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Gigantes tecnológicas chinesas perdem 260 mil milhões em bolsa em dois dias

Os reguladores estarão preocupados com o alcance destas empresas, que já operam em setores mais sensíveis como o financeiro e o da saúde.

A Alibaba, o site de comércio electrónico chinês, é outra das empresas com destaque nas carteiras dos fundos mais rentáveis. A empresa de Jack Ma tem apresentado fortes taxas de crescimento. Só no Dia do Solteiro, que decorreu no passado mês de Novembro, a empresa gerou 25,3 mil milhões de dólares em receitas, acima das vendas da 'Black Friday'. O preço-alvo médio dos analistas confere um potencial de subida de 19% à cotada.
reuters
Negócios com Bloomberg 11 de Novembro de 2020 às 11:34
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As gigantes do setor tecnológico na China já perderam quase 260 mil milhões de dólares em valor de mercado nos últimos dois dias, depois de Pequim ter avançado com legislação para limitar o crescente poder destas cotadas.

Alibaba, Tencent, JD.com, Meituan e Xiaomi deslizam todas até 8%, depois de na sessão anterior terem afundado. A Alibaba perdeu 9,80% para os 248,40 dólares de Hong Kong (HKD), a JD.com cedeu 5,63% para os 80,08 dólares nos Estados Unidos e 9,20% para os 300 HKD na China, a Meituan quebrou 9,67% para os 271 dólares de Hong Kong e a Xiaomi perdeu 8,18% para os 22,45 HKD.

Esta terça-feira, o Governo chinês revelou legislação que visa combater práticas monopolistas na indústria da internet, depois de anos sem intervir no setor. As novas regras vêm no sentido de evitar práticas anti-concorrenciais, como conluios para partilhar dados sensíveis dos consumidores, alianças que sufocam rivais mais pequenos ou subsidiar serviços, disponibilizando-os abaixo do preço de custo, até eliminar a concorrência.

Os reguladores estarão preocupados com o alcance destas empresas, que já operam em setores mais sensíveis como o financeiro e o da saúde. "As grandes tecnológicas chinesas terão de repensar os seus modelos de negócio, afirma a Anjie Law Firm. "A filosofia das empresas da internet é que o vencedor ganha tudo, e em particular nos operadores de plataformas, que reúnem um tráfego semelhante e constroem ecossistemas semelhantes entre si", continua a mesma empresa, em declarações à Bloomberg.

A previsão da casa de investimento Chanson & Co é que estas medidas possam desencorajar as empresas do setor a cotarem no mercado chinês. Já na semana anterior, o mesmo executivo havia interferido com os planos de uma grande representante do setor, a Ant Group, que se preparava para entrar em bolsa, com uma emissão de 35 mil milhões de dólares. De acordo com um comunicado citado pela Bloomberg, a bolsa de Xangai suspendeu a entrada do grupo devido a questões regulatórias. A China defende que esta empresa, do magnata Jack Ma, estará sujeita às mesmas restrições de capital e alavancagem que os bancos.

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