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Fundos de pensões ainda perdem 14% com a crise

Os fundos de pensões dos países da OCDE já dão sinais de recuperação. De Janeiro a Junho de 2009, geraram retornos médios nominais de 3,5%, o que contrasta com as perdas de 21,4% acumuladas no ano passado.

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 27 de Outubro de 2009 às 00:01
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Os fundos de pensões dos países da OCDE já dão sinais de recuperação. De Janeiro a Junho de 2009, geraram retornos médios nominais de 3,5%, o que contrasta com as perdas de 21,4% acumuladas no ano passado.

Do total de 5,4 biliões de dólares perdidos em 2008, os fundos de pensões já recuperaram, na primeira metade deste ano, 1,5 biliões de dólares (cerca de um bilião de euros), de acordo com um estudo da OCDE divulgado ontem. Contudo, o valor total dos activos dos fundos "ainda está 14% abaixo dos seus níveis de Dezembro de 2007", revela o mesmo documento.

No ano passado, os fundos de pensões portugueses perderam 14,7%, o que, ainda assim, foi melhor que a média ponderada de 21,4% registada pelos membros da OCDE. Este ano recuperam 2,4%, abaixo da média de 3,5%, mas acima dos de países como Espanha, Alemanha, Grécia ou Reino Unido.

Os fundos de pensões da Turquia e da Noruega registam os melhores desempenhos nos primeiros seis meses de 2009, com um retorno de 11,9% e 10,1%, respectivamente. Foi na Irlanda que os fundos foram mais penalizados no ano passado, com perdas de 35%, seguidos dos EUA, que afundaram 24%.

No estudo "Fundos de Pensões em Foco", a OCDE revela que "embora as perdas de investimento sofridas em 2008 ainda estejam bem longe da recuperação total, duas variáveis-chave monitorizadas pelas autoridades - o retorno do investimento e os rácios de financiamento - mostraram uma melhoria significativa na primeira metade de 2009". E embora não tenha os números oficiais do terceiro trimestre, a OCDE, dá sinais positivos: "A recente escalada das bolsas aponta para uma melhoria ainda mais acentuada do desempenho dos fundos de pensões".

Mas para a organização liderada por Angel Gurría "os desafios estruturais que os fundos de pensões enfrentam continuam por resolver". Por isso, defende: é necessária uma reforma da regulação, mitigando os riscos assumidos à medida que as pessoas se aproximam do fim da vida activa; é preciso reforçar a informação disponibilizada por estes produtos; e melhorar a cultura financeira dos cidadãos.

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