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Galp Energia abandona poço Wingat-1 no “offshore” da Namíbia

Segundo a petrolífera, apesar de este poço de exploração conter petróleo, o volume existente não é comercial.

3 - Ferreira de Oliveira, Galp Energia. 17,2%
Negócios 21 de Maio de 2013 às 02:17
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A Galp anunciou que o poço de exploração Wingat-1, na licença de exploração petrolífera (PEL) 23 na bacia de Walvis, no “offshore” da Namíbia, foi concluído e os resultados indicaram a presença de petróleo, embora em volume não comercial.

 

“A perfuração do poço foi iniciada no dia 25 de Março, tendo o poço sido perfurado em lâmina de água de cerca de 1.005 metros e atingido uma profundidade total de 5.000 metros. O poço está a ser fechado e será abandonado”, refere em comunicado à CMVM a petrolífera liderada por Ferreira de Oliveira (na foto).

 

O objectivo principal da perfuração deste poço era testar o potencial de recursos da plataforma carbonática de idade Albiana, que foi penetrada na profundidade planeada, “mas a qualidade do seu reservatório está menos desenvolvida do que se esperava originalmente”, adianta o documento.

 

A perfuração do poço Wingat foi inicialmente planeada para uma profundidade total de 4.127 metros. No entanto, devido ao potencial de perfuração a maior profundidade visando testar a presença de reservatórios turbidíticos e de penetrar e recolher amostras da rocha geradora principal, o consórcio tomou a decisão de ir até uma profundidade final de 5.000 metros. Esta decisão também teve como base o volume crescente de indícios de hidrocarbonetos presentes no poço, que se iniciou nos 1.500 metros de profundidade, diz a Galp.

 

De acordo com a petrolífera nacional, o facto de a rocha geradora se encontrar na janela de petróleo, gerando hidrocarbonetos líquidos de excelente qualidade, confirma o potencial gerador da bacia. “Assim, os resultados do poço Wingat-1 fornecem informações importantes que irão ajudar a calibrar e orientar as próximas acções de exploração na bacia de Walvis”.

 

As rochas geradoras presentes no poço apresentam potencial de carga para outros intervalos de reservatórios de outros prospectos identificados na licença, incluindo o prospecto Murombe, o qual será o próximo a ser perfurado, sublinha a Galp.

 

Recorde-se que o programa de exploração para 2013 no offshore da Namíbia inclui a perfuração de três poços de exploração, dois na PEL 23, Wingat e Murombe, na bacia de Walvis, e um na PEL 24, Moosehead, na bacia de Orange, o qual deverá ser perfurado no final do terceiro trimestre de 2013.

 

A Galp Energia tem uma participação de 14% no consórcio que detém três licenças de exploração petrolífera no offshore da Namíbia, incluindo a PEL 23 na bacia de Walvis, e a PEL 24 e PEL 28 na bacia de Orange, tendo a HRT (operadora) uma participação de 86%, 81% e 77% na PEL 23, PEL 24 e PEL 28, respectivamente.

 

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