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Fortes subidas do BCP e do BPI não evitam queda da bolsa portuguesa

A bolsa portuguesa contrariou os ganhos da principais praças europeias e nem as fortes subidas do Banco Comercial Português e do BPI impediram a queda do principal índice nacional. O PSI-20 recuou 0,12% prejudicado pelo desempenho da Energias de Portugal

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 20 de Novembro de 2007 às 16:45
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A bolsa portuguesa contrariou os ganhos da principais praças europeias e nem as fortes subidas do Banco Comercial Português e do BPI impediram a queda do principal índice nacional. O PSI-20 recuou 0,12% prejudicado pelo desempenho da Energias de Portugal e da Brisa. A PT Multmédia fechou em alta pela primeira vez em oito sessões.

O principal índice da bolsa nacional [psi20] negociou nos 12.885,29 pontos com 11 títulos em queda, sete em alta e dois inalterados. A maioria dos mercados europeus está a ganhar mais de 1%, a recuperar da queda superior a 1% registada na sessão de ontem.

Na praças portuguesa, os títulos da Energias de Portugal [edp] e da Brisa [brisa] foram os que mais pressionaram. A eléctrica perdeu 1,73% para os 4,54 euros e a concessionária de auto-estradas caiu 1,98% para os 9,89 euros.

O BPI reviu hoje em baixa o preço-alvo para as acções da Brisa de 11,80 euros para os 11,60 euros. O banco de investimento justifica esta revisão com o facto da empresa não ter apresentado novidades em relação aos principais catalizadores das acções.

Ainda assim, a concessionária de auto-estradas continua a ser "uma das apostas preferidas" num cenário de recuperação económica e face ao recente aumento de volatilidade dos mercados, isto devido ao "perfil conservador" e a uma série de potenciais catalizadores das acções, avança do BPI.

A liderar as perdas esteve ainda o BES [BESNN], com uma queda de 0,51% para os 15,50 euros e a Jerónimo Martins [jmar], que recuou 2,24% para os 5,23 euros, a corrigir do ganho superior a 3% registado na sessão de ontem.

A impedir maiores perdas na bolsa nacional esteve o Banco Comercial Português [bcp]. O banco liderado por Filipe Pinhal encerrou a sessão a ganhar 1,64% para os 3,09 euros, com mais de 19 milhões de títulos negociados. Os títulos do BPI [bpin] subiram 2,41% para os 5,52 euros, com ambos os títulos a acompanharem o sector europeu e a recuperar das quedas dos últimos dias.

A Sonae SGPS [son] ganhou1,52% para os 2 euros. A edição de hoje do Jornal de Negócios noticia que a Autoridade da Concorrência (AdC) deverá forçar a Sonae a alterar o formato, de alimentar para não alimentar, de quatro dos 12 hipermercados adquiridos ao grupo Carrefour. Os hipermercados em causa são o de Telheiras, Loures, Portimão e Coimbra.

A PT Multimédia inverteu a tendência de queda das últimas sessões, conseguindo mesmo fechar em alta pela primeira vez em oito dias. Os títulos somaram 1,16% para 8,74 euros, com 1,6 milhões de acções transaccionadas, recuperando dos mínimos desde 2005 obtidos após a realização do "spin off" da PT.

A Galp Energia [galp pl] subiu 0,29% para os 14,05 euros, no dia em que a petrolífera vai assinar com a Petróleos da Venezuela um acordo de cooperação estratégica na área do gás natural liquefeito.

No sector da construção, a Mota-Engil [egl] perdeu 1,51% para os 5,22 euros e a Semapa [sema] recuou 3,31% para os 9,93 euros. A Soares da Costa [sco] subiu 0,94% para os 2,15 euros.

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