mínimo histórico de -0,297% observado pela primeira vez na quarta-feira passada. A taxa a seis meses, que entrou em terreno negativo a 06 de Novembro do ano passado, fixou-se em -0,187%, mais 0,001 pontos do que na segunda-feira, depois de atingir o valor mais baixo de sempre (-0,191%) no dia 12 de Julho. A Euribor a nove meses, que desceu para níveis inferiores a zero a 07 de Janeiro de 2016, fixou-se hoje em -0,121%, menos 0,001 pontos do que na segunda-feira passada. No prazo de 12 meses, a Euribor avançou 0,001 pontos face aos valores de segunda-feira, mantendo-se, no entanto, em valores negativos, nos -0,048%.

Euro cai face ao dólar antes da Fed

A moeda única da Zona Euro segue a desvalorizar face ao dólar. O euro perde 0,11% para 1,0983 dólares, no dia em que começa a reunião de dois dias da Reserva Federal dos EUA. Ainda que não seja esperado qualquer aumento dos juros neste encontro, a expectativa é que Janet Yellen reforce a vontade da instituição em prosseguir com a normalização das taxas no país, enquanto na Europa se discute a possibilidade do BCE avançar com novos estímulos.

Petróleo em mínimos de Abril

Os preços do petróleo prolongaram as quedas registadas na última sessão, com a matéria-prima a negociar no valor mais baixo desde Abril. O crude, negociado em Nova Iorque, desce 0,51% para 42,91 dólares por barril, mínimos de três meses, perante as expectativas que as reservas de gasolina tenham aumentado nos EUA. O departamento da energia norte-americano divulga amanhã o relatório com a evolução dos inventários na última semana e as estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg aponta para um crescimento das reservas de gasolina, num período de férias, em que normalmente há grande procura por combustíveis.

Ouro recupera

O metal precioso segue a valorizar, com os investidores a apostarem numa manutenção das taxas de juro nos EUA, um movimento que favorece o investimento em ouro. A matéria-prima avança 0,5% para 1.321,72 dólares por onça, num momento em que as atenções continuam concentradas na actuação dos bancos centrais mundiais. E a expectativa é que estas entidades continuem empenhadas em sustentar o crescimento, com os analistas a anteciparem novas medidas de estímulo por parte do Banco de Inglaterra e do BCE.

Destaques do dia

Multa de Bruxelas a Portugal pode chegar a 92,5 milhões de euros. O El País avança a notícia esta manhã e afirma ainda que, apesar da ideia de congelar fundos comunitários se manter em cima da mesa, se Espanha e Portugal apresentarem um Orçamento credível para o próximo ano essa medida não terá efeitos.

Novos contratos de crédito à habitação sobem 51% em 2015. O ano passado foi marcado por uma recuperação do crédito à habitação. O número de novos contratos disparou, mas ainda assim o saldo total continua a diminuir, fruto das elevadas amortizações realizadas.

Mais de 85% dos depósitos tinham juro abaixo de 1% em 2015. Os depósitos simples pagam cada vez menos e a procura por depósitos indexados e duais aumentou, revela um relatório do Banco de Portugal divulgado esta terça-feira.

BBVA vê Portugal a crescer menos no segundo trimestre. Há uma "tendência negativa nas previsões de crescimento de 2016 e 2017", diz o BBVA, que manteve a previsão no global do ano, mas cortou a estimativa para o segundo trimestre deste ano.

Lucro do polaco Bank Millennium aumenta mais de 30%. As contas do banco polaco, detido em 50,1% pelo BCP, foram beneficiadas pela venda de acções da Visa Europe.

Gestão da CGD exige pedido escrito para ficar em Agosto. O Ministro das Finanças já foi à Caixa pedir à actual administração para ficar até à chegada de António Domingues. Equipa de José de Matos exigiu pedido escrito e só depois responde, como revela o administrador Paz Ferreira. Centeno acredita em "transição tranquila".

O que vai acontecer amanhã

Resultados em Lisboa. BCP, Jerónimo Martins e Impresa reportam as contas relativas ao primeiro semestre do ano.

Contas agitam negociação. Várias empresas divulgam os números dos primeiros seis meses. Deutsche Bank, GlaxoSmithKline e Air France-KLM são algumas das cotadas a apresentar resultados.

Crescimento da economia no Reino Unido. É reportado o produto interno bruto (PIB), relativo ao segundo trimestre [anterior (homólogo): 2,0% ; estimativa: 2,1%]

Reunião da Fed. O banco central norte-americano conclui a reunião de política monetária, que arrancou esta terça-feira.

Indicadores nos EUA. São conhecidas as encomendas de bens duradouros no país, em Maio [anterior: -2,2% ; estimativa: -2,2%]

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