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Galp cai quase 3% e pressiona bolsa nacional

A bolsa nacional recuou, à semelhança das congéneres europeias, num dia marcado por renovados receios sobre a guerra comercial. A Galp Energia e o setor do papel foram os que mais pesaram, com a Navigator a atingir novos mínimos de dois anos.

Os investidores que prefiram ficar longe do sobe e desce do mercado podem privilegiar uma abordagem mais defensiva. Os fundos multiactivos podem ser uma boa alternativa para quem pretende obter retornos, mas não quer assumir riscos demasiado elevados.

Os fundos multiactivos ajustam-se a praticamente todos os investidores, uma vez que existem produtos com uma estratégia de investimento mais defensiva, equilibrada e agressiva. Apesar da instabilidade registada nos mercados accionistas nas últimas semanas, são os multiactivos agressivos, com maior exposição ao mercado accionista, que apresentam as melhores rendibilidades. Rendem, em média, 0,9% nos últimos três meses. Já os fundos que privilegiam uma estratégia mais equilibrada somam 0,81%, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).

Ao investirem em diversas classes de activos, estes produtos de poupança reduzem o risco resultante de oscilações bruscas nos mercados financeiros. Ou seja, se as bolsas mundiais registarem quedas acentuadas enquanto está a banhos, a exposição a outros activos, como a dívida ou cambial, vai atenuar o efeito negativo das acções na carteira. No entanto, caso os problemas nos mercados aliviem e as bolsas registem subidas elevadas, esses fundos não irão obter retornos tão expressivos.
Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 23 de Maio de 2019 às 16:45
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A bolsa nacional fechou mais uma sessão em queda, acompanhando a tendência que impera no resto da Europa. A marcar o dia continuam as questões geopolíticas, com a guerra comercial entre os EUA e a China a deixar os investidores pessimistas. 

Este contexto, conjugado com um aumento inesperado das reservas de petróleo dos EUA está a ditar uma queda pronunciada do "ouro negro", o que está a afetar o setor petrolífero. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a descer 4,73% para 67,63 dólares.

O principal índice da bolsa nacional fechou assim com uma queda de 0,98% para 5.057,92 pontos, pressionado por 17 ações. Apenas uma cotada conseguiu contrariar a tendência: a REN, ao subir 0,21% para 2,43 euros. 

A Galp esteve entre as cotadas que mais pressionou, ao perder 2,92% para 13,965 euros, acompanhando a tendência do sector, pressionado pela descida abrupta do preço do petróleo.

Destaque também para a Navigator, cujas ações deslizaram 1,59% para 3,35 euros, atingindo um novo mínimo de janeiro de 2017. Mas a ex-Portucel não foi um caso isolado neste desempenho. A Altri perdeu 2,7% para 6,13 euros e a Semapa recuou 1,99% para 12,80 euros.

As quedas foram generalizadas. O BCP recuou 0,12% para 0,2506 euros, a EDP perdeu 0,18% para 3,263 euros e a EDP Renováveis depreciou 0,34% para 8,77 euros. 

No retalho, a Sonae SGPS caiu 1,17% para 0,886 euros enquanto a Jerónimo Martins cedeu 0,63% para 13,415 euros. 

A grande queda da sessão foi protagonizada pela Sonae Capital, com as ações a afundarem 8,32% para 8,015 euros, um desempenho justificado pelo desconto do dividendo que se concretizou esta sessão. A empresa vai distribuir um dividendo de 7,4 cêntimos por ação aos seus acionistas. Se não tivesse feito este ajuste técnico, as ações teriam fechado inalteradas face à última sessão.

(Notícia atualizada às 16:52 com mais informação)

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