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Grécia provoca mais um dia negro nas bolsas europeias

Os receios relativos a uma possível saída da Grécia da Zona Euro voltaram a penalizar a negociação bolsista na Europa, com os índices a caírem mais de 1%. Espanha, Portugal e Itália têm sido os mais afectados. E já só a Alemanha consegue ter um comportamento positivo desde o início do ano.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 18:30
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A bola de neve começou com os resultados eleitorais na Grécia. Não houve maiorias. Não houve acordo. E a especulação sobre a manutenção do país detro da Zona Euro aumentou. Todos os dias alguém refere essa possibilidade. E todos os dias as bolsas caem. Hoje não foi excepção.

Na quarta-feira o BCE revelou que suspendeu o financiamento a alguns bancos gregos, porque estes deixaram de estar solventes. Hoje, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse estar a preparar um plano de contingência para saída da Grécia do euro.

E apesar de Durão Barroso ainda hoje ter dito que a União Europeia “fará tudo” para manter a Grécia no euro, não foi suficiente para diminuir os receios em torno de uma possível saída. Até porque, segundo as sondagens voltam a não dar qualquer maioria a um dos partidos gregos.

A elevar os receios esteve também o leilão de dívida realizado por Espanha. O Tesouro espanhol vendeu 2,49 mil milhões de euros de obrigações, o que ficou em linha com o montante máximo de 2,5 mil milhões de euros, mas os custos dispararam.

Este contexto voltou a penalizar as bolsas europeias. A Grécia tem sido a mais afectada. O principal índice bolsista desceu hoje 1,61% para 290,23 pontos, renovando assim o mínimo de, pelo menos, 1998. O índice acumula já uma queda superior a 25% desde o início do ano. Entre os títulos que mais caíram hoje estiveram o National Bank of Greece, com uma descida de 4,10% para 1,17 euros, e o Alpha Bank, que cedeu 2,54% para 0,692 euros. Penalizados pelo anúncio do BCE.

A segunda bolsa que tem sido mais fustigada é a espanhola, com o IBEX a acumular uma queda de 23,54% desde o início do ano e a renovar mínimos de Maio de 2003. Espanha tem sido muito penalizada porque tem sido apontada como a próxima a precisar de apoio financeiro internacional. E os juros também têm reflectido esses receios.

O IBEX perdeu hoje 1,11% para 6.537,90 pontos, com o BBVA a recuar 2,79% para 4,767 euros e o Banco Popular a ceder mais de 4% para 1,905 euros.

Em mínimos está também a bolsa de Itália. O principal índice recuou hoje 1,46% para 13.089,26 pontos, o que corresponde ao valor mais baixo desde Março de 2009. Desde o início do ano o MIBTEL acumula uma queda superior a 13%.

Mas este foi um comportamento partilhado pela generalidade das bolsas europeias, que cederam hoje mais de 1%.

E depois das quedas recentes, apenas o DAX consegue manter-se positivo desde o início do ano, com um ganho de 7,12%. O índice francês CAC já desce 4,68%, o holandês AEX 7,12% e o inglês Footsie 4,09%.

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