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Galp Energia, INETI e Algafuel produzem biomassa e biocombustíveis

A Galp Energia assinou hoje uma parceria com o Instituto Nacional de Engenharia Tecnologia e Inovação (INETI) e a empresa Algafuel para a constituição de um consórcio que vai desenvolver um projecto de produção de biomassa e biocombustíveis a partir da cu

Negócios negocios@negocios.pt 13 de Março de 2008 às 16:35
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A Galp Energia assinou hoje uma parceria com o Instituto Nacional de Engenharia Tecnologia e Inovação (INETI) e a empresa Algafuel para a constituição de um consórcio que vai desenvolver um projecto de produção de biomassa e biocombustíveis a partir da cultura de microalgas e da respectiva sequestração de CO2.

O objectivo deste projecto é o desenvolvimento e implementação de uma unidade protótipo de produção de biomassa de microalgas e produção de óleo vegetal, com base na captura de gases de combustão, a ser instalada na refinaria de Sines da Galp, anunciou a petrolífera em comunicado.

"A utilização das microalgas reforça a aposta da Galp Energia numa fonte de energia sustentável que permite a transformação do CO2 em matéria-prima aplicável na produção de biocombustíveis, sendo a sua eficiência no consumo deste gás dezenas de vezes superior à das plantas terrestres", salienta o documento.

O projecto resultante do consórcio conta ainda com a participação de cientistas, podendo levar à formação de um "cluster" nas áreas das soluções de produção sustentável de biocombustíveis, que seja competitivo a nível internacional, refere a Galp.

As microalgas, regularmente conhecidas por plâncton, são plantas unicelulares com um ciclo de vida rápido, o que permite uma selecção eficaz das estirpes com melhor desempenho, conseguindo domesticar-se uma espécie num espaço de tempo relativamente curto. Cada tonelada de microalgas produzida consome pelo menos duas toneladas de CO2, tendo ainda uma capacidade de acumulação intracelular de lípidos que pode atingir 60-70% do seu peso seco.

O recurso às microalgas para a produção de biocombustível visa a diversificação das fontes de energia, apresentando ao mercado novas soluções que privilegiem o combate às emissões de gases poluentes. "Num contexto onde as questões ambientais assumem um protagonismo cada vez maior, esta abordagem poderá ser um ponto fulcral para viabilizar ou optimizar unidades de produção industrial cuja actividade seja condicionada pelas emissões de CO2 ou Nox", salienta ainda o comunicado da Galp.

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