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Fusões & aquisições atingem recorde de 37,8 mil milhões em Portugal

Portugal ocupa um lugar crónico na cauda da Europa em quase todos os indicadores económicos. Mas no que toca a operações de fusão e aquisição (F&A), o País surge a meio da tabela, à frente de algumas nações habituadas a figurar no topo.

André Veríssimo averissimo@negocios.pt 05 de Janeiro de 2007 às 06:30
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Portugal ocupa um lugar crónico na cauda da Europa em quase todos os indicadores económicos. Mas no que toca a operações de fusão e aquisição (F&A), o País surge a meio da tabela, à frente de algumas nações habituadas a figurar no topo.

De acordo com os dados recolhidos pela Dealogic, foram anunciadas o ano passado 112 operações , no valor de 37,8 mil milhões de dólares (cerca de 29 mil milhões de euros). Um valor recorde, que coloca Portugal no 11º lugar do "ranking" europeu, à frente da Finlândia, Dinamarca ou Bélgica.

Na prática, Portugal acabou por acompanhar a tendência mundial de fortes crescimento nas F&A. No ano passado, estas operações atingiram um recorde de 4,06 biliões de euros em todo o mundo, mais 36% que no ano anterior. Os 37,8 milhões registados em Portugal superam seis vezes o valor do ano passado e são mais do dobro que o montante do ano 2000 (o anterior máximo).

Este crescimento não surpreende, já que durante o ano passado foram lançadas ofertas sobre duas das maiores empresas cotadas portuguesas: a Portugal Telecom e o BPI. Só a oferta pública de aquisição (OPA) da Sonaecom sobre a operadora incumbente vale, segundo os dados da Bloomberg, 14,39 mil milhões de euros. O que equivale a 38% do valor global. Juntando a oferta de 1,18 mil milhões da Sonaecom sobre a PT Multimédia e os 4,33 mil milhões da OPA do BCP sobre o BPI, está encontrado mais de metade do montante referente a 2006.

Mas entre as restantes 109 operações registadas no ano passado existem outros negócios importantes. A terceira maior operação é a aquisição da Amorim Imobiliária pela espannhola Chamartin, por 1.169 milhões de euros. A venda dos 14,268% da EDP na Galp à Amorim Investimentos, por 720 milhões de euros, protagonizou o quinto maior negócio do ano. A aquisição da Celbi à Stora Enso pela Altri, por 428 milhões de euros, foi outra das operações mais marcantes.

Voltando ao mercado de capitais, a OPA da Prisa sobre a Media Capital, no valor de 505 milhões de euros, protagonizou a sexta maior aquisição anunciada em 2006, enquanto a compra da participação de 32% na Soares da Costa pela Investifino e a posterior OPA sobre a construtora lançada pela "holding" de Manuel Fino figuram entre os 20 maiores negócios realizados este ano. Alguns negócios, como a venda da posição da EDP na REN não entram na lista, por não ser ainda conhecido o valor final do negócio.

O Reino Unido liderou o valor das fusões e aquisições na Europa em 2006 com um total de 368 mil milhões de dólares, seguido de Espanha com 189,6 mil milhões. O ano que passou foi também de recordes no "private equity", com 737,5 mil milhões de dólares em todo o mundo. Uma tendência que Portugal não acompanhou com apenas 81 milhões, bem abaixo dos 525 milhões registados em 2005.

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