Mercados "Fraude do CEO" lesa empresas em mais de 2 mil milhões de dólares

"Fraude do CEO" lesa empresas em mais de 2 mil milhões de dólares

O esquema que consiste em imitar a conta de email do presidente executivo para levar os funcionários a transferir quantias elevadas da empresa já custou 1,8 mil milhões de euros a mais de 12 mil vítimas, relata o Financial Times.
"Fraude do CEO" lesa empresas em mais de 2 mil milhões de dólares
Vera Ramalhete 25 de fevereiro de 2016 às 11:15

Os Estados Unidos estão a investigar um esquema fraudulento que, imitando a conta de email dos presidentes executivos, lesou empresas em todo o mundo em mais de 2 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros), relata o Financial Times (FT).

O esquema, que é conhecido como "a fraude do CEO" ou "email do CEO", consiste no envio de um email para um trabalhador de uma empresa, através de uma conta que imita a do presidente-executivo (CEO), dando ordens para transferir uma quantia elevada para uma conta bancária "off-shore" - principalmente na Ásia ou África, diz o FT.

Segundo as autoridades norte-americanas, em média os funcionários enviam cerca de 120 mil dólares, e algumas empresas perderam mais de 90 milhões de dólares. Apenas nos últimos seis meses, as empresas perderam 800 milhões de dólares, que somam aos cerca de 1,2 mil milhões de dólares contabilizados desde Outubro de 2013 a Agosto de 2015.

O crescimento dos esquemas de fraudes por email reflectem a facilidade da sua aplicação, comenta o director da unidade de lavagem de dinheiro do FBI. "É simples, só é preciso um computador", disse James Barnacle, ao FT.

Apesar de a investigação estar a decorrer nos Estados Unidos, este é um esquema global, envolvendo 108 países e mais de 12 mil vítimas, indica o FT. A BBC avançou recentemente números mais elevados de vítimas, ainda que envolvendo quantias menores. Apenas em França, mais de 15 mil empresas, incluindo a Michelin, a KPMG e a Nestlé, foram enganadas neste esquema, com perdas em torno dos 465 milhões de euros desde 2010, contabilizava a BBC.

O jornal britânico relata o exemplo de uma empresa de média dimensão francesa, Etna Industrie, em que o contabilista foi contacto através de um email falso que imitava o da presidente executivo, indicando que era necessário fazer uma transacção confidencial urgente para comprar uma empresa no Chipre. Em menos de uma hora, a empresa tinha transferido 500 mil euros para contas estrangeiras inadvertidamente, que conseguiu entretanto recuperar. 




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