Bolsa Fusões e aquisições em máximos de uma década

Fusões e aquisições em máximos de uma década

Negócios como a fusão da PSA com a Opel, ou o acordo entre a Luxottica e a Essilor animaram a actividade de M&A em 2017.
Fusões e aquisições em máximos de uma década
Patrícia Abreu 22 de março de 2017 às 20:50

Os movimentos de concentração aceleraram nos primeiros meses de 2017. Negócios como a fusão entre a PSA e a Opel, a Luxottica e a Essilor ou, mais recentemente, a fusão entre a unidade da Vodafone na Índia e a Idea Cellular estão a agitar os mercados. E o volume de fusões e aquisições, nos primeiros três meses do ano, está no valor mais elevado desde 2007.

As empresas anunciaram, em 2017, negócios avaliados em 705 mil milhões de dólares, segundo os dados disponibilizados pela Dealogic. Trata-se do volume de M&A mais elevado desde 2007, ano em que, no mesmo período, foram divulgadas operações avaliadas em 903,5 mil milhões de dólares.

À semelhança do que aconteceu nos dois últimos anos – 2015 bateu recordes – os movimentos de fusões e aquisições continuam em níveis elevados, com as companhias a aproveitarem de baixas taxas de juro para crescer através destas operações. Apesar do mercado de obrigações estar a iniciar um ciclo de subidas, muitas empresas continuam determinadas em crescer por esta via.

O sector do petróleo e do gás liderou estes movimentos, com operações avaliadas em 96,7 mil milhões de dólares, um valor recorde. Segundo a Dealogic, o volume de negócios neste sector foi animado por acordos realizados nos EUA e no Canadá. Os sectores da saúde e da tecnologia completam o "ranking" dos três sectores mais activos nos primeiros três meses do ano.

Mais negócios
E a expectativa dos analistas é que estes movimentos continuem a agitar os mercados. "O contexto de maior optimismo em torno da economia dos EUA alimentada pelas expectativas de políticas que favorecem o crescimento, margens de lucro superiores, preços das acções em máximos, disponibilidade de financiamento e um dólar forte, tudo aponta para um regresso das M&A", argumenta o Société Générale.

O banco de investimento defende ainda que um dólar forte cria boas oportunidades para as empresas norte-americanas comprarem companhias no Velho Continente.




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