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Ganhos superiores a 1% da PT e BPI levam bolsa a acompanhar Europa (act)

A bolsa nacional, depois de ter estado em queda durante a maior parte da sessão, acabou por inverter a tendência graças às subidas de mais de 1% da Portugal Telecom e do Banco BPI. O PSI-20 avançou 0,10%, acompanhando os principais índices europeus, com

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 16 de Janeiro de 2006 às 17:25
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A bolsa nacional, depois de ter estado em queda durante a maior parte da sessão, acabou por inverter a tendência graças às subidas de mais de 1% da Portugal Telecom e do Banco BPI. O PSI-20 avançou 0,10%, acompanhando os principais índices europeus, com a Energias de Portugal a travar maiores ganhos.

O principal índice da bolsa nacional cotou nos 8.919,12 pontos com 11 acções a subir, seis em queda e três inalteradas, numa sessão uma vez mais pautada pela liquidez elevada, com 108,7 milhões de euros transaccionados. Há dez sessões que se regista um volume acima dos 100 milhões de euros nos negócios com as 20 maiores cotadas.

Na Europa, as bolsas também fecharam a subir, impulsionadas pelo sector petrolífero, numa sessão em que o «brent» somou mais de 1%.

Em Portugal, a maior operadora de telecomunicações portuguesa [ptc] valorizou 1,41%, o que juntamente com o ganho de 1,23% para os 4,10 euros do Banco BPI [bpin] contribuiu para a subida do PSI-20.

A PT ganhou pela segunda sessão consecutiva, a beneficiar do facto do banco de investimento norte-americano Citigroup ter aumentado o preço-alvo para as suas acções em 25% para os 10,50 euros, recomendando aos clientes a compra do título.

Já a instituição bancária presidida por Fernando Ulrich valorizou no dia em que o UBS melhorou o preço-alvo para as suas  acções, de 4,30 para os 4,70 euros, prevendo um crescimento de 14,9% dos lucros de 2005. O analista Ignacio Sanz prevê que a 26 de Janeiro o banco venha a anunciar lucros de 221 milhões de euros.

A restante banca fechou estável, com o Banco Comercial Português [bcp] a cotar nos 2,40 euros e com o Banco Espírito Santo [besnn] a valer 13,65 euros.

A Sonae SGPS [son] também impulsionou com um ganho de 1,64% para os 1,24 euros, bem como a Cimpor que avançou 0,21% para os 4,82 euros.

A Energias de Portugal [edp] foi o título responsável pelo facto do PSI-20 não ter subido mais. A eléctrica caiu 1,42% para os 2,78 euros, depois de nas duas sessões anteriores ter registado ganhos superiores a 1%. A PT Multimédia [ptm] contrariou a casa-mãe com uma queda de 0,41% para os 9,73 euros.

Segundo o «Diário de Bolsa» do BPI. «a PTM, tal como outras acções do seu sector (Impresa, Cofina, etc), não têm beneficiado do fluxo de fundos que tem afluído ao mercado nacional. As estimativas para o mercado publicitário apontam para um crescimento de apenas 2% e têm sido o principal travão a uma maior performance deste sector. A tendência técnica de curto prazo é ligeiramente positiva, mas só um fecho superior a 9,88 euros implicaria um movimento de alta mais duradouro».

A Impresa  subiu 1,41% para os 5,05 euros e a Cofina [cofi] valorizou 0,98% para os 3,08 euros.

A Cofina anunciou na sexta-feira, após o fecho do mercado, que adquiriu 5,7% da Avanzit, uma empresa de tecnologia, media e telecomunicações espanhola. Esta aquisição enquadra-se na política da Cofina, que elegeu Espanha como um dos mercados preferenciais para o seu desenvolvimento, anunciou a empresa em comunicado. Os analistas aplaudiram na generalidade esta aquisição e a empresa liderada por Paulo Fernandes chegou a subir mais de 1% durante a sessão.

Quem também subiu foi a Jerónimo Martins [jmar], que encerrou com ganhos de 0,30% para os 13,18 euros, depois de ter renovado máximos de 2000 nos 13,25 euros. A retalhista beneficiou do facto de ter anunciado que as suas receitas subiram 9,4% para os 3,823 mil milhões de euros em 2005, o que ficou em linha com as estimativas da generalidade dos analistas.

 

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