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Fuga de informação foi evidente na OPA de BCP sobre BPI

O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) considerou evidente a fuga de informação na OPA do BCP sobre o BPI, referindo a existência de várias coincidências.

Negócios negocios@negocios.pt 03 de Maio de 2006 às 07:57
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O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) considerou evidente a fuga de informação na OPA do BCP sobre o BPI, referindo a existência de várias coincidências.

«A fuga de informação foi evidente, não vale a pena especular», disse Carlos Tavares, segundo a Lusa. O presidente da CMVM falava na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças e respondendo a questões dos deputados Hugo Velosa (PSD) e Francisco Louça (Bloco Esquerda).

O presidente da entidade reguladora disse que «há várias coincidências que demonstram que houve conhecimento prévio de informação por quem não era suposto». «É uma situação muito grave», salientou.

Actualmente, a CMVM tem em curso um processo de investigação neste âmbito.

Ainda no âmbito da mesma Oferta Pública de Aquisição (OPA), Francisco Louça levantou uma questão sobre um programa de "stock options" do BCP iniciado recentemente e que, referiu o deputado do Bloco de Esquerda, dá direito aos quadros superiores do banco de adquirirem acções do BCP a 1,26 euros.

Louça questionou o pedido de registo do programa numa data próxima à do lançamento da OPA, aludindo a possíveis ganhos que poderão ter sido obtidos pelos quadros do BCP decorrentes de uma valorização das acções nessa altura.

Na resposta, Carlos Tavares disse que era a primeira vez que estava a ouvir falar deste assunto e acrescentou que não é líquido que exista uma subida das acções, sublinhando que desde o anúncio preliminar da OPA a 13 de Março e até 28 de Abril as acções do BCP desceram 4,35 por cento.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da entidade reguladora escusou-se a fazer comentários sobre o assunto, referindo apenas que a CMVM vai acompanhando o que se passa no mercado.

No âmbito da Directiva das OPA, o presidente da entidade reguladora referiu que o prazo de transposição (20 Maio) poderá ser "ligeiramente ultrapassado".

Relativamente ao relatório de 2005 da CMVM, Carlos Tavares esclareceu, em resposta a Hugo Velosa, que o mesmo está pronto e que já foi entregue à Ministério das Finanças.

Quanto à Euronext Lisboa, o presidente da entidade reguladora mostrou-se preocupado com os efeitos de uma possível consolidação europeia envolvendo o grupo Euronext (que detém ainda os mercados de Amesterdão, Bruxelas e Paris e a Euronext.liffe).

«Esperamos que não se perca o carácter federal da Euronext» e que não fiquem em risco os mercados nacionais que integram o grupo, disse Carlos Tavares.

 

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