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Fortes ganhos no BCP e EDP conduzem PSI-20 a subida de 1,47% (act)

A bolsa nacional, que está a subir há 10 semanas seguidas, fechou a valorizar pela quinta sessão consecutiva, renovando máximos desde Junho de 2001, graças à forte valorização das acções da EDP e do Banco Comercial Português. Num dia em que foram negociad

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 09 de Janeiro de 2006 às 16:59
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A bolsa nacional, que está a subir há 10 semanas seguidas, fechou a valorizar pela quinta sessão consecutiva, renovando máximos desde Junho de 2001, graças à forte valorização das acções da EDP e do Banco Comercial Português. Num dia em que foram negociados quase 300 milhões de euros, o PSI-20 subiu 1,47%, com cinco cotadas a atingir máximos.

O PSI-20 [psi20] terminou o dia nos 8.903,19 pontos, com 16 títulos a subirem e os restantes quatro inalterados. O índice atingiu um máximo de quatro anos e meio nos 8.920,25 pontos, numa sessão em que o forte optimismo de início de ano voltou a centrar atenções.

Apesar de as bolsas europeias terem fechado sem tendência, o PSI-20 subiu pela quinta sessão consecutiva, sendo que, em 2006, apenas por uma vez fechou em queda. Na sexta-feira o índice tinha concluído a décima semana consecutiva de subidas, o ciclo de ganhos mais longo desde 1997, e apesar disso os analistas continuam optimistas com as perspectivas para a praça portuguesa.

EDP em destaque

A Energias de Portugal [edp] continua a ser o título que mais anima a bolsa, com as mudanças na estrutura accionista da eléctrica a atraírem os investidores. A notícia de que a Iberdrola quer 10% da EDP e que a CajAstur está disponível para reforçar no capital da companhia levaram as acções da empresa a apreciarem 2,55%, para os 2,82 euros.

Os títulos, que nunca fecharam em queda este ano, fixaram um novo recorde desde 2001 nos 2,88 euros. A ajudar a esta «performance» esteve também a publicação de um estudo do Citigroup, que englobou a EDP na lista das cinco «utilities» preferidas da Europa. O banco de investimento recomenda «comprar» acções da EDP, com um preço-alvo de 3 euros, e acredita que a tendência de alta dos títulos se vai manter ao longo de 2006, pois as notícias positivas não estão ainda todas reflectidas na cotação das acções.

Mas foi o BCP [BCP] quem mais impulsionou o índice na sessão de hoje, com uma valorização de 3,48% para os 2,38 euros. O maior banco privado português, que controla mais de 5% da EDP, esteve a corrigir das queda das últimas sessões, quando foi penalizado pela admissão de mais 330 milhões de acções, resultantes de um aumento de capital.

O terceiro peso-pesado da bolsa nacional, a Portugal Telecom [ptc], também ajudou à «performance» positiva da bolsa. Apesar de ter estado grande parte da sessão em queda, a PT fechou o dia a subir 0,23% para os 8,76 euros, com os analistas a aplaudirem as alterações nos pelouros dos administradores da companhia.

Máximos

Para além da eléctrica, mais outras quatro cotadas na bolsa nacional atingiram máximos na sessão de hoje, um facto que se tem acentuado ao longo das últimas sessões. A Sonae SGPS subiu 0,83% para 1,22 euros, depois de ter tocado num máximo desde 2000 nos 1,23 euros. A empresa de Belmiro de Azevedo continua a vender activos, tendo anunciado a alienação de 50% da posição em dois centros comerciais em Portugal: no Seixal e na Covilhã.

A Semapa [sema], uma das acções preferidas pelos gestores de fundos, disparou 3,83% para os 7,32 euros, tendo fixado um máximo histórico nos 7,35 euros. O BPI emitiu um preço-alvo de 8,60 euros para a «holding» liderada por Pedro Queiroz Pereira.

A Cimpor [cimp] subiu 1,27% para os 4,79 euros, fixando nos 4,80 euros o valor mais elevado desde Julho de 2001, e Banif [banin] apreciou 1,56% para os 17,58 euros, depois de ter transaccionado nos 17,86 euros, o valor mais elevado de sempre.

Liquidez em alta

A EDP, para além de estimular a subida do índice, também é uma das principais responsáveis pela forte liquidez que a bolsa regista neste início de ano. Transaccionou mais de 40 milhões de acções, elevando a liquidez das 20 cotadas no índice para 293 milhões de euros.

Nota ainda para a forte liquidez da Sonae SGPS (24 milhões de acções) e da Pararede, que avançou 3,33% para 0,31 euros, com 24 milhões de títulos transaccionados.

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