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Fitch diz que PT está com confiança excessiva no potencial da Vivo

A agência de notação financeira reiterou hoje o "rating" de "BBB" para a dívida da Portugal Telecom (PT), considerando que o "spin off" vai retirar da empresa "um dos poucos activos de crescimento que resta no grupo". Sobre as últimas declarações de Grana

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 05 de Março de 2007 às 18:29
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A agência de notação financeira reiterou hoje o "rating" de "BBB" para a dívida da Portugal Telecom (PT), considerando que o "spin off" vai retirar da empresa "um dos poucos activos de crescimento que resta no grupo". Sobre as últimas declarações de Granadeiro, diz que a PT estará a confiar em demasia na capacidade de criação de valor da Vivo.

Numa nota publicada hoje, a agência Fitch diz que a qualidade da dívida da Portugal Telecom (PT) [PTC] deixou de estar em observação, mas reiterou a classificação de "BBB" para a dívida de longo prazo, com um "outlook" (perspectivas futuras) negativo.

Os analistas da agência justiçam este "outlook" com a maior concorrência que a PT deverá enfrentar no futuro, quer no mercado doméstico quer na arena internacional.

"O esperado ‘spin-off’ da PT Multimédia vai deixar a PT sem um dos poucos activos de crescimento que resta no grupo" e ambas as empresas vão passar a concorrer entre si "no segmento fixo, num mercado de voz difícil".

Sobre a Vivo, a operadora de telecomunicações controlada em 63% pela Brasilcel, a Fitch diz que continua a acreditar que "a excessiva confiança da PT neste activo para o crescimento futuro poderá ser um risco para o grupo".

A Brasilcel é uma "joint venture" detida em partes iguais pela PT e pela Telefónica.

Isto porque, a apreciação do real ajudou a disfarçar o "pobre desempenho" da Vivo em 2006, ano em que o grupo contribuiu positivamente para as receitas do grupo.

Sobre as recentes declarações de Henrique Granadeiro, que tal como a Telefónica deu indicações de querer ficar com o controlo da operadora brasileira, a Fitch alerta que a compra de 50% da Brasilcel irá "ter um impacto de pressão sobre a qualidade de dívida" da PT.

O pacote de dividendos que a PT propôs para o período de 2006 a 2009 e o impacto, ainda incerto, na dívida da empresa, é outro dos factores que ajuda a explicar o actual "outlook" (perspectivas futuras) negativo.

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