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Galp e Jerónimo Martins pressionam bolsa nacional

O índice bolsista português mantém-se nesta terça-feira em terreno negativo, pressionado pelo desconto do dividendo da Mota-Engil e da Zon, e pelos pesos pesados Galp e Jerónimo Martins. Esta é a tendência geral em todos os restantes índices da Europa.

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Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 21 de Maio de 2013 às 10:35
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O PSI-20 está a recuar 0,57% para 6.034,46 pontos, com cinco cotadas em alta, 13 em queda e duas inalteradas. Esta é uma tendência generalizada na Europa, com a Galp e a Jerónimo Martins a serem as principais cotadas que pressionam o índice português. A Mota-Engil e a Zon também seguem a perder, fruto da entrada em ex-dividendo. Os investidores aguardam o discurso de Ben Bernanke, marcado para amanhã, perante o Congresso dos EUA.

 

A Galp Energia está a cair 1,08% para 12,40 euros, depois de informar que abandonou a exploração de um poço petrolífero na Namíbia. “A Galp Energia anuncia que o poço de exploração Wingat-1 na licença de exploração petrolífera (PEL) 23 na bacia de Walvis, no offshore da Namíbia, foi concluído e os resultados indicaram a presença de petróleo, embora em volume não comercial”. A empresa adiantou que “o poço está a ser fechado e será abandonado”.

 

Também os pesos pesados Jerónimo Martins e Portugal Telecom estão a pressionar a bolsa nacional com uma queda de 0,96% e 0,62% para 16,955 euros e 3,55 euros, respectivamente. No caso da PT, os analistas que cobrem a avaliação da operadora liderada por Zeinal Bava antecipam que os resultados do primeiro trimestre do ano vão reflectir um período “difícil”, com o corte das terminações e vários factores não recorrentes a penalizarem os resultados.

 

É expectável que as receitas e resultado operacional da PT caiam 10% no primeiro trimestre, e os lucros mais de 50%.

 

A queda do índice português está a ser determinada também pelo ajuste das acções da Mota-Engil e da Zon, que estão a negociar a partir de hoje sem direito ao dividendo. A empresa liderada por Gonçalo Moura Martins recua 1,72% para 2,11 euros, sendo que está a descontar o dividendo de 11 cêntimos. A empresa liderada por Rodrigo Costa também está a descontar o dividendo de 12 cêntimos, e recua 2,89% para 3,36 euros.

 

Somando o dividendo de ambas as empresas à cotação de hoje, a Mota Engil e a Zon encontram-se em terreno positivo.

 

Sem o impacto da distribuição de dividendos por parte das cotadas nacionais, a bolsa de Lisboa apresentaria um retorno de mais de 10% este ano.

 

A impedir uma maior queda do PSI-20 estão a EDP Renováveis e a EDP, que ontem pressionaram a bolsa por estarem a negociar sem direito ao dividendo e que hoje estão a apreciar 1,19% e 0,20% para 4,097 euros e 2,479 euros, respectivamente.

 

Na banca, o BES recua 1,48% para 0,798 euros, o BCP negoceia inalterado nos 0,106 euros, e o BPI perde 1,18% para 1,086 euros.

 

Nota: No dia em que uma cotada passa a negociar em bolsa sem direito ao dividendo, as acções sofrem um ajuste correspondente ao valor da remuneração. Esta descida de valor afecta o comportamento do índice em que a cotada está integrada, pelo que o Negócios noticia a variação real das acções e não a verificada após o ajuste do dividendo. Serve esta nota para esclarecer os leitores do Negócios, que têm levantado diversas dúvidas sobre esta matéria.

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