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Galp dispara 5% e conduz PSI-20 a maior ciclo de ganhos desde 2007 (act.)

Petrolífera nacional acompanhou a subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais e impulsionou a bolsa portuguesa. As valorizações do BCP e da Zon também pesaram no comportamento positivo de Lisboa. O PSI-20 avança há oito sessões consecutivas e acumula um ganho de 8% no período.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Janeiro de 2012 às 16:46
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A força da Galp Energia foi hoje o grande impulso para a sessão da bolsa de Lisboa. BCP e Zon continuaram em forte alta e também pesaram no comportamento muito positivo da bolsa nacional.

O PSI-20 encerrou a segunda sessão do ano a somar 1,60% para 5.700,94 pontos, contando com 13 cotadas em alta, 6 em queda e uma inalterada. Hoje foi a oitava sessão consecutiva do índice em terreno positivo, um ciclo que não se verificava desde Janeiro de 2007.

Na Europa, o dia também foi de ganhos, com a divulgação de dados positivos da produção industrial na China, na Índia e nos Estados Unidos.

Em Lisboa, foi mesmo a Galp Energia a cotada que mais ditou o desempenho do índice de referência. Os preços do petróleo dispararam 4% nos mercados internacionais, devido a tensões no Irão e aos receios de limites à importação de matéria-prima vinda do segundo maior produtor da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

A notícia impulsionou a petrolífera liderada por Ferreira de Oliveira (na foto), que disparou 5,32% para 12,365 euros, num dia em que foram trocados mais de 1,5 milhões de títulos da empresa, acima da média diária e acima do volume das últimas sessões.

BCP volta a ganhar pela oitava sessão

Em alta esteve novamente o BCP. O banco comandado por Carlos Santos Ferreira continua a ser impulsionado pela expectativa de participações chinesas no seu capital e já está há 10 sessões sem perder. Hoje, a entidade ganhou 4,9% e chegou aos 0,15 euros.

Na banca, o BPI somou 1,64% para 0,496 euros. Já o Banif permaneceu inalterado nos 0,341 euros, enquanto que o BES cedeu terreno, perdendo 0,67% para cotar nos 1,342 euros.

Depois do avanço de 6% de ontem, a Zon Multimédia voltou a ganhar 6,07% e está nos 2,62 euros, dinamizada pelos rumores de consolidação e de reforços accionistas, depois da proposta de desblindagem de estatutos, que irá pôr termo ao limite aos direitos de voto na empresa. A proposta será votada no próximo dia 30 de Janeiro.

No sector das telecomunicações, a Sonaecom continua a ser dinamizada pelo mesmo facto, com os rumores de consolidação. A cotada somou 2,84% e está nos 1,269 euros. Já a Portugal Telecom avançou 1,31% para 4,55 euros.

No retalho, a Jerónimo Martins valorizou 0,77% para 13,125 euros, ao passo que a concorrente Sonae conseguiu apreciar 1,07% para cotar nos 0,473 euros.

Sonae Indústria em alta, EDP Renováveis e REN em queda

Em alta negociou ainda a Sonae Indústria, com a maior valorização do dia. A empresa somou 6,38% para 0,70 euros, respondendo à elevada volatilidade que envolve os mercados em que opera (painéis e madeira, por exemplo) e ainda recuperando do mínimo a que desceu o ano passado.

Na energia, a EDP Renováveis e a REN impediram uma maior desvalorização, ao caírem 0,9% para 4,72 euros e 1,1% para 2,07 euros, respectivamente. A EDP, depois da venda da posição estatal à China Three Gorges, ganhou 0,12% para 2,463 euros. A eléctrica não cede há seis sessões.
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