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Fitch corta "rating" de Portugal em um nível para "A+" (act)

Agência de notação financeira cortou o "rating" da dívida de Portugal para "A+", mantendo a perspectiva "negativa", o que indica que poderá voltar a reduzir. A Fitch admite que podem ser necessárias mais medidas adicionais.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 23 de Dezembro de 2010 às 16:59
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A Fitch colocou o “rating” da dívida de longo prazo da República Portuguesa em “A+”, o que corresponde a uma revisão de um nível face à notação anterior de “AA-” .

“A revisão reflecte a redução ainda mais lenta do actual défice orçamental e um ambiente muito mais difícil de financiamento para o governo e os bancos portugueses” do que o cenário que a Fitch tinha traçado anteriormente, revela a agência de notação financeira num comunicado.

“A deterioração das perspectivas económicas no curto prazo” também contribuiu para esta revisão, bem como para a manutenção do “outlook” em “negativo”.

A Fitch tinha já cortado o “rating” de Portugal este ano. A 24 de Março, reduziu o “rating” em um nível, para AA-, face à classificação de AA que mantinha desde 1998.

A Moody’s e a S&P colocaram recentemente o “rating” de Portugal em vigilância com implicações negativas, indicando que poderão descer a classificação da dívida soberana do país.

A agência de notação financeira salienta que o objectivo de défice orçamental de 7,3% do produto interno bruto (PIB) deverá ser alcançado, em parte devido a uma medida extraordinária que ajudará a ajustar o défice, referindo-se à transferência do fundo de pensões da Portugal Telecom.

“Consequentemente, os ajustes orçamentais estruturais para 2011 – equivalentes a quase 4% do PIB – serão extremamente desafiantes, especialmente, se, tal como a Fitch espera, a economia caia numa Recessão no próximo ano”, alerta a agência.

Podem ser precisas novas medidas de consolidação

A Fitch realça que por estas questões, o Governo vai ter desafios acentuados para conseguir atingir os seus objectivos nos próximos anos e poderá ter de implementar mais medidas.

“As medidas orçamentais, nomeadamente o corte de 5% dos gastos médios com os salários da função pública, em conjunto com o congelamento das reformas para fortalecer o controlo da despesa, demonstram o forte compromisso político em atingir o objectivo de 4,6% de défice orçamental em 2011”, refere.

Contudo, “há pouca margem para deslizes no programa de consolidação orçamental e podem ser necessárias medidas adicionais” para que as metas orçamentais sejam alcançadas.

Portugal não pode falhar meta orçamental de 2011

“Falhar a meta orçamental e o défice estrutural de 2011 vai desgastar a confiança no médio prazo sobre a sustentabilidade das contas públicas” e isso poderá significar que a actual notação financeira de Portugal não é a correcta.

Se o Governo não conseguir cumprir com as metas a que se comprometeu isso deverá representa uma nova revisão do “rating” para a República, e é esse cenário que está expresso na manutenção do “outlook” em “negativo”.

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