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Fed revê em baixa estimativas de crescimento para 2008

A Reserva Federal (Fed) dos EUA reviu em baixa as estimativas de crescimento económico, em Outubro, e mostrou-se preocupada com as perdas no mercado de crédito hipotecário. em reacção, o euro disparou para novo máximo e as acções caíram.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 20 de Novembro de 2007 às 19:56
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A Reserva Federal (Fed) dos EUA reviu em baixa as estimativas de crescimento económico, em Outubro, e mostrou-se preocupada com as perdas no mercado de crédito hipotecário. em reacção, o euro disparou para novo máximo e as acções caíram.

"Muitos membros vêem riscos substanciais ao crescimento económico e consideraram que a redução nos juros desta última reunião iria providenciar uma segurança adicional contra um inesperado enfraquecimento severo da actividade económica", segundo as minutas da reunião da Fed de 30-31 de Outubro.

A autoridade monetária dos EUA prevê que o crescimento abrande no próximo ano para 1,8%, abaixo dos 2,5% antecipados em Junho. A inflação será entre 1,7 e 1,9%, menos do que o intervalo entre 1,75 e 2%.

Quer as estimativas quer a linguagem deixam transparecer riscos ao crescimento, ao contrário das minutas de Outubro, que diziam que os riscos à expansão e à inflação eram praticamente iguais.

Os operadores estão a apostar que a Fed volte a baixar os juros uma vez mais no próximo mês. O euro acentuou os ganhos depois das minutas, subindo mais de 1%, e renovando o máximo histórico nos 1,4820 dólares.

A Reserva Federal (Fed) dos EUA decidiu no mês passado reduzir a taxa de juro de referência para o país para os 4,5%, numa altura em que a autoridade monetária está a tentar que a crise no sector imobiliário não provoque uma recessão na economia norte-americana.

Este foi o segundo corte de juros consecutivo. Na última reunião, que decorreu a 18 de Setembro, a Fed desceu os juros de 5,25% para os 4,75%, depois da crise de crédito se ter instalado nos mercados, provocado fortes descidas nos índices bolsistas e quedas dos resultados do sector bancário. Esta crise aumentou os receios de que a economia dos EUA entrasse em recessão, o que levou a autoridade monetária a cortar os juros.

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