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Gestão do fundo soberano norueguês pode ter de sair do banco central

O fundo soberano da Noruega, que tem direitos de voto em 23 empresas portuguesas, está a tomar uma dimensão que pode obrigar a sua gestão a sair do banco central do país. O património resultante da exploração de petróleo no país já supera os 600 mil milhões de euros.

Bloomberg
Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2014 às 21:07
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Um relatório independente exprimiu preocupação com a actual gestão do fundo de património soberano da Noruega, por este ser gerido pela autoridade que é responsável pela coroa norueguesa.

 

O Norges Bank, que determina as taxas de juro no país e gere património no valor de 5,1 biliões de coroas (cerca de 614 mil milhões de euros), poderá ter problemas em cumprir na plenitude as suas funções num período de crise, conclui um relatório elaborado por três conselheiros.

 

Com mais de cinco biliões de coroas “investidos num conjunto complexo de activos, estamos preocupados com o risco de que a administração fique sobrecarregada”, diz o relatório do gestor de fundos Knut Anton Mork e dos professores Xavier Freixas e Pompeu Fabra, citado pela Bloomberg.

 

Ainda que não existam sinais de que já tenha havido “problemas específicos até aqui, ficámos preocupados com a capacidade de reacção da administração para agir de forma decisiva durante uma crise internacional”, referem os especialistas. Numa destas situações, é requerida “atenção particular à gestão de fundos e à política monetária ao mesmo tempo, incluindo a sua função de credor de último recurso”, acrescentam.

 

O fundo do Norges Bank detém direitos de voto nas 19 cotadas que integram actualmente o PSI-20, segundo o site do banco central, e ainda na Brisa, Cimpor, Martifer e Ibersol. Além disso, detém obrigações das empresas públicas Caixa Geral de Depósitos, Refer e CP - Comboios de Portugal.

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