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Golden Broker coloca euro nos 1,30 dólares em 2006

Os analistas da Golden Broker consideram que o euro poderá atingir os 1,30 dólares em 2006, com no mercado a ser mais influenciado por variáveis como o défice das contas correntes norte-americanas, do que pelo esbatimento dos diferenciais de taxas de juro

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 09 de Janeiro de 2006 às 11:12
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Os analistas da Golden Broker consideram que o euro poderá atingir os 1,30 dólares em 2006, com no mercado a ser mais influenciado por variáveis como o défice das contas correntes norte-americanas, do que pelo esbatimento dos diferenciais de taxas de juro entre os EUA e a Zona Euro.

No mercado accionista, os especialistas da corretora acreditam que os ganhos das bolsas serão este ano «mais modestos do que em 2005», revelam num estudo divulgado hoje. Para 2006, a Golden Broker considera que o PSI-20 terá uma elevada correlação face aos índices europeus e norte-americanos, devendo ter «um provável ‘outperform’ face aos primeiros».

A Golden Broker defende que «as acções europeias não estão ‘caras’, pois as valorizações dos últimos anos são consistentes com o crescimento dos resultados das empresas». «A reestruturação do tecido empresarial europeu ainda tem muito caminho pela frente, permitindo um impacto positivo nas empresas e, por consequência, nos índices», afirma o estuda da Golden Broker.

Os riscos a que a Euronext Lisbon vai estar sujeita este ano serão praticamente os mesmos que os das congéneres europeias, dizem estes especialistas. « Como principais factores de risco, a corretora aponta a possível reversão dos ganhos do dólar e as tensões sociais derivadas de um nível de desemprego no limiar do aceitável», diz a Golden Broker.

A corretora adianta ainda que as taxas de juro mais elevadas e os altos preços das matérias-primas irão acabar por reduzir as margens de lucro e ter um impacto «não negligenciável». Além disso, refere que os riscos de uma desaceleração económica forte nos EUA, provocado por uma diminuição do consumo, poderá «ter um impacto sistémico na economia mundial e penalizar as bolsas como um todo».

Quanto às matérias-primas, a corretora acredita que o «bull market» vai continuar este ano, sustentado pela procura da Índia e China.

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