Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Fundos soberanos pouco expressivos para serem ameaça política

Os fundos soberanos ganharam protagonismo na actual crise, ao salvarem do colapso financeiro os grandes bancos de Wall Street, como o Citigroup, Merrill Lynch ou Morgan Stanley. As bandeiras do capitalismo ficaram a meia haste com a entrada em força de dinheiro fresco oriundo do mundo árabe e da China, cujos regimes políticos, de pendor totalitarista são contestados e receados no Ocidente.

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 27 de Agosto de 2009 às 00:01
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...
Os fundos soberanos ganharam protagonismo na actual crise, ao salvarem do colapso financeiro os grandes bancos de Wall Street, como o Citigroup, Merrill Lynch ou Morgan Stanley. As bandeiras do capitalismo ficaram a meia haste com a entrada em força de dinheiro fresco oriundo do mundo árabe e da China, cujos regimes políticos, de pendor totalitarista são contestados e receados no Ocidente.

Mais do que a entrada meramente financeira no capital das empresas, teme-se o aumento da influência política no mundo ocidental. Durante a campanha eleitoral dos EUA, o actual presidente Barack Obama mostrava apreensão: "Preocupa-me que estes... fundos soberanos tenham outras motivações que não as meramente de mercado e essa é obviamente uma possibilidade".

Na sequência das intervenções dos fundos soberanos na banca norte-americana, o Congresso dos EUA solicitou um estudo para aferir o nível de desconforto dos países em relação à entrada dos fundos de capitais nas suas empresas. E o resultado foi revelador: Seis em cada 10 países inquiridos expressaram desconforto em relação as fundos.

O presidente francês foi mais longe. Em Outubro de 2008, no período mais crítico da crise financeira, que se seguiu à queda da Lehman Brothers, Nicolas Sarkozy anunciou a criação de um fundo soberano que teria como única missão impedir que a indústria francesa considerada estratégica caísse nas mãos de estrangeiros por se encontrar demasiado fragilizada pela crise. A medida proteccionista foi amplamente criticada pelos líderes europeus. Mas Sarkozy avançou.

logo_empresas
Ver comentários
Outras Notícias