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Forte descida do BCP mantém PSI-20 na liderança das perdas na Europa

A bolsa nacional perde mais de 1%, pressionada pelo BCP, que regista perdas superiores a 8%. Na Europa, os principais índices também seguem no vermelho, depois do fracasso da reunião em Doha.

Bruno Simão/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 18 de Abril de 2016 às 11:06
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A bolsa nacional negoceia em terreno negativo esta segunda-feira, 18 de Abril, pela segunda sessão consecutiva, com o PSI-20 a deslizar 1,23% para 4.957,65 pontos. Das 18 cotadas que formam o principal índice nacional, 14 estão em queda, três em alta e uma inalterada.

Lisboa lidera as perdas na Europa, numa altura em que os principais índices registam descidas inferiores a 0,5%, pressionados pelas empresas do sector da energia. Esta evolução acontece depois de o encontro em Doha ter terminado sem um acordo para congelar a produção de petróleo, levando a matéria-prima a registar fortes quedas nos mercados internacionais.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desce 0,29% para 341,78 pontos. O alemão DAX cai 0,25%, o britânico Footsie desliza 0,25% e o francês CAC40 perde 0,45%.

Na bolsa nacional, o BCP é a cotada que mais pressiona o PSI-20 com uma desvalorização de 8,29% para 3,43 cêntimos. As acções do banco liderado por Nuno Amado reagem assim à ausência de acordo entre o CaixaBank e Isabel dos Santos para resolver a exposição do BPI ao mercado angolano.

Uma semana depois de ter anunciado um entendimento entre os seus dois maiores accionistas para resolver a sobreexposição do BPI a Angola, o banco liderado por Fernando Ulrich anunciou que afinal o acordo "ficou sem efeito".

Esta manhã, os espanhóis confirmaram o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição sobre o BPI – de 1,113 por acção - uma operação que está condicionada à eliminação do limite de direitos de voto no banco português. Os títulos do BPI continuam suspensos de negociação.

Na energia, a REN cai 3,16% para 2,731 euros, a EDP Renováveis perde 0,24% para 6,55 euros e a EDP desliza 0,10% para 2,947 euros. Segundo informação enviada ao regulador, a eléctrica liderada por António Mexia "acordou hoje a venda de 700 milhões de euros do défice tarifário de 2015, relativo ao sobrecusto com a produção em regime especial".

A Galp Energia contraria a tendência com uma valorização de 0,52% para 11,61 euros.

No retalho, a Jerónimo Martins recua 0,68% para 14,655 euros e a Sonae desvaloriza 1% para 99,3 cêntimos.

Do lado das subidas destacam-se os títulos da Pharol, que disparam 7,97% para 14,9 cêntimos, e a Sonae Capital, que ganha 2,05% para 69,6 cêntimos, o valor mais alto desde Fevereiro de 2010. 

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