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Gestores de fundos desinvestem no BCP em Julho

O BCP deixou de ser a principal aposta dos gestores de fundos nacionais na bolsa de Lisboa. A Nos e a Sonae SGPS recolhem a preferência dos especialistas.

Pedro Elias/Negócios
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 13 de Agosto de 2015 às 15:19
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As gestoras portuguesas reduziram a exposição às acções do BCP no último mês. O banco, tradicionalmente uma das maiores apostas dos fundos, deixou de liderar as participações em Julho, passando a ser a quarta posição nas carteiras.

Os fundos de investimento nacionais mantinham, no final de Julho, 18,2 milhões de euros aplicados no BCP. Ou seja, 7,5% do património global dos fundos investidos em acções nacionais. Trata-se de um valor significativamente abaixo dos 25 milhões investidos no mês anterior, altura em que a instituição liderada por Nuno Amado era a maior participação nas carteiras, com 10,8% do capital, segundo os dados revelados pela CMVM.

Este desinvestimento revelou-se certeiro. Apenas desde o início do mês o banco cai mais de 11%, depois de uma alteração legislativa na Polónia, país onde detém o Bank Millennium, prever que em vez de 50%, os bancos assumam 90% do impacto cambial nos créditos contraídos para a compra de casa. Esta medida deverá custar milhões ao BCP.

O Bank Millennium tem cerca de 13% do crédito hipotecário em francos suíços. Aplicando esta percentagem ao custo de 4,5 mil milhões para a banca, dá 600 milhões de impactos. O BCP tem 50,1% do banco, ou seja, a factura é de 300 milhões, o dobro do esperado.

Além do BCP, também o BPI perdeu representatividade nas carteiras dos fundos, em Julho. A instituição financeira que no final de Junho recebia 7,2% do património capta agora cerca de 6,8%.

Nos e Sonae são aposta

Já a Nos e a Sonae SGPS mantêm-se firmes nas apostas dos gestores. A operadora de telecomunicações e a retalhista são actualmente as maiores posições dos fundos na bolsa nacional, com 9,3% do capital cada (22,5 milhões de euros).

A expectativa de retoma da economia nacional e os resultados das sinergias que resultaram da fusão entre a Optimus e a antiga Zon têm motivado a confiança nestes títulos.

A Galp Energia fecha o "top 3". A petrolífera assistiu a um reforço do investimento por parte destes produtos de investimento, passando a receber 20,5 milhões de euros dos fundos, equivalentes a 8,5% do património.

Mais risco

Ao contrário do que vinha a acontecer nos últimos meses, os fundos de investimento nacionais aumentaram a exposição às acções nacionais e estrangeiras, no seguimento de um acordo entre a Grécia e os credores, que tranquilizou os investidores, após semanas de incerteza.

O valor investido em acções nacionais aumentou 2,5% para 242,5 milhões de euros, enquanto a aposta em as acções estrangeiros aumentou 3% para 1.018,9 milhões de euros.

Já na dívida, o montante "das aplicações em obrigações de emitentes estrangeiros, que continuam a ser o activo mais representativo nas carteiras dos fundos (20,9% do total), caiu 9,9% para 2.383,2 milhões de euros, enquanto nas obrigações de emitentes nacionais desceu 7.2% para 178,6 milhões de euros", diz o documento da CMVM.

"No mesmo período, o montante aplicado em dívida pública nacional recuou 13,6% para 160,6 milhões de euros, enquanto na dívida pública estrangeira subiu 4,9% para 809,1 milhões", acrescenta a mesma fonte.

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