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Fundos de acções nacionais reforçam no BCP e BES

Apesar de registarem valorizações expressivas em 2013, fundos ficaram aquém do índice em Agosto

18 - Nuno Amado, BCP. 0,18%
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 08 de Setembro de 2013 às 22:00

Os fundos de acções nacionais voltaram a reforçar a aposta no sector financeiro, perante a expectativa de que uma estabilização da economia portuguesa sustente uma recuperação dos títulos do sector. O BCP voltou a tornar-se a maior participação nas carteiras dos fundos, que encerraram o mês de Agosto com uma valorização inferior à do índice. Subiram menos de 1%.

O BCP foi o título onde os gestores mais reforçaram a aposta no último mês. A exposição ao banco aumentou de 6,63%, para 9,43% do património, segundo os valores referentes às carteiras divulgados no "site" da CMVM. Também o BES viu a sua representatividade no investimento dos fundos reforçada. A alocação à instituição subiu 0,7 pontos percentuais para 5,10%.

O sector financeiro tem sido uma das principais apostas dos gestores de acções nacionais nos últimos meses, com os responsáveis confiantes numa recuperação nos bancos portugueses. Juntos, BCP, BES e BPI captam cerca de 20% do capital destes produtos.

A estabilização dos juros do país, apesar da subida registada na última semana ("yields" a 10 anos superaram barreira dos 7%), e as perspectivas de recuperação da economia justificam o optimismo para os títulos da banca, que foram severamente castigados durante a crise financeira. Os analistas esperam que as entidades possam libertar parte das elevadas provisões realizadas pelo sector, sustentando assim uma subida dos resultados.

Além da banca, a Jerónimo Martins também mereceu a atenção dos gestores, com a retalhista a passar a representar 5,75% das carteiras, face a 4,9% no mês anterior. A dona da cadeia de supermercados Pingo Doce tem estado sob pressão durante o Verão, depois da empresa ter divulgado um abrandamento no crescimento das vendas na Polónia.

Portugueses reforçam investimento

As apostas dos gestores têm-se revelado certeiras nos últimos meses, apesar de os fundos terem encerrado o mês de Agosto com subidas inferiores ao índice. Em 2013, os fundos obtêm retornos que oscilam entre 7% e 12%, desempenhos que têm contribuído para o regresso dos investidores nacionais a estes produtos. Segundo a APFIPP, apenas em Agosto, os investidores nacionais aplicaram 15,7 milhões de euros nestes fundos, elevando para 23,2 milhões de euros o montante acumulado em subscrições líquidas no ano.

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