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FTC desdiz acusação à Herbalife e acções recuperam

A empresa que Bill Ackman acusou de ser um esquema em pirâmide disfarçado de empresa de vendas directas recuperou das perdas, depois de a FTC ter corrigido o conteúdo de um comunicado enviado ao “New York Post”.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2013 às 14:22
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As acções da Herbalife encerraram a sessão de segunda-feira a valorizarem 1,34% para 35,54 dólares, depois de terem chegado a desvalorizar 12% para 30,84 dólares. A volatilidade dos títulos foi justificada pelas notícias em torno do ataque à legitimidade do modelo de negócio da empresa que vende suplementos alimentares.

 

O “New York Post” recebeu, num pedido feito ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação, 192 queixas feitas junto da Comissão do Comércio Federal (FTC, na sigla inglesa) e noticiou que tinha sido aberta uma investigação sobre a empresa.

 

Em causa estava reserva sobre a divulgação de algumas queixas que, segundo a FTC, estavam relacionadas com uma investigação em curso sobre a Herbalife. A notícia levou as acções a afundar, dando crédito à tese do investidor Bill Ackman, que acuda retalhista de suplementos de ser um esquema em pirâmide disfarçado através de complexos incentivos.

 

Mais tarde, a FTC disse que as queixas que não foram divulgadas estão protegidas por um dever de sigilo sobre queixas feitas a partir do estrangeiro para os Estados Unidos e não estava em causa qualquer investigação. A notícia divulgada durante a sessão bolsista, levou os títulos a recuperar e a subir 1,34% na sessão.

 

A notícia avançada pelo “New York Post” veio contribuir para a saga iniciada por Bill Ackman. O gestor de fundos defendeu, numa apresentação que teve lugar no dia 20 de Dezembro, que a Herbalife é um esquema em pirâmide disfarçado através de um sistema complexo de incentivos, que se reflectem em artifícios contabilísticos.

 

A Pershing Square Capital, de Bill Ackman, apostou mil milhões de dólares na desvalorização das acções. A posição foi divulgada na ocasião em que o investidor apresentou os argumentos contra a empresa. No dia 31 de Janeiro, segundo o “New York Post”, a gestora de fundos estava a ganhar 260 milhões de dólares com a sua aposta na queda das acções.

 

Bill Ackman defende que o modelo de negócio da Herbalife disfarça um esquema em pirâmide e que, quando as autoridade analisarem a empresa e concordarem com o seu diagnóstico, o valor das acções vai ser nulo. A FTC diz que um esquema em pirâmide é aquele em que os seus membros derivam a maior parte dos seus ganhos com o recrutamento de novos membros, ao invés de com a venda de bens ou serviços.

 

O investidor citou ainda a lei norte-americana para lembrar por que são os esquemas em pirâmide ilegais: “os esquemas em pirâmide são, inerentemente, fraudulentos por que têm de acabar por colapsar”. Os poucos que se encontram no topo da pirâmide “podem fazer dinheiro mas têm de acabar por desapontar os que estão na base, que não conseguem encontrar novos membros”. 

 

(Actualização às 12h20 de dia 6 de Fevereiro: Acrescenta comunicado da Herbalife em documentos para Download.)

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