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Gaspar: "Não faz sentido apresentar um calendário" de regresso aos mercados

O ministro das Finanças diz que o regresso aos mercados não está programado mas também não é programável. E exemplifica com a Irlanda, que não tem um calendário de regresso aos mercados.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 26 de Outubro de 2012 às 13:24
Portugal já não vai regressar aos mercados a 23 de Setembro de 2013, ao contrário do que tinha sido anunciado por Vítor Gaspar em Março deste ano e confirmado a 11 de Setembro último. Depois de o Orçamento do Estado para 2013 não contemplar qualquer emissão de Obrigações do Tesouro, Vítor Gaspar vem agora reconhecer que não faz sentido usar um calendário para regressar aos mercados.

"Num processo com este tipo de dificuldade, não faz sentido apresentar um calendário. O calendário que foi anunciado é das operações que foram programadas", sublinhou Gaspar, em resposta a uma questão do deputado João Galamba, do PS. "O calendário que foi anunciado é das operações que estão programadas. O que lhe estou a dizer é que estas operações não estão programadas e não são programáveis", esclareceu Gaspar.

Para se defender, Gaspar usa o exemplo irlandês. "Não há qualquer espécie de dúvida que a Irlanda tem um processo bem sucedido de regresso aos mercados" e em Dublin "esse calendário não existe". O ministro das Finanças entende que "o regresso aos mercados não está dependente de um calendário", e que "é um processo gradual que tem decorrido, em 2012, mais rapidamente do que estava previsto", e "continuará a ser operado da mesma forma".

Quer o ministro quer o líder do IGCP já assumiram que terá de haver outras formas de financiar o Estado, eventualmente com a criação de novos produtos. Parte da dívida que vencia em Setembro de 2013 foi alvo de um prolongamento de maturidades.
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